| Título da Tese | Moleque Gonzaguinha: sujeito e modernidade na canção dos anos 70 |
| Resumo da Tese | Esta tese investiga a obra de Luiz Gonzaga do Nascimento Jr., Gonzaguinha, a partir da hipótese de que suas canções constituem um corpus privilegiado de elaboração das tensões da modernidade brasileira durante a década de 1970. Considerando a canção popular como forma cultural capaz de articular experiência individual, disputas ideológicas e processos históricos mais amplos, o estudo busca compreender de que maneira a obra do compositor reelabora questões ligadas à subjetividade, à cultura de massa, à indústria fonográfica e às transformações sociais que marcaram o período. Para tanto, o trabalho parte de uma discussão sobre a formação da juventude brasileira nas décadas de 1960 e 1970, examinando o impacto de fenômenos como o rock, a Bossa Nova, a MPB, a Tropicália e os debates em torno da cultura nacional-popular na constituição de novas sensibilidades e formas de engajamento artístico. Em seguida, analisa-se a recorrência da figura do “moleque” e das representações da infância na obra de Gonzaguinha, compreendidas como construções simbólicas centrais para a elaboração de uma poética marcada pela tensão entre marginalidade, pertencimento e afirmação subjetiva. Por fim, investiga- se o papel da paródia e da ironia como procedimentos discursivos que permitem ao compositor problematizar valores sociais, culturais e políticos, especialmente sob as condições impostas pela ditadura civil-militar. Ao longo da análise, procura-se demonstrar que a obra de Gonzaguinha opera como um espaço de negociação entre crítica social, inserção na indústria cultural e elaboração estética da experiência moderna, revelando permanências e reconfigurações de questões historicamente associadas à tradição romântica. Dessa forma, o compositor é compreendido como intérprete de seu tempo, assim como agente ativo na formulação de modos particulares de perceber e representar as contradições da sociedade brasileira. |
| Data da defesa | 18/09/2026 |
| Hora | 13 horas e 30 minutos |
| Formato da defesa | Virtual |
| Titulação | Nome | Na qualidade de | Vínculo |
|---|---|---|---|
| Doutor em Estudos Literários (PUC-Rio) | Alexandre Graça Faria | Orientador Presidente da Banca | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutor em Estudos Literários (UFJF) | Edmon Neto de Oliveira | Membro Titular Interno | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutor em Ciências da Religião (UFRJ) | Arnaldo Érico Huff Júnior | Membro Titular Interno | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutor em História (UFJF) | Carlos Eduardo de Souza Costa | Membro Titular Externo | Sem vínculo |
| Doutor em Letras (UFF) | Roberto José Bozzetti Navarro | Membro Titular Externo | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Doutor em Letras (UFMG) | Michel Mingote Ferreira de Ázara | Suplente Interno | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutor em Literatura Brasileira (PUC-Rio) | Frederico Oliveira Coelho | Suplente Externo | Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio) |
Defesa de Tese – Luís Cláudio Dadalti (formato PDF, tamanho 154 KB)
As pessoas interessadas em assistirem à defesa devem enviar e-mail à Secretaria, solicitando o link de acesso à sala virtual.