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Como abrir uma empresa inovadora? Por onde começar?

No mês passado, discutimos sobre a importância de empreender para subir na vida… e, nesse contexto, falamos de como algumas entidades, tais como as universidades e o Sebrae, por exemplo, podem nos auxiliar nesse processo de decolagem. Neste mês, veremos um ponto que é crucial: por onde eu posso começar meu negócio?

Já vimos falando que inovar significa melhorar ou criar algo novo, e que esse algo pode ser um produto, um processo, uma nova maneira de fazer marketing e etc.: então, inovamos quando atendemos uma lacuna, um desejo não realizado de nosso cliente em potencial.

De posse então de um produto/serviço inovador, o empreendedor pode ficar na dúvida: como faço para começar meu negócio? Quem posso procurar? Como vender meu produto? Como me estruturar enquanto empresa?

Para ajudá-los nessas, e em outras dúvidas, o CRITT – Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia – da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) oferece a Incubadora de Base Tecnológica (IBT), que é um ambiente que auxilia empreendedores dando suporte de gestão e de infraestrutura física para que o incubado possa deslanchar seu negócio.

A IBT/ CRITT é um ambiente especialmente planejado com o propósito de apoiar iniciativas empreendedoras e projetos inovadores, facilitando o seu desenvolvimento por meio da oferta de (i) infraestrutura física – sala para a empresa, salas de reunião, secretária, refeitório, laboratório de informática, auditório e etc. –, (ii) serviços especializados – tais como palestras e cursos voltados para desenvolver a capacidade empreendedora e de gestão – e (iii) consultoria gerencial – por meio de encontros periódicos, em que a equipe da IBT orienta e auxilia à empresa incubada, atendendo a demandas pontuais .

A incubadora abriga novos negócios por um período de tempo limitado e cria mecanismos para estimular a transformação de resultados de pesquisas em produtos e em serviços. O principal objetivo da IBT, então, é proporcionar condições necessárias para que as empresas incubadas possam se preparar e se fortalecer para o mercado, superando as barreiras existentes nos primeiros anos de sua atuação. O processo de incubação da IBT/CRITT é composto por três fases: (i) primeira fase – foco na estruturação da empresa e no desenvolvimento do produto/processo; (ii) segunda fase – foco na inserção da empresa e do produto/serviço no mercado e (iii) terceira fase – foco na consolidação da empresa no mercado e preparação para a graduação. O acompanhamento das atividades da empresa, durante essas fases, se desenvolve na perspectiva: (a) do produto/processo e (b) da gestão – cujo intuito é o de fornecer suporte gerencial.

Assim, se tornar um incubado traz algumas vantagens: para além da infraestrutura física – que, geralmente, é melhor do que se a empresa nascente fosse implantar sede própria, pagando aluguel; mais todas as contas básicas, mais secretária e etc. –, para além da consultoria e apoio gerenciais, o incubado conta, ainda, com o apoio institucional e com o network (uma ampla rede de contatos) da incubadora, que, juntos, se configuram como fatores fundamentais para alavancar o crescimento nos momentos iniciais, cruciais para o sucesso de uma empresa, sobretudo, de uma empresa inovadora. Somados, esses benefícios fazem com que a taxa de mortalidade de empresas incubadas seja minimizada, conforme apontam os dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), nos quais, a taxa média de sobrevivência das empresas geradas em incubadoras é de 82%, bem superior às micro e pequenas empresas que não passaram pelo processo de incubação, para as quais a taxa média de sobrevivência – superior a quatro anos no mercado – é de apenas 40%.

Para participar do processo seletivo, que na IBT/CRITT é de fluxo contínuo (ou seja, está sempre aceitando inscrições), a empresa/empreendedor deve apresentar um Plano de Negócio, em que prevê a implantação e crescimento da sua empresa e deve se atentar, também, para o que o edital de incubação prevê (conferir no site do CRITT: http://www.ufjf.br/critt/incubacao-de-empresas/).

Por fim, vale destacar que se incubar é um ótimo negócio para seu negócio, à medida que oferece apoio na estruturação e no crescimento da sua empresa, possibilitando que ela dure bem mais do que apenas os anos iniciais, contribuindo, assim, para que aquele sonho do conversível vermelho se torne, cada vez mais, uma realidade…

Dúvidas e Sugestões são bem-vindas e podem ser enviadas através do email: debora.marques@ufjf.edu.br.

Débora Marques
Atua no Núcleo de Inovação Tecnológica da UFJF. Especialista em Negócios e Empreendimentos (UFJF). Doutoranda em Letras (PUC-Rio). Mestre em Linguística (UFJF). Professora de Língua Portuguesa e Espanhola (UFJF)