| Título da Dissertação | Prática musical na aquisição fonético-fonológica de L2: o papel da escuta ativa e do canto | ||
| Resumo da Dissertação | O trabalho tem como objetivo investigar as contribuições de práticas musicais para o desenvolvimento e aprimoramento da competência fonético-fonológica do inglês como L2 de falantes nativos de português brasileiro. O inglês apresenta padrões fonotáticos e alguns fones e fonemas que não se observam no português brasileiro, o que pode configurar um desafio importante para a produção oral de brasileiros(as). A literatura aponta que a prática musical pode ser uma ferramenta facilitadora nesse processo (Toscano-Fuentes; Mora, 2012; Daquila, 2023; Zhang et al., 2023). Para testar essa hipótese de forma empírica, foi desenvolvido um experimento psicolinguístico envolvendo 12 participantes adultos(as) falantes de português brasileiro e aprendizes de inglês como segunda língua, com três etapas. As etapas 1 e 3 – pré-teste e pós-teste – foram igualmente apresentadas a todos(as) os(as) participantes. Na etapa 2, foi manipulado o tipo de intervenção musical, como fator intergrupal, em três níveis: (1) canto (práticas de discriminação fonético-fonológica mais canto); (2) escuta ativa (práticas de discriminação fonético-fonológica); e (3) escuta não-ativa, este último tomado como o grupo controle. As previsões foram as seguintes: os(as) participantes do grupo canto devem apresentar, no pós-teste, produções fonéticas com maior compatibilidade com os padrões fonético-fonológicos do inglês após a intervenção experimental, seguidos pelo grupo escuta ativa e, por fim, pelo grupo escuta não- ativa. A música selecionada para o estudo foi The One That Got Away, da artista Katy Perry. A escolha se justifica por seu potencial fonético: a canção apresenta ocorrências sistemáticas de praticamente todos os fones do inglês, o que a torna especialmente adequada para fins de exposição e prática fonético-fonológica. Os resultados foram parcialmente compatíveis com as previsões, e revelaram que os(as) participantes do grupo canto tiveram melhor desempenho no pós-teste, com produções que apontam para a formação de novas categorias fonéticas, assim como a redução de epêntese. No entanto, o grupo escuta não-ativa, grupo controle, apresentou melhor desempenho do que o grupo escuta ativa, cujo ganho foi nulo. Esses resultados são discutidos à luz do Modelo de Aprendizagem da Fala (Flege, 1995; Flege; Bohn, 2021) e do Modelo de Assimilação Perceptual (Best, 1995). Palavras-chave: aquisição fonético-fonológica; inglês como L2; prática musical; escuta ativa; canto. | ||
| Data da defesa | 23/02/2026 | ||
| Hora | 10 horas | ||
| Formato da defesa | Virtual | ||
| COMPOSIÇÃO DA BANCA | |||
| Titulação Prof(a) Dr(a) / Dr(a) | Nome | Na qualidade de: | Vínculo Institucional |
| Doutora. PUC-Rio. | Maria Cristina Lobo Name | Orientador(a) Presidente da Banca | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutor. University of Massachusetts Amherst. | Juan Manuel Sosa Hernández | Coorientador(a) | Simon Fraser University no Canadá |
| Doutora. Universidade Federal de Minas Gerais. | Aline Alves Fonseca | Membro Titular Interno | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Doutorado. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. | Sandra Madureira | Membro Titular Externo | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |