Título da dissertação: | A aprendizagem implícita de dependências não-adjacentes por crianças de 7 anos |
Resumo da dissertação: | O presente estudo investigou a aprendizagem implícita de dependências não adjacentes (DNAs) por crianças brasileiras de 7 anos de idade. As DNAs são caracterizadas por estabelecer uma relação de codependência entre dois elementos da estrutura linguística com um material linguístico interveniente variável (ex., minha caneta, essa mesa; ele está dormindo, ela está comendo). Assim, estabelecem-se diversas DNAs nas línguas naturais combinando diferentes classes ou categorias funcionais, que, por sua vez, possuem diferentes itens que estabelecem essa relação de codependência. Desse modo, o processamento e aprendizagem das DNAs são imprescindíveis no processo de aquisição de linguagem. Especificamente, focalizamos a faixa etária dos 7 anos de idade, que passa por transformações cognitivas e metacognitivas e por ainda levantar certas questões em relação à aprendizagem implícita de DNAs. São objetivos (i) observar, a partir de uma tarefa experimental, se crianças aos sete anos de idade são sensíveis às DNAs contidas em conjuntos de uma classe morfológica de uma língua pseudonatural, mesmo que por um tempo curto de exposição; (ii) investigar em que medida a atenção voluntária aos padrões linguísticos apresentados (DNAs) é requisito para sua aprendizagem implícita nessa faixa etária; (iii) e avaliar a Tarefa de Escolha Forçada como um método experimental na investigação de aprendizagem de DNAs por crianças de 7 anos de idade, analisando possíveis necessidades de modificações e adaptações. Trinta e duas crianças participaram do estudo. Desse total, 16 participaram do grupo experimental, onde foram expostas a estímulos linguísticos contendo DNAs probabilísticas durante a fase de familiarização, enquanto a outra metade formaram o grupo controle, o qual os participantes ouviram sons instrumentais durante a mesma fase. Os resultados não revelaram uma diferença estatisticamente significativa nas taxas de acertos entre os grupos experimental e controle, sugerindo que as crianças do grupo experimental não foram sensíveis aos padrões de DNAs apresentados. Quando comparados aos dados desta pesquisa com dados de bebês e adultos, essa falta de sensibilidade pode ser atribuída a mudanças nos processos e mecanismos de aprendizagem, combinadas com a necessidade de uma tarefa experimental comportamental adequada para essa faixa etária.
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Data e horário | Dia 10 de março de 2025, às 14:00 horas na Sala de Webconferência no Prédio da Pós Graduação da Faculdade de Letras – UFJF. |
COMPOSIÇÃO DA BANCA:
Nome do(a) Prof.(a) | Título e instituição | Vínculo institucional | Função na banca | |
01 | Maria Cristina Lobo Name | Doutora/ PUC-RJ | UFJF | Orientadora e Presidente |
02 | Mercedes Marcilese | Doutora/PUC-RJ | UFRJ | Membro Titular Interno |
03 | Cândido Samuel Fonseca de Oliveira | Doutor/ UFMG | CEFET – MG | Membro Titular Externo |
04 | Ana Paula Martins Alves Salgado | Doutora/ UFC | UFRA | Membro Titular Externo |