Fechar menu lateral

Grade de horários e ementas do 1º semestre de 2026 (Mestrado e Doutorado)

 

 

Grade de horários 1º semestre de 2026 – PPGACL (Mestrado e Doutorado) 

 

  Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira  

 

Quinta-feira

 

 

Sexta-feira
Estudos Avançados da Imagem e Som (2039001) – 4 créditos

Alessandra Brum

18h às 22h

Sala K 01

       
Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI

(2039033) – 2 créditos

Raquel Rohr

 

13h às 15h

Sala E 14

     
Desenvolvimento de projetos em Música e Interartes (2039031) – 4 créditos

Luiz Castelões e Marta Castello Branco

 

15H às 19H

(Primeiro mês):

Luiz Castelões

Sala E18

(sala de composição)

14h às 18h

(Meses restantes):

Marta

Sala  de reuniões

(2º andar: ao lado da secretaria do IAD)

     
Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens IV

(2039014) – 4 créditos

Sérgio Puccini 

18h às 22h

Sala K 01

     
Teorias da cultura e da arte (2039035) – 4 créditos

Maria Claudia

08h às 12h

Sala K 01

   
Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VIII

(2039043) – 4 créditos

Lúcio Reis Filho

18h às 22h

Sala K 01

   
Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VII

(2039034) – 3 créditos

Mayra Pereira

 

 

09h às 12h

Sala E 01

(LaPHI –  Laboratório de Performance Historicamente Informada) 

 
Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens X (2039045) – 4 créditos

Eliska Altmann

 

18h às 22h

(on line)

 
Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens IX (2039044) – 4 créditos

Débora Morgado 

 

08h às 12h

Sala K 01

 

OBS1.:

Estudos Avançados da Imagem e Som – disciplina obrigatória da linha: Cinema e Audiovisual.

Teorias da Cultura e da Arte – disciplina obrigatória da linha Arte, Moda: História e Cultura.

Desenvolvimento de projetos em Música e Interartes – disciplina obrigatória da linha Música e Artes Sonoras.

 

OBS2.:

Teorias da cultura e da arte e Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI não aceitarão alunos especiais (disciplina isolada). As demais aceitarão.

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI – Somente para alunos com nível de performance avançado em violoncelo.

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VII – somente para alunos com fluência em instrumentos de teclado.

 

 

Início das aulas: 23/03/2026

 

EMENTAS:

Desenvolvimento de projetos em Música e Interartes

Ementa: A disciplina obrigatória da linha de pesquisa “Poéticas visuais e musicais” visa investigar e discutir processos artísticos, que reúnam articulações conceituais, teóricas ou teórico-práticas que possam produzir reflexões sobre a pluralidade manifesta no mundo contemporâneo, envolvendo artes visuais, música e outras conexões.

Bibliografia:

CAESAR, Rodolfo. Círculos Ceifados. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008.

CLARKE, Eric; COOK, Nicholas (Orgs.). Empirical musicology. New York: Oxford University Press, 2004.

COOK, Nicholas; EVERIST, Mark (Orgs). Rethinking Music. Oxford: Oxford University Press, 2001.

GEERTZ, Cliford. O Saber Local. Novos Ensaios em Antropologia Interpretativa. Editora Vozes, 1997.

GONZÁLEZ, Juan Pablo. Pensando a música a partir da América Latina: problemas e questões. São Paulo: Letra e Voz, 2016.

KERMAN, Joseph. Musicologia. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

KITTLER. A Verdade do Mundo Técnico. Ensaios sobre a genealogia da realidade. Rio de Janeiro: Contraponto, 2017.

LÓPEZ-CANO, Ruben; OPAZO, Úrsula San Cristóbal. Investigación artística en música. Problemas, métodos, experiencias y modelos. Barcelona: Fonca-Esmuc, 2014. 259p.

MIKSZA, Peter; SHAW, Julia T.; RICHERME, Lauren Kapalka; HASH, Phillip M.; HODGES, Donald A. Music Education Research: An Introduction. Oxford: Oxford University Press, 2023.

QUARANTA, Daniel (Org.). Creación musical, investigación y producción académica: desafíos para la música en la universidad. 1ed. Morelia, México: CMMAS – Centro mexicano para la Música y las Artes Sonoras, 2017.

TRAGTENBERG, Lívio (org.). O ofício do compositor hoje. São Paulo: Perspectiva, 2012.

 

Estudos Avançados da Imagem e Som 

Ementa: Este curso tem por objetivo propor uma reflexão sobre as questões metodológicas e de abordagens interdisciplinares para análise no campo do cinema. Às questões relativas à estética, teoria e história e historiografia do cinema entendidas em um complexo cultural que possibilite a ampliação das possibilidades de fontes documentais. Para tal, a disciplina versará também sobre as questões relativas à preservação audiovisual e sua interface com a pesquisa em cinema e audiovisual.

Referência Bibliográfica:

ALBULQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. História. A arte de inventar o passado. Curitiba: Editora Appris, 2019.

ALLOA, Emmanuel (org.). Pensar a imagem. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.

AMADO, Janaina (org.). Usos e abusos da história oral, São Paulo: FGV, 2006.

AMO, Alfonso del. Notas para el diseño de un archivo cinematográfico, Madrid: Filmoteca Española, 2001. Disponível em www.cervantesvirtual.com

AUMONT, Jacques. O olho interminável. Cinema e pintura. Tradução de Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Cosac Naify, 2004.

BERNARDET, Jean-Claude. A Entrevista. In: Cineastas e imagens do povo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p.281-296.

BERNARDET, Jean-Claude. Historiografia clássica do cinema brasileiro. São Paulo: Annablume, 2004.

BERNARDET, Jean-Claude.  Cinema Brasileiro. Propostas para uma história. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.

BORDWELL, David. Figuras traçadas na luz: A encenação no cinema. Campinas, São Paulo: Papirus, 2008.

BORDWELL, David. Sobre a História do Estilo Cinematográfico. Campinas: Editora Unicamp, 2013.

CARVALHO, Noel dos Santos (Org.). Cinema Negro Brasileiro. Campinas: Papirus, 2022.

CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Lisboa, Difel, 1990.

DIDI – HUBERMAN, Georges. Quando as imagens tomam posição: O olho da história I. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2017.

EDMONDSON, Ray. Filosofia e princípios da arquivística audiovisual. Tradução SOUZA, Carlos Roberto Rodrigues de. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Preservação Audiovisual‐ABPA; Cinemateca do MAM, 2013.

ELSAESSE, Thomas. Cinema como arqueologia das Mídias. São Paulo: Edições SESC, 2018.

FEDERICI, Silvia. O patriarcado do salário. São Paulo: Boitempo, 2021.

GOMES, Ângela de Castro; HANSEN, Patricia Santos. Intelectuais Mediadores. Práticas culturais e ação política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.

GOMES, Paulo Emílio Sales. Cinema: trajetória no subdesenvolvimento. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro latinoamericano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

HEFFNER, Hernani; D’ANGELO, Raquel Hallak; D’ANGELO, Fernanda Hallak. Reflexões sobre a preservação audiovisual 2006-2015:10 anos de CineOP. Belo Horizonte: Universo, 2015.

HOLANDA, Karla; TEDESCO, Mariana. Feminino Plural: mulheres no cinema brasileiro. Campinas: Papirus, 2017.

HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento Feminista Brasileira. Formação e contexto. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

hooks, bell. Olhares negros. Raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019.

LINDNER, Maria Laura Souza Alves Bezerra. Políticas para a preservação audiovisual no Brasil (1995-2010) ou “Para que eles continuem vivos através do modo de vê-los”.Tese de doutorado. Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2013.

MALTBY, Richard; BILTEREYST, Daniel; MEERS, Philippe. Explorations in new Cinema History. Approaches and case Studies. Wiley-Blackwell, 2011.

RAMOS, Fernão; SCHVARZMAN, Sheila (org.). Nova História do Cinema Brasileiro. São Paulo: Senac, 2018.

VENDRAME, Maíra; KARSBURG, Alexandre. Micro-história. Um método em transformação. São Paulo: letra e voz, 2020.

XAVIER, Ismail. O Olhar e a cena. São Paulo: Cosac&Naify, 2003.

 

 Teorias da cultura e da arte

Ementa:

O objetivo da disciplina é colocar em debate algumas teorias sobre Arte e Cultura brasileira, especialmente a partir da leitura e debate de obras sobre as temáticas produzidas nos últimos 25 anos. A bibliografia privilegia estudos que partindo da perspectiva da História e Sociologia, analisam o Brasil a partir da produção artística, da cultura (áudio)visual e produção musical, e que por conseguinte, abarcam questões como raça, colonialidade, gênero e política. Além de ampliar a o repertório dos discentes sobre as teorias e história da arte e cultura brasileira, a bibliografia da disciplina dialoga ainda com questões globais e internacionais.

Dinâmica do curso:

Aulas dialogadas e seminários em torno de leituras.

O programa detalhado e a bibliografia dos seminários serão divulgados no início do curso.

SÍNTESE BIBLIOGRÁFICA (elenco de possibilidades):

ANCHIETA, Isabelle. Imagens da mulher no Ocidente: Bruxas e Tupinambás Canibais. (Vol. 1). São Paulo: Edusp. 2020.

COSTA, Helouise e ESPADA, Heloísa (Orgs.) Fotografia moderna no Brasil 1900-1950. São Paulo: IMS, 2024.

CARDOSO, Modernidade em preto e branco: Arte e imagem, raça e identidade no Brasil, 1890-1945. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

LAUERHASS, Ludwig e NAVA, Carmen. O Brasil: Uma identidade em construção. São Paulo: Ática, 2007.

PEDROSA, Adriano e TOLEDO, Tomás. A mão do povo brasileiro, 1969-2016. São Paulo: MASP, 2016.

RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro: Artistas da Revolução, do CPC à Era da TV. São Paulo, Unesp, 2014 (2ª. edição).

ORTIZ, Renato. Influência. São Paulo: Alameda, 2025.

SCHWARCZ, Lilia. Imagens da branquitude: A presença da resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2024.

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens IV – O som no documentário

Ementa:  A disciplina irá abordar o som no documentário a partir de três eixos principais: voz, música e ruídos. Será objeto de interesse do curso

questões envolvendo o documentário musical, som direto e as situações de filmagem no documentário, além de aspectos relacionados

ao tratamento sonoro dos filmes em pós produção. Para tanto, o curso irá mobilizar referências dos campos de estudos de som e do cinema

documentário.

Bibliografia:

ALTMAN, Rick. Sound Theory/Sound Practice. New York: Routledge, 1992.

BEATTIE, Keith. D.A. Pennebaker. Chicago: University of Illinois Press, 2011.

BECK, Jay; GRAJEDA, Tony (org.). Lowering the boom, critical studies in film sound. Urbana, Chicago: University of Illinois Press, 2008.

BLESSER, Barry; SALTER, Linda-Ruth. Spaces speak, are you listening?. Cambridge: MIT Press, 2007.

BOUCHARD, Vincent. Pour un cinéma léger et synchrone!. Villeneuve- d’Ascq: Presses Universitaires du Septentrion, 2012.

CÂMARA, Márcio. Som direto no cinema brasileiro, fragmentos de uma história. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2016.

CAMERON, Ken. Sound and the documentary film. Londres: Pitman, 1947.

CARREIRO, Rodrigo (org.). O som do filme, uma introdução. Curitiba: Editora UFPR, 2018.

CHION, Michel. A audiovisão. Lisboa: Texto & Grafia, 2011.

COHEN, Thomas F.. Playing to the câmera, musicians and musical performance in documentary cinema. Londres, Nova Iorque: Wallflowers

Press, 2012.

COSTA, Fernando Morais da. Som no cinema brasileiro. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008.

FLÔRES, Virginia. O cinema, uma arte sonora. São Paulo: Annablume, 2013.

GAUTHIER, Guy (et al). Le documentaire passe au direct. Montreal: VLB Éditeur, 2003.

GRAFF, Séverine. Le cinéma-vérité, films et controverses. Renne: PUR, 2014.

GOLDMARK, Daniel; KRAMPER, Lawrence; LEPPERT, Richard (org.). Beyond soundtrack, representing music in cinema. Berkley, Los

Angeles, Londres: University of California Press, 2007.

HARBERT, Benjamin J.. American music documentary, five case studies of ciné-ethnomusicology. Middletown: Wesleyan University Press, 2018.

HARPER, Graeme (org.). Sound and music in film and visual media. Nova Iorque: Bloomsbury, 2009.

LABELLE, Brandon. Acustic territories, sound culture and the everyday life. London: Bloomsbury Academic, 2010.

LIMA, Cristiane da Silveira. Música em cena, à escuta do documentário brasileiro. Tese de doutorado. Faculdade de Filosofia e Ciências

Humanas, UFMG, 2015.

MAIA, Guilherme; SERAFIM, José Francisco (org.). Ouvir o documentário, vozes, música, ruídos. Salvador: EDUFBA, 2015.

MAMBER, Stephen. Cinema verite in America, studies in uncontrolled documentary. Cambridge, Massachusetts, London: The MIT Press,

1974.

MARSOLAIS, Gilles. L’aventure du cinema direct. Paris: Éditions Seghers, 1974.

NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus Editora, 2005.

PUCCINI, Sérgio. Roteiro de documentário, da pré-produção à pós- produção. Campinas: Papirus Editora, 2009.

RAMOS, Fernão. Mas afinal… o que é mesmo documentário?. São Paulo: Editora SENAC, 2008.

REYNOLDS, Simon. Retromania, pop culture’s addction to it’s own past. Nova Iorque: Faber and Faber, 2011.

ROGERS, Holly (org.). Music and sound in documentary film. London, New York: Routledge, 2015.

ROTHA, Paul. Documentary film. London: Farber and Farber, 1936. SÁ, Simone Pereira; COSTA, Fernando Morais da (org.). Som +

imagem. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2012.

SAUNDERS, Dave. Direct cinema. Observational documentary and the politics of the sixties. London: Wallflower, 2007.

STERNE, Jonathan (org.). The sound studies reader. London, New York: Routledge, 2012.

WEIS, Elisabeth; BELTON, John (org.). Film Sound: theory and practice. Nova Iorque: Columbia University, 1985.

 

 Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI

Ementa:  Desenvolvimento do repertório do violoncelo e da técnica do instrumento, com ênfase no repertório de música brasileira. Somente para alunos com nível de performance avançado em violoncelo. Não aceita alunos especiais (disciplina isolada).

Bibliografia:

Pleeth, William. Cello. Londres: Kahn & Averill, 1982.

Stowell, Robin. The Cambridge Companion to the Cello. UK: Cambridge Univesity Press, 1999.

Suethloz, Robert. Técnicas de Reeducação Corporal e a Prática do Violoncelo. São Paulo: Editora Prismas, 2015.

Thurmond, James M. Note Grouping: A Method for Achieving Expression and Style in Musical Performance. Maryland: Meredith Music Publications, 1982.

Walden, Valerie. One Hundred Years of Violoncello: A History of Technique and Performance Practice, 1740-1840. UK: Cambridge Univesity Press, 1998.

Wilson, Elizabeth. Rostropovich, The Musical Life of the Great Cellist, Teacher and Legend. Harnoncourt, Nikolaus. O Discurso dos Sons. (tradução paro português de Marcelo Fagerlande). Rio de Janeiro: Zahar, 1988

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VI – Instrumentos de Teclado Históricos (somente para alunos com fluência em instrumentos de teclado).

Ementa: Fundamentos teóricos e orientações práticas técnico-estilísticas para a interpretação da “música antiga” em um contexto de reflexão crítica e discussão. Visa possibilitar ao músico uma performance historicamente informada ao cravo e ao órgão de peças dos séculos XVI ao XVIII, da Europa e do Brasil, considerando questões gerais relacionadas a uma execução contemporânea da música do passado.

Conteúdo Programático:

Parte teórica:

– história e características dos instrumentos de teclado até o séc. XIX na Europa;

– história e características dos instrumentos de teclado até o séc. XIX no Brasil;

– organologia dos instrumentos de teclados históricos a saber: clavicórdio, cravo, espineta, virginal, pianoforte e órgão;

– técnicas de execução ao cravo e outros instrumentos de teclado históricos segundo tratadistas e compositores dos séculos XVI, XVII e XVIII;

– notação musical: partitura, manuscritos e edições;

Parte prática – elementos da performance ao cravo e ao órgão:

– articulação e fraseado;

– ornamentação;

– prática de leitura de fac-símiles de edições originais ou manuscritas;

– uso de dedilhados antigos;

– realização de baixo contínuo através de exercícios práticos e peças.

Bibliografia Básica:

BACH, Carl Philip Emanuel. Ensaio sobre a maneira correta de se tocar teclado. Trad. Fernando Cazarini. Campinas: Editora da Unicamp, 2009. ISBN: 978-8526808591

BOURMAYAN, Louise; FRISCH, Jacques. Método de Baixo Contínuo ao Cravo. (Trad. Fagerlande et all).

DANDRIEU, Jean-François. Principes de l’accompagnement du clavecin. Paris, 1718.

FAGERLANDE, Marcelo (org.). O baixo contínuo no Brasil 1751-1851: os tratados em português. Rio de Janeiro: Ed. 7Letras, 2011. ISBN: 978-85-7577-840-1

FAGERLANDE, Marcelo (org.). Tratados e Métodos de Teclado: Sancta Maria, Frescobaldi, Couperin e Rameau. Rio de Janeiro: Programa de Pós-graduação da Escola de Música da UFRJ, 2013.

PEREIRA, Mayra. Do cravo ao Pianoforte no Rio de Janeiro: panorama de suas histórias e características até 1830. Curitiba: Editora Prismas, 2015. ISBN: 978-8555071379

SAINT LAMBERT, Monsier. Novo tratado de acompanhamento para cravo, órgão e outros instrumentos. (Trad. Mendonça, A. D.). Curitiba: Editora UFPR, 2019. ISBN: 978-85-8480-167-1

Bibliografia Complementar:

HARNONCOURT, Nikolaus. O discurso dos sons. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 1987. ISBN: 85-7110-122-1

HAYNES, Bruce. The end of Early Music: a period performer’s history of music for the twenty-first century. New York: Oxford University Press, 2007. ISBN: 978-0195189872

BUTT, John. Bach interpretation: articulation marks in primary sources of J. S. Bach. Cambridge: Cambridge University Press, 2006. ASIN: B01FEMCTNO

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens VIII – “CINEMA DE HORROR: HISTÓRIA, VERTENTES E DIÁLOGOS”

Ementa: A disciplina se dedicará ao cinema de horror e às suas diversas manifestações em diferentes contextos e nacionalidades. Em se tratando de um gênero tributário da tradição oral e da literatura, e dos mais antigos do cinema, pretende-se observá-lo em sua historicidade, em diálogo

com a pintura e outras formas de expressão artística. Para tanto, o conteúdo programático propõe um percurso cronológico – do primeiro cinema e das vanguardas aos ciclos dos anos 1930, 1940 e 1950; do cinema moderno ao cinema de horror contemporâneo. Com aporte das teorias do cinema e da literatura especializada, dedicaremos atenção às principais vertentes ou subgêneros do cinema de horror, a saber o gótico, o sobrenatural, o folk e o cósmico – com destaque para o queer horror –, bem como os filmes de monstros (de vampiros, lobisomens, alienígenas e zumbis, por exemplo), o horror físico, o slasher e o found footage. Também serão contempladas as suas interseções com outros gêneros consagrados, tais como a ficção científica, a comédia e o musical.

Bibliografia:

CARROLL, Nöel. Uma breve visão geral do gênero do horror. In: A filosofia do horror ou paradoxos do coração. Campinas, SP: Papirus, 1999.

DOUGLAS, Mary. Pureza e Perigo: ensaio sobre as noções de Poluição e Tabu. Lisboa, Edições 70, 1991.

GRANT, Barry Keith (ed.). Robin Wood: On the Horror Film: collected essays and reviews. Detroit: Wayne State University Press, 2018.

HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

LOVECRAFT, H. P. O horror sobrenatural na literatura. Trad. João Guilherme Linke. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1987.

NAZÁRIO, Luiz. Da natureza dos monstros. São Paulo: Arte & Ciência, 1998.

TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. São Paulo, Perspectiva, 1992.

VALLESE, Joe (Ed.). It Came From the Closet: Queer Reflections on Horror. New York: The Feminist Press, 2022.

 

 Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens IX – Imagens do tempo: moda, arte e regimes de historicidade.

Ementa: A disciplina analisa a moda e a arte como campos privilegiados de experimentação do tempo, nos quais imagens, objetos, obras e práticas de vestir articulam diferentes ritmos históricos. A partir da noção de pluralidade das durações, investiga-se como a arte e a moda produzem permanências e rupturas, repetição e aceleração, no interior dos regimes modernos de historicidade. Examina-se a convivência entre modos narrativos, seriados e arquivísticos de relação com o tempo, recorrentes nas práticas artísticas e de moda. Por fim, a disciplina aborda a questão da escala e dos procedimentos de análise, investigando como diferentes níveis de observação, que vão das estruturas de longa duração aos objetos singulares,e dos usos cotidianos aos processos criativos, permitem tornar o tempo histórico legível na moda e na arte.

Bibliografia:

BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In. BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 2012. p. 179-212.

BRAUDEL, Fernand. O supérfluo e o costumeiro: o habitat, o vestuário e a moda. In: BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV–XVIII. Vol. 1. São Paulo: Martins Fontes, 1995. p. 237-301.

CERTEAU, Michel de. Fazer com: usos e táticas. In: CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis, RJ: Editoras Vozes, 1998. p. 91- 106.

CONRADO, Guido. A moda como linguagem. In: GUIDO, Conrado. Moda: uma trama filosófica. São Paulo: Estação das Letras e das Cores: Caleidoscópio, 2024. p. 25-73.

DEBOM, Paulo. A moda e o vestuário como objetos de estudo na História. Revista Ensinarmode, Florianópolis, vol. 3, n. 3, p.13-26, out. 2019 – jan. 2020.

DOSSE, François. História do Tempo Presente e Historiografia. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 4, n. 1, p. 5-22, jan./jun. 2012.

ECO, Umberto. A vertigem das listas. Rio de Janeiro: Record, 2010.

ELIAS, Norbert. O processo civilizador: uma história dos costumes: v. 1. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

ELSAESSER, Thomas. Cinema como arqueologia das mídias. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2018.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. O que significa elaborar o passado? In: GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2009. p. 97-105.

GEHLEN, Arnold. A felicidade evadida. Uma interpretação da nostalgia. História da Historiografia, Ouro Preto, n. 23, p. 142-152, abr. 2017.

GINZBURG, Carlo. De A. Warburg a E. H. Gombrich: notas sobre um problema de método. In: GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 41-93.

GINZBURG, Carlo. Sinais: raízes de um paradigma indiciário. In: GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 143-179.

GOMBRICH, E. H.. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2012.

GOMBRICH, E. H.. Arte e ilusão: um estudo da psicologia da representação pictórica. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

GUMBRECHT, Hans Ulrich. Modernização dos sentidos. São Paulo: Editora 34, 1998.

HARTOG, François. Regimes de historicidade: Presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

KOSELLECK, Reinhart. Estratos do tempo: estudos sobre história. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2014.

KOSELLECK, Reinhart. Ficção e realidade histórica. In: KOSELLECK, Reinhart. Uma latente filosofia do tempo: estudos sobre história. São Paulo: Editora Unesp, 2021. p. 109-129.

KOSELLECK, Reinhart. Sobre a relação entre passado e futuro na história moderna. In: KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006. p. 21-94.

LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. São Paulo: Editora 34, 2019.

LAZZARATO, Maurizio; NEGRI, Antonio. Trabalho imaterial: formas de vida e produção de subjetividade. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

LEHMANN, Ulrich. Fazer como saber: epistemologia e técnica na criação manual. Revista Nava, Juiz de Fora, MG, v. 10, n. 2, p. 36-56, jun. 2025.

LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

LOPES, Humberto Pinheiro. Censura das cópias na indústria da moda. Dobras, São Paulo, v. 11, n. 25, p. 11-128, abr. 2019.

PEREC, Georges. Espécies de espaços. São Paulo: Editora 34, 2025.

PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido: volume 1. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.

RAINHO, Maria do Carmo Teixeira. A cidade e a moda: novas pretensões, novas distinções – Rio de Janeiro – Século XIX. Brasília: UNB Editora, 2002.

REVEL, Jacques. Micro-história, macro-história: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v.15, n. 45, p. 434-590, 2010.

RICOEUR, Paul. Memória e imaginação. In: RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007. p. 25-70.

RICOEUR, Paul. A representação historiadora. In: RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007. p. 247-296.

ROCHE, Daniel. A cultura das aparências: uma história da indumentária (séculos XVII-XVIII). São Paulo: SENAC, 2007.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. A virada testemunhal e decolonial do saber histórico. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2023.

SENNETT, Richard. A cultura do novo capitalismo. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2012.

SOPER, Kate. Dress needs: reflections on the clothed body, selfhood and consumption. In: ENTWISTLE, Joanne; WILSON, Elizabeth (Orgs.). Body dressing: dress, body, culture. Oxford, Nova York: Berg, 2001. p. 13-32.

WILSON, Elizabeth. Adorned in dreams: fashion and modernity. Londres, Nova York: I. B. Tauris, 2003.

 

Tópicos em Artes, Cultura e Linguagens X – Representação e cinema: perspectivas éticas, estéticas e políticas

Ementa:

O curso se baseará em leituras e discussões de teorias exemplares sobre imagem e política com foco no cinema. A partir de três fios condutores – a saber, cultura, representação e estética – serão examinadas percepções que abordam imagem & política, imagem como política, políticas das imagens, imagens políticas, entre outras  combinações subdivididas em três partes. Com elas, buscaremos compreender,

sobretudo, motivos, estratégias e usos da representação de grupos sociais em filmes e outras mídias.

Bibliografia:

1) Poder e representação

Hall, S. Cultura e representação. Rio de Janeiro: PUC/Rio/Apicuri, 2016.

Said, E. Orientalismo – o Oriente como invenção do Ocidente. Companhia de Bolso, 2007.

Frantz, F. Pele negra, máscaras brancas. EDUFBA – Editora da UFBA, 2008.

Hall, S. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Sovik, L. (Org.) Belo  Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da Unesco no Brasil, 2003.

2) Cultura e capitalismo/ Estética e política

Arendt, H. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2007.

Benjamin, W. Obras escolhidas: Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1995.

Adorno, T. A teoria freudiana e o padrão da propaganda fascista [1951]. Revista Margem esquerda. Debord, G. A sociedade do espetáculo. Coletivo Periferia, 2003.

3) Imagens como política e novas políticas da imagem

Rancière, J. A Partilha do Sensível. São Paulo: Editora 34, 2000.

Rancière, J. O espectador emancipado. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

Beiguelman, G. Políticas da imagem: vigilância e resistência na dadosfera. São Paulo: Ubu, 2021.

OBS: A ementa poderá passar por alterações ao longo do semestre.