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Engenheiro da Proinfra cria software para automatizar o processamento de dados obtidos a partir de monitoramento de estruturas

por Jaime Ulisses

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Rharã Almeida Cardoso, engenheiro civil da Proinfra. (Foto: Jaime Ulisses)

O monitoramento da integridade estrutural tem grande importância prática para a engenharia civil. Grandes obras como a ponte Rio-Niterói, no Brasil, a ponte Z24, na Suíça e o viaduto de Millau, na França, são monitoradas há algum tempo. O monitoramento de algumas estruturas é realizado 24h por dia, sete dias por semana.

Com o objetivo de fornecer medidas dinâmicas que possam ser usadas para a identificação de problemas estruturais, como a presença de dano ou de vibração excessiva, essa análise deve passar pelo processo denominado identificação modal, quando se obtém os parâmetros usados para identificar as condições da estrutura.

O engenheiro civil da Proinfra Rharã de Almeida Cardoso desenvolveu um programa capaz de processar automaticamente os sinais gerados durante o monitoramento de estruturas. O software integra a dissertação que foi apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Ouro Preto como requisito parcial para a obtenção do título de mestre em estruturas, em 2015.

Diagrama de estabilização processado pela metodologia implementada.

Diagrama de estabilização gerado pelo software, com a eliminação de ruídos após o processamento automático.

Para coleta dos dados de monitoramento em uma ponte, por exemplo, geralmente são usados acelerômetros – sensores que medem a vibração. Os sinais obtidos são enviados para um equipamento capaz de receber esses dados e gravá-los em um arquivo de texto.

Esses arquivos que contém os dados de monitoramento são importados para o software desenvolvido, que fornece automaticamente informações referentes aos modos de vibração estruturais. Se antes um especialista experiente levava vários minutos para separar os dados que realmente traziam informações relevantes sobre a estrutura daqueles que eram apenas ruídos numéricos, com o novo programa isso é feito automaticamente em segundos.

 “A partir dos dados de saída do software e de algumas técnicas de identificação de danos, alterações que, muitas vezes, revelam algum comprometimento da estrutura podem ser identificadas precocemente por engenheiros – permitindo ações preventivas para evitar até mesmo desastres com vítimas fatais”, explica Rharã.

Atualmente, como doutorando na mesma instituição, o pesquisador busca desenvolver uma técnica mais eficiente para identificação de danos em tempo real.

Para ler a dissertação, clique aqui.