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Grade de horários e ementas do 2º semestre de 2026 (Mestrado e Doutorado)

Grade de horários 2º semestre de 2026 – PPGACL (Mestrado e Doutorado)

 

  Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira
 Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VII (2039034) – 3 créditos

Rafael Fortes

 14h às 17h

Sala K 01

   
 Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI (2039033) – 2 créditos

Fernando Vago 

 17h às 19h

Sala E08

   
 Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens V (2039032) – 1 crédito

Fernando Vago 

 19h as 20h

Sala E08

   
 Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens I (2039011) – 4 créditos

Felipe Muanis 

 18h às 22h

Sala K 01

   
 Metodologia da Pesquisa em  Artes, Cultura e Linguagens (2039015) – 4 créditos

Elisabeth Murilho

   08h às 12h

Sala K 01

 
 Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens II (2039012) – 4 créditos

Lúcio Reis 

   18h as 22h

Sala K 01

 
 Seminário Avançado em Artes, Cultura e Linguagens (3022001) – 4 créditos

Raquel Quinet 

     14h às 18h

Sala K 01

 Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens III (2039013) – 4 créditos

Letícia Bertagna e Rosane Preciosa

 18h às 22h

Sala K 01

 

OBS1.:

Metodologia da Pesquisa em Artes, Cultura e Linguagens – disciplina obrigatória exclusiva para alunos do mestrado do PPGACL. Não aceita alunos especiais (disciplina isolada).

Seminário Avançado em Artes, Cultura e Linguagens – disciplina obrigatória exclusiva para alunos do doutorado do PPGACL. Não aceita alunos especiais (disciplina isolada).

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens II – Não aceita alunos especiais (disciplina isolada).

OBS2.:

As demais disciplinas da grade aceitarão alunos especiais.

 

Início das aulas: 17/08/2026

 

Metodologia da Pesquisa em Artes, Cultura e Linguagens

Profa. Dra. Elisabeth Murilho

Ementa:

Introduz as noções fundamentais da pesquisa e da produção acadêmica. Aborda a estrutura e o desenvolvimento de projetos em artes e processos artísticos, história, teorias e crítica da arte, entre outros, tendo como princípio a interdisciplinaridade das abordagens.

A disciplina visa preparar o aluno para a etapa de qualificação de seu trabalho, estimulando-o a discutir sua pesquisa e a participar de eventos científicos.

Bibliografia parcial:

BAXANDALL, Michael. Padrões de intenção: a explicação histórica dos quadros. São Paulo: Cia

das Letras, 2006.

BECKER, Howard. Truques da escrita: para começar e terminar teses, livros e artigos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2015.

BOURDIEU, Pierre; DARBEL, Alain. O amor pela arte: os museus de arte na Europa e seus públicos. Porto Alegre: Zouk, 2016.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante da Imagem: questão colocada aos fins de uma história da arte. São Paulo: Editora 34, 2013.

FARGE, Arlette. O sabor do arquivo. São Paulo: EDUSP, 2009.

KAWAMURA, Yunia. Doing Research in Fashion and Dress: An Introduction to Qualitative Methods. Londres: Bloomsbury, 2005.

LAMONT, Michèle & FOURNIER, Marcel (Orgs.). Cultivando diferenças: fronteiras simbólicas e a formação da desigualdade. São Paulo: Sesc, 2015.

RACIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. São Paulo: Martins Fontes, 2014

TOMÁS, Lia. A pesquisa acadêmica na área de música: um estado da arte (1988-2013).Pesquisa

em Música no Brasil, v. 4. ANPPOM, 2015.

 

Seminário Avançado em Artes, Cultura e Linguagens

Ementa:

Noções fundamentais da pesquisa e da produção acadêmica. Reflexão sobre conceitos e metodologias envolvidas nas pesquisas em artes, cultura e linguagens. Reflexão sobre o objeto artístico enquanto fonte para o conhecimento histórico e cultural. Normas ABNT e ética acadêmica: plágio, integridade, elaboração de referências e uso responsável de inteligência artificial.

Objetivos:

A disciplina tem por objetivo aprofundar o debate sobre a metodologia de pesquisa em Artes e suas fronteiras. Busca instrumentalizar metodologicamente a pesquisa do doutorando do PPG-ACL, visando contribuir com o desenvolvimento de seu projeto de tese.

Bibliografia:

BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Rio de Janeiro: Vozes, 2014.

BRITES, Blanca e TESSLER, Elida. O meio como ponto zero: metodologia da pesquisa em artes plásticas. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2002. (Coleção Visualidades).

CHAUI, Marilena. “Unidade 7 – As Ciências”; in: Convite à filosofia. São Paulo, Ática, 2000, (pp. 313-365).

ECO, Umberto. Como se faz uma tese em ciências humanas. Queluz de Baixo, 2007.

FARGE, Arlete. O sabor do Arquivo. São Paulo: Edusp, 2009.

FORTIN, Sylvie; GOSSELIN, Pierre. Considerações metodológicas para a pesquisa em arte no meio acadêmico.

FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.

HEINICH Nathalie. Práticas da arte contemporânea: Uma abordagem pragmática a um novo paradigma artístico. Sociologia&Antropologia, Rio de Janeiro, v.04. 02: 373 – 390, 2014.

LÓPEZ-CANO, R. SAN CRISTÓBAL OPAZO, Ursula. Investigación artística en música. Problemas, métodos, experiencias y modelos. Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq. PORTARIA CNPq Nº 2.664, DE 6 DE MARÇO DE 2026.

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens I – Poéticas do invisível: cinema e imagem na memória da repressão

Felipe Muanis

Ementa:

O curso partirá de uma reflexão sobre a produção de imagens estáticas e audiovisuais nos contextos de conflito de guerras ditaduras e repressão urbana do Sul Global,  sobretudo em contextos ditatoriais da América Latina na segunda metade do século XX. As imagens que interessam neste debate são as imagens proibidas e furtivas, realizadas sobretudo por prisioneiros, manifestantes ou sobreviventes de tais regimes, que constituem um testemunho gráfico ou audiovisual, que funcionam como a constituição de memória de regimes de exceção. Amparado por teorias de arte e

cinema além de teorias sobre memória e testemunho, pretende-se discutir a história das formas visuais e sonoras a partir dessas imagens específicas e da sua dificuldade (ou impossibilidade) de produção.

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens II – CINEMA DE ARQUIVO E PRÁTICAS EXPERIMENTAIS NO AUDIOVISUAL

Prof. Dr. Lúcio Reis Filho

Ementa:

A disciplina propõe-se a investigar o gênero documental em sua relação com as práticas de apropriação de material de arquivo. Os tópicos contemplados incluem: imagem como registro; estatuto da imagem de arquivo; reconfiguração tecnológica do corpo e dos sujeitos na sua relação com o passado; processos de reconstrução da memória (histórica, familiar, pessoal), a saber, apropriação, manipulação, reedição e recontextualização das imagens de arquivo em estruturas autorreflexivas e autorreferenciais subjetivamente organizadas; emergência do vídeo na produção e na recepção de micronarrativas pessoais; contaminação dos gêneros, crescente hibridação entre meios, práticas e suportes, recurso à nostalgia e à autoficção, entre outras tendências contemporâneas. A partir das estratégias formais e dos dispositivos de captação, na

perspectiva das práticas experimentais, serão pensados o cinema de arquivo, o vídeo familiar, o filme-colagem, o pseudo-documentário e o found footage.

Bibliografia:

AUMONT, Jacques. Moderno? Porque o cinema se tornou a mais singular das artes. Campinas, SP: Papirus, 2008.

BAZIN, André. Ontologia da imagem fotográfica. In: ______. O cinema. Ensaios. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Porto Alegre, RS: L&PM, 2013.

FARGE, Arlette. O sabor do arquivo. São Paulo: EDUSP, 2009.

GUMBRECHT, Hans Ulrich; ROCHA, João Cezar de Castro (org.). Corpo e forma: ensaios para uma crítica não-hermenêutica. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1998.

LÓPEZ, Sonia García; VAQUERO, Laura Gómez (eds.). Piedra, papel y tijera: el collage em el cine documental. Madrid: Ocho y Medio, 2009.

NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Campinas, SP: Papirus, 2016

PUNYASHLOKA, Rahee. Notes toward a general infinity of digital images. In: LOVINK, Geertz; TRESKE, Andreas (eds.). Video Vortex III: Inside the YouTube Decade. Amsterdam: INC, 2020.

SHAVIRO, Steven. O corpo cinemático. São Paulo: Paulus, 2015.

SCHEFER, Raquel. El autorretrato en el documental. Buenos Aires: Universidad del Cine, 2013.

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens III – Ensaiar escritas de si: fragmentos e intervenções

Letícia Bergana

Ementa:

Este curso busca investigar as produções artísticas, textuais e audiovisuais com temporâneas, em que se observa a valorização dos pequenos relatos em lugar das grandes narrativas universalizantes. Em um contexto marcado pelo declínio da experiência, pela fragmentação das identidades e enfraquecimento dos laços sociais, as narrativas de cunho pessoal e biográfico ganham espaço e tensionam noções como interior/exterior, público/privado, verdade/ficção. Nossa atenção se dirige, assim, ao estudo de artistas e realizadores que refletem sobre o mundo a partir dos vestígios da experiência cotidiana, utilizando procedimentos ligados às escritas de si e a formas ensaísticas de criação.

Ao longo dos encontros, nos dedicaremos ao estudo de textos e processos artísticos que apresentam modos de se aproximar do mundo a partir de elementos ordinários e gestos cotidianos, como abrir gavetas, levantar a cabeça, debruçar-se sobre um caderno de notas.

Aqui nos interessa observar as operações poéticas e conceituais que utilizam diários, agendas, anotações, cartas, bilhetes e arquivos pessoais como estratégias para a construção de pequenas narrativas, sejam elas escritas, fotográficas e/ou audiovisuais de caráter biográfico e ensaístico. Nota-se que muitos artistas lidam com a experiência a partir de sua incompletude e inacabamento, por meio de fragmentos e pequenos inventários da vida diária. Esses recortes, por sua vez, tornam-se matéria para a criação e evidenciam/solicitam/exigem a escuta, a atenção e a pausa como procedimentos necessários às escritas de si, compreendidas sobretudo como práticas de elaboração subjetiva, de transformações e intervenções na própria existência.

Bibliografia

ARTIÈRES, Philippe. Arquivar a própria vida. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 11, n. 21, p. 9-34, 1998.

BARTHES, Roland. O rumor da língua. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

BENJAMIN, Walter. Rua de mão única – Obras escolhidas II. São Paulo: Brasiliense, 2011.

______. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 2012

CALLE, Sophie. Histórias reais. Belo Horizonte: Relicário, 2025.

CAMPILHO, Matilde, “Flecha – histórias. São Paulo: Editora 34, 2022.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano.

CIXOUS, Hélène. A chegada da escrita. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2024.

DANZIGER, Leila. Diários públicos: sobre memória e mídia. Rio de Janeiro: Contra capa, 2013.

DIDI-HUBERMAN, Georges. “Que emoção! Que emoção?”. São Paulo: Editora 34, 2016.

______. Pensar debruçado. Lisboa, Portugal: KKYM, 2010.

DUARTE, Pedro. O ensaio como narrativa. Lisboa, Portugal: Oca, 2021.

DOS ANJOS, Moacir,” Arte Bra Crítica”. Rio de Janiero: Editora Automatica, 2010.

FOUCAULT, Michel. A escrita de si. In: ______. O que é um autor? Lisboa: Vega, 1992.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2009.

GINZBURG, Natalia, “As pequenas virtudes”. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

KILOMBA, Grada, “Memórias da Plantação – episódios de racismo cotidiano”. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

KRENAK, Ailton, “Futuro Ancestral”. São Paulo: Cia das Letras, 2022.

____, “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”. São Paulo: Cia das Letras, 2019.

LORDE, Audre, “Sou sua irmã”. São Paulo: Ubu, 2020.

PEREC, Georges. Aproximações do quê. Alea – Estudos Neolatinos, Rio de Janeiro, v. 12, n.1, jan.–jun. 2010.

SAAVEDRA, Carola, “O mundo desdobrável – ensaios para depois do fim”. Belo Horizonte: Relicário, 2021.

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens V – Horizontes da Performance (Musical)

Professor: Dr. Fernando Vago Santana

Ementa:

Estudo aprofundado da performance musical como prática artística e como pesquisa, articulando a dimensão técnica-interpretativa à reflexão teórica sobre o papel do intérprete, da obra musical e do contexto de recepção. Desenvolvimento de projetos de performance ou de natureza bibliográfica que integrem: análise estilística, decisões interpretativas e discussão crítica à luz da teoria da interpretação musical e da pesquisa artística (artistic research). Análise de performances históricas e contemporâneas, com ênfase na prática pianística de Alfred Cortot, incluindo leitura de textos especializados, discussão de conceitos como ontologia da obra, fidelidade ao texto, historicismo e liberdade interpretativa. Elaboração de portfólio acadêmico com registros audiovisuais, diários reflexivos e ensaios críticos, bem como atividades de mentoria por pares junto aos graduandos da Oficina de Performance.

Bibliografia:

AGAZZI, Anna Claudia. Instalações pianística: uma fresta de luz no processo criativo da performance pianística. Revista Trama, [s. l.], v. 15, n. 1, p. 58-70, 2024.

AGHAJANYAN, Irma; YUZBASHYAN, Yuri. Hand Mass: Its Significance in Piano Performance. Music and Other Performing Arts, [s. l.], v. 12, n. 1, p. 146-166, 2025.

AKHMADJONOVNA, Elmurodova Gulrukh. Development of musical technique in the field of piano pedagogy. European Journal of Arts, [s. l.], 2025.

AL BAKRI, Tsonka. Pedalization. Per Musi, Belo Horizonte, n. 45, 2025.

ARAÚJO FILHO, Alfeu. Pedagogia do Piano e a Ciência: Trajetória, Conquistas e Continuidade. Revista Vórtex, Curitiba, v. 9, n. 3, p. 1-23, 2021.

ARAÚJO FILHO, Alfeu Rodrigues de. A trajetória da pedagogia do piano nacional sob a ótica de Sá Pereira, Kaplan e Glaser. In: Arte e cultura & Sociedade e história: reflexões e influências. Ponta Grossa: Atena, 2024. p. 83-95.

ARCHER, Stephanie. Teacher Perceptions of Beginner-Level Piano Technique and Injury Prevention. Journal of Piano Research, [s. l.], 2025.

BANOWETZ, Joseph. The Pianist’s Guide to Pedaling. Bloomington: Indiana University Press, 1992.

BRUSER, Madeline. The Art of Practicing: A Guide to making music from the Heart. Nova Iorque: Three Rivers Press, 1997.

CASELLA, Alfredo. El Piano. Tradução de Carlos Fioriani. Buenos Aires: Ricordi Americana, 1942.

CASTRO, Luiz Carlos de Moura. A preparação do músico. [S. l.], 2021. 1 vídeo (44 min). Publicado pelo canal CeR Esmu. Disponível em: CHANG, Chuan C. Fundamentals of Piano Practice. 3. ed. [S. l.: s. n.], 2009.

CHIANTORE, Luca. Historia de la técnica pianística. Madri: Alianza, 2001.

COOK, Nicholas. Beyond the Score: Music as Performance. Oxford: Oxford University Press, 2013.

CORTOT, Alfred. Príncipes Rationnels de la Technique Pianistique. Paris: Editions Salabert, 1928.

CORTOT, Alfred. Curso de interpretação. Recolhido e redigido por Jeanne Thieffry. Tradução de Joel Bello Soares. Brasília, DF: MusiMed, 1986.

GLASER, Scheilla Regina. Emotional discomforts in the piano learning process: a narrative inquiry. Studies in Education Sciences, [s. l.], v. 3, n. 3, p. 544-558, 2022.

LEE, Marian. The 5 Basic Motions of Piano Technique. [S. l.], 2021. 1 vídeo (14 min). Publicado pelo canal Marian Lee.

NEUHAUS, Heinrich. The Art of Piano Playing. Londres: Kahn and Averill, 1998.

PEREIRA, Antônio Leal de Sá. Ensino Moderno de Piano: Aprendizagem racionalizada. São Paulo: Ricordi, 1964.

RAMOS, Danilo; ORTENZI, Francisco Grassano. O uso do diário reflexivo como ferramenta de estudo do piano popular. Percepta – Revista de Cognição Musical, [s. l.], v. 12, n. 1, p. 326-339, 2025.

RIBEIRO, Bianca Gesuato Thomaz. Do corpo ao piano: estudos rítmicos de Gramani e Almeida Prado para a performance de obras compostas nos séculos XX e XXI. 2022. Tese (Doutorado em Música) – ECA/USP, São Paulo, 2022.

RINK, John (org.). The Practice of Performance: Studies in Musical Interpretation. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

RODRIGUES, Bruno de Souza. Marisa Lacorte e o ensino do piano no Brasil: dados biográficos, formação de pianistas e educadores. 2024. Dissertação (Mestrado em Música) – ECA/USP, São Paulo, 2024.

ROSKELL, Penelope. The Complete Pianist: From Healthy Technique to Confident Performance. London: Edition Peters, 2020.

SENISE, Luiz Henrique. Da importância dos movimentos pianísticos. 1992. Dissertação (Mestrado em Música) – Escola de Música, UFRJ, Rio de Janeiro, 1992.

TAYLOR, Maria del Pico. The Taubman Approach to Piano Technique: A Comprehensive Guide. [S. l.]: Amplify Publishing, 2023.

TOMES, Susan. The Piano: A History in 100 Pieces. New Haven: Yale University Press, 2021.

URBANIAK, Olivia; MITCHELL, Helen. Learning Expert Stagecraft: Tools for Piano Performance Pedagogy. Journal of Piano Research, [s. l.], 2025.

XUE, Biyun; JEON, Yoonhan. Visualization of Piano Performance and Piano Pedagogy.

The Korean Society of Culture and Convergence, [s. l.], v. 42, n. 3, p. 99-122, 2020.

ZHANG, Sanfeng. The influence of the style of the piano work on the performance technique. Arts Studies and Criticism, [s. l.], 2025.

 

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI – Fundamentos Epistemológicos e Metodológicos da Pesquisa Musical

Professor Dr. Fernando Vago Santana

Ementa:

Estudo das bases epistemológicas e dos paradigmas metodológicos que sustentam a pesquisa científica e artística em música. Discussão sobre a natureza do conhecimento musical e suas vertentes: Pesquisa Artística (Artistic Research), Musicologia (Histórica, Teórica e Etnomusicologia) e Educação Musical. Análise crítica de trajetórias institucionais da pesquisa em música no Brasil. Abordagem de métodos de coleta e análise de dados, incluindo pesquisa documental, fenomenologia da performance, estudos de recepção e pedagogia musical. Elaboração de desenhos metodológicos aplicados aos projetos de pesquisa dos discentes, com foco na articulação entre teoria, objeto e práxis.

BIBLIOGRAFIA

BORGDORFF, Henk. The Debate on Research in the Arts. Bergen: Bergen National Academy of the Arts, 2006.

BORGES, Renato Pereira Torres. A árvore e a rede: repensando nossa teoria para a área de Música. OPUS, [s. l.], v. 28, p. 1-41, dez. 2022.

BORGES, Renato Pereira Torres. Periódicos acadêmicos brasileiros da área de Música: cronologia continuada (2000-2020). Música Hodie, [s. l.], v. 23, 2023.

BRAGAGNOLO, Bibiana; PELLEGRIM SANCHEZ, Leonardo. Pesquisa artística no Brasil: mapas, caminhos e trajetos. Orfeu, Florianópolis, v. 7, n. 2, p. e0102, 2022. DOI: 10.5965/2525530407022022e0102. Disponível em: https://doi.org/10.5965/2525530407022022e0102.

BRIETZKE, Marta Macedo; OLIVEIRA, Mário André Wanderley; PRESGRAVE, Fabio Soren. Tocar é aprender e ensinar, e ensinar e aprender é tocar: reflexões sobre a ideia de Professor Propositor Performer. Revista da ABEM, [s. l.], v. 31, n. 1, p. 1-20, 2023.

CANO, Rubén López. Pesquisa Artística em Música na América Latina. In: Pesquisa Artística: performance, criação e cultura contemporânea. [S. l.]: Stricto Sensu Editora, 2022. p. 27-52. DOI: 10.35170/ss.ed.9786586283778.02. Disponível em: https://doi.org/10.35170/ss.ed.9786586283778.02. Acessoe m: 08 jun. 2026.

CERQUEIRA, Daniel Lemos. Pesquisa Artística: um breve panorama. Revista Interdisciplinar em Cultura e Sociedade, [s. l.], p. 28-43, 2021.

CHIMÈNES, Myriam. Musicologia e História. Fronteira ou “terra de ninguém” entre duas disciplinas? Revista de História, [s. l.], n. 157, p. 15-29, 2007.

COOK, Nicholas. Beyond the Score: Music as Performance. Oxford: Oxford University Press, 2013.

DEMORE, Givas; MAGALHÃES-CASTRO, Beatriz. Musicologia e pós- disciplinaridade: da musicologia comparada à etnomusicologia. ICTUS, [s. l.], v. 14, p.

43-64, 2020.

DOMENICI, Catarina. Teorias da Performance Musical e Decolonialidade: Implicações para a Pesquisa Artística no Brasil. In: Práticas em Pesquisa Artística: performance, criação e cultura contemporânea. [S. l.]: Pimenta Cultural, 2024. p. 19-98. DOI: 10.31560/pimentacultural/2024.11208.1. Disponível em: https://doi.org/10.31560/pimentacultural/2024.11208.1. Acessoe m: 08 jun. 2026.

FONSECA, Edilberto José de Macedo. O etno, o folk e o popular: trajetórias conceituais na etnomusicologia brasileira. OPUS, [s. l.], v. 30, p. 1-31, ago. 2024.

IKEDA, Alberto T. Pesquisa em música: algumas questões. Cadernos da Pós-Graduação, Campinas, v. 5, n. 2, p. 43-45, 2001.

KERMAN, Joseph. Musicologia. Tradução de Márcio Doctors. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

LÓPEZ-CANO, R.; SAN CRISTÓBAL OPAZO, U. Investigación artística en música: problemas, métodos, experiencias y modelos. Barcelona: Edição dos Autores, 2014.

LUCAS, Maria Elizabeth. Sobre o significado da pesquisa em música na Universidade. Porto Arte, Porto Alegre, v. 2, n. 4, p. 51-55, 1991.

MEDEIROS, Narayane Ribeiro; RIBEIRO, Carlos Henrique Costa; FEICHAS, Leonardo Vieira. A Ferramenta Metodológica “Ciclo Artístico-Reflexivo de Dupla Checagem (CARDC)” e a proposta de um aplicativo para pesquisa em música: diálogos entre a pesquisa artística e a performance musical. In: Práticas em Pesquisa Artística: performance, criação e cultura contemporânea. [S. l.]: Pimenta Cultural, 2024. p. 179-190. DOI: 10.31560/pimentacultural/2024.11208.5. Disponível em: https://doi.org/10.31560/pimentacultural/2024.11208.5. Acessoe m: 08 jun. 2026.

NOGUEIRA, Ilza. Institucionalização da pesquisa em música no Brasil: o processo de tornar-se. In: CANDUSSO, Flavia (org.). 30+30: Pós-graduação & Música. Salvador: EDUFBA, 2020. p. 65-84.

OLIVEIRA, Jamary. Reflexões críticas sobre a pesquisa em música no Brasil. Em Pauta, [s. l.], ano 4, n. 5, p. 3-11, jun. 1992.

PEREIRA, Eliton Perpetuo Rosa. Influências da Musicologia e da Etnomusicologia na Pesquisa em Educação Musical no Brasil. Per Musi, [s. l.], n. 43, p. 1-20, 2023. DOI:

10.35699/2317-6377.2023.40870. Disponível em: https://doi.org/10.35699/2317-6377.2023.40870. Acessoe m: 08 jun. 2026.

ROCHA, Edite; ZILLE, José Antônio Baêta (org.). Musicologia[s]. Barbacena: UEMG, 2016.

SALGADO, J. A. Questões de método e interlocução em pesquisas com práticas de música. El oído pensante, [s. l.], vol. 2, n. 2, 2014.

SAMPIERI, R. H. Metodologia de Pesquisa. 6. ed. Porto Alegre: Penso, 2013.

SANDRONI, Carlos. Apontamentos sobre a história e o perfil institucional da etnomusicologia no Brasil. Revista USP, São Paulo, n. 77, p. 66–75, 2008.

VIDAL, João; ROCHA, Edite. Por uma musicologia culturalmente orientada: um depoimento de Antonio Alexandre Bispo. Revista Brasileira de Música, [s. l.], v. 35, n.1, 2024. DOI: 10.47146/rbm.v35i1.66753. Disponível em:https://doi.org/10.47146/rbm.v35i1.66753. Acesso em: 08 jun. 2026.

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VII – Pesquisa em Teoria e Análise Musical

Prof. Dr. Rafael Moreira Fortes

Ementa: A disciplina fornece uma apresentação panorâmica das diversas formas de pesquisa em Teoria e Análise Musical. É estruturada na forma de seminários a partir dos textos sugeridos na bibliografia.

Propõe abordagens como: descrições de procedimentos composicionais; críticas aos limites das ferramentas analíticas; reflexões sobre a natureza da obra musical; organizações epistemológicas das diversas formas de pesquisa da área; dentre outros. A abordagem ampla convida interações interdisciplinares de acordo com a pesquisa do participante.

Bibliografia parcial:

BROWER, Candace. Uma teoria cognitiva do sentido musical. Percepta – Revista de Cognição Musical, vol. 13, Curitiba, 2025

COOK, Nicolas. A guide to musical analysis. Oxford: Oxford University Press, 1987

CERVO, Dmitri. O minimalismo e suas técnicas composicionais. Per Musi, Belo Horizonte, n.11, 2005, p.44-59

DUFOURT, Hugues. O artifício da escrita na música ocidental. Revista Debates do programa de Pós-Graduação em Música da UniRio. Rio de janeiro, vol. 1, n. 1, p. 9-18. 2007b.

FLESHNER, Nathan. The musical psyche: Interactions between the theories of Heinrich Schenker and Sigmund Freud. Tese (Doutorado em música). Department of Music Theory, Eastman School of Music, University of Rochester. Rochester, New York, 2012.

FINK, Robert. Going flat: Post-Hierarchical Music Theory and the Musical Surface. In.: Rethinking Music. Oxford: Oxford University Press, 2001.

HAIMO, Ethan. Atonality, analysis, and the intentional fallacy. Music Theory Spectrum, vol. 18, n. 2, 1996.

HATTEN, Robert. Interpreting musical gestures, topics and tropes: Mozart, Beethoven, Schubert. Indiana: Indiana University Press, 2004.

MEYER, Leonard. Explaining Music: Essays and explorations. California: University Of California Press, 1973.

NATTIEZ, Jean-Jacques. Modelos lingüísticos e análise das estruturas musicais. Per Musi. Belo Horizonte, v.9, 2004. p. 05-46

SOLIE, Ruth. The living work: Organicism and Musical Analysis. 19th-Century Music, n. 4, vol. 2, p.147-156, 1980.

STRAUS, Joseph. The problem of prolongation in post-tonal music. In.: Journal of Music Theory. vol. 31, No. 1, p. 1-21, 1987.

WATKINS, Holly. Toward a post-humanist organicism. Nineteenth-Century Music Review, vol. 14, p. 93–114, 2017