| Título da Tese | “Quando vamos aprender espanhol de verdade?”: educação linguística e decolonialidade na sala de aula da Educação Básica |
| Resumo da Tese | A tese tem como tema as narrativas das práticas (Cadilhe, 2020) mobilizadas com a Educação Linguística em Espanhol, tendo como objeto de reflexão cenas de sala de aula (Erickson, 2001) da Educação Básica e sua relação com as políticas e ideologias linguísticas em diálogo com a inserção de temáticas política, social e culturalmente relevantes para uma Educação Crítica, Transgressora e Decolonial (Freire, 2021; hooks, 2013; Cadilhe & Leroy, 2020; Matos, 2022; Mignolo, 2003; Walsh, 2013). Para isso, lanço mão da autoetnografia (Assis, 2018; Paiva, 2019; Kleiman & Bueno, 2024) como referencial teórico-metodológico, considerando que a narrativização de experiências constitui dispositivo de reflexão e produção de conhecimento (Cadilhe, 2020). Em tal panorama, é importante destacar no contexto brasileiro o papel que a Educação Linguística em língua espanhola assume na produção de um Letramento Crítico (Monte Mor, 2022), que considera o valor das narrativas como dispositivo para acessar e ampliar o capital e o repertório cultural dos estudantes. Sendo assim, tal pesquisa tem por objetivo analisar as narrativas da sala de aula, partindo de um recorte de cenas, momentos e situações que sugerem questões mobilizadoras sobre os efeitos da presença e relevância do espanhol na escola pública brasileira, produzindo inteligibilidade sobre a relevância de ditas narrativas para a observação dos efeitos afetivos/emocionais gerados no corpo docente e para a elaboração de possíveis práticas em perspectiva decolonial. Estas cenas de sala de aula são analisadas a partir do viés de uma Linguística Aplicada Indisciplinar (Moita Lopes, 2006) que articula Educação Linguística (Cavalcanti, 2013; Freitas, 2021; Mendes 2022), Letramentos (Street, 2014; Kleiman 2016; Cadilhe 2023) e os Estudos Decoloniais (Cadilhe & Leroy, 2020; Cadilhe, 2022; Matos, 2022; Quijano, 2000). Este trabalho contribui com as pesquisas que buscam construir uma Linguística Aplicada Crítica e Indisciplinar em território brasileiro, ressaltando a urgência de escolas que possibilitem aos estudantes desenvolverem uma práxis reflexiva, política e crítica, em que se repense método e episteme, em uma pedagogia linguística que os ouça, incluindo-os na construção de saberes. |
| Data da defesa | 30/09/2026 |
| Hora | 9 horas |
| Formato da defesa | Virtual |
| Titulação | Nome | Na qualidade de | Vínculo |
|---|---|---|---|
| Doutor pela UFF | Alexandre José Pinto Cadilhe de Assis Jácome | Orientador Presidente da Banca | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutor pela UFBA | Rafael Alberto González González | Membro Titular Interno | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutora pela PUC-Rio | Ana Paula Grillo El-Jaick | Membro Titular Interno | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutora pela UFBA | Doris Cristina Vicente da Silva Matos | Membro Titular Externo | Universidade Federal de Sergipe (UFS) |
| Doutora pela USP | Márcia Paraquett Fernandes | Membro Titular Externo | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
As pessoas interessadas em assistirem à defesa devem enviar e-mail à Secretaria, solicitando o link de acesso à sala virtual.