Fechar menu lateral

Centro de Conservação da Memória – CECOM

Fachada do prédio do CECOM atualmente.

Centro de Conservação da Memória.

 

Fundado em 2014 pelo Conselho Superior da UFJF, o Centro de Conservação da Memória (Cecom) tem como objetivo principal preservar a memória social local, regional e nacional a partir de políticas de custódia de acervos e ações no campo da pesquisa e extensão.

Atualmente, o Cecom abriga dois arquivos de grande relevância: o acervo do historiador Dormevilly Nóbrega, referência para os estudos sobre Juiz de Fora e região, e também o do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que depois deu origem ao Centro de Estudos e Memória do Movimento Estudantil (Cemove).

Além de seus acervos, o Centro propõe a realização de oficinas e cursos de extensão a fim de formar e capacitar mão de obra para atuar em Juiz de Fora, demais cidades do país e até mesmo no exterior. Também recebe alunos de cursos da UFJF, como História e Arquitetura, para atuar como bolsistas de Treinamento Profissional nas atividades do espaço.

Como uma importante contribuição do Cecom, destaca-se a definição e o desenvolvimento de uma política pública para a UFJF de recolhimento de acervos não universitários que são de interesse para a memória da sociedade – assim como os acervos referentes ao poeta Murilo Mendes abrigados no MAMM e do ex-presidente Itamar Franco instalado no Memorial da República, que também vêm sendo acolhidos pela Universidade.

 

História do prédio

 

Fachada do prédio do antigo DCE.

Antigo Diretório Central dos Estudantes.

A edificação histórica, com influência neoclássica, se destaca no centro de Juiz de Fora, em plena esquina da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Floriano Peixoto. O imóvel foi projetado pelo engenheiro sanitarista francês Gregório Howyan e inaugurado em 1894, com o intuito de acolher a Diretoria de Higiene – repartição municipal encarregada do controle e fiscalização da higiene pública.

Em 1908, o imóvel abrigou o Tiro de Guerra nº 17 e, a partir de 1931, oficinas da Escola de Engenharia de Juiz de Fora, que anos depois passou a produzir modelos de balanças de precisão no local. Em 1977, o prédio passou a sediar o DCE (até 2008), após a instalação da Faculdade de Engenharia no campus da UFJF.

Em 1996, a edificação foi tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal, graças ao seu simbolismo para a memória da medicina social em Juiz de Fora e sua representatividade como expressão arquitetônica. Em 2015, após ser restaurado pela UFJF, o prédio passou a abrigar o Centro de Conservação da Memória (Cecom), o Centro de Estudos e Memória do Movimento Estudantil (Cemove) e o Museu Dinâmico de Ciência e Tecnologia.