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Convite – Defesa de Tese – MARCELA DOS REIS VIEIRA – 30 de setembro de 2026, às 09 horas

 

Título da Tese “Quando vamos aprender espanhol de verdade?”: educação linguística e decolonialidade na sala de aula da Educação Básica
Resumo da Tese A tese tem como tema as narrativas das práticas (Cadilhe, 2020) mobilizadas com a Educação Linguística em Espanhol, tendo como objeto de reflexão cenas de sala de aula (Erickson, 2001) da Educação Básica e sua relação com as políticas e ideologias linguísticas em diálogo com a inserção de temáticas política, social e culturalmente relevantes para uma Educação Crítica, Transgressora e Decolonial (Freire, 2021; hooks, 2013; Cadilhe & Leroy, 2020; Matos, 2022; Mignolo, 2003; Walsh, 2013). Para isso, lanço mão da autoetnografia (Assis, 2018; Paiva, 2019; Kleiman & Bueno, 2024) como referencial teórico-metodológico, considerando que a narrativização de experiências constitui dispositivo de reflexão e produção de conhecimento (Cadilhe, 2020). Em tal panorama, é importante destacar no contexto brasileiro o papel que a Educação Linguística em língua espanhola assume na produção de um Letramento Crítico (Monte Mor, 2022), que considera o valor das narrativas como dispositivo para acessar e ampliar o capital e o repertório cultural dos estudantes. Sendo assim, tal pesquisa tem por objetivo analisar as narrativas da sala de aula, partindo de um recorte de cenas, momentos e situações que sugerem questões mobilizadoras sobre os efeitos da presença e relevância do espanhol na escola pública brasileira, produzindo inteligibilidade sobre a relevância de ditas narrativas para a observação dos efeitos afetivos/emocionais gerados no corpo docente e para a elaboração de possíveis práticas em perspectiva decolonial. Estas cenas de sala de aula são analisadas a partir do viés de uma Linguística Aplicada Indisciplinar (Moita Lopes, 2006) que articula Educação Linguística (Cavalcanti, 2013; Freitas, 2021; Mendes 2022), Letramentos (Street, 2014; Kleiman 2016; Cadilhe 2023) e os Estudos Decoloniais (Cadilhe & Leroy, 2020; Cadilhe, 2022; Matos, 2022; Quijano, 2000). Este trabalho contribui com as pesquisas que buscam construir uma Linguística Aplicada Crítica e Indisciplinar em território brasileiro, ressaltando a urgência de escolas que possibilitem aos estudantes desenvolverem uma práxis reflexiva, política e crítica, em que se repense método e episteme, em uma pedagogia linguística que os ouça, incluindo-os na construção de saberes.
Data da defesa 30/09/2026
Hora 9 horas
Formato da defesa Virtual

COMPOSIÇÃO DA BANCA

Titulação Nome Na qualidade de Vínculo
Doutor pela UFF Alexandre José Pinto Cadilhe de Assis Jácome Orientador Presidente da Banca Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Doutor pela UFBA Rafael Alberto González González Membro Titular Interno Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Doutora pela PUC-Rio Ana Paula Grillo El-Jaick Membro Titular Interno Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Doutora pela UFBA Doris Cristina Vicente da Silva Matos Membro Titular Externo Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Doutora pela USP Márcia Paraquett Fernandes Membro Titular Externo Universidade Federal da Bahia (UFBA)

As pessoas interessadas em assistirem à defesa devem enviar e-mail à Secretaria, solicitando o link de acesso à sala virtual.