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Mapeamento Cultural

Pró-reitoria de Cultura — Apresentação

Ao ampliar o tripé clássico de Ensino, Pesquisa e Extensão, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) assume a Cultura, juntamente com a Inovação, como dimensão essencial da vida universitária e como direito de todo cidadão.

A importância desse aspecto ganhou estrutura e pioneirismo em 2006, com a criação da Pró-reitoria de Cultura (Procult) — resposta natural ao patrimônio artístico e cultural que a UFJF foi acumulando ao longo de sua história. Hoje, a Procult reúne equipamentos de peso que impactam a produção cultural, artística e científica local, estadual e nacional: o Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm), guardião do acervo de artes visuais e bibliográfico do poeta juizforano; o Cine-Theatro Central, patrimônio arquitetônico nacional; o Centro Cultural Pró-Música e a Escola de Artes Pró-Música; o Memorial da República Presidente Itamar Franco; o Museu de Arqueologia e Etnologia Americana (Maea); o Forum da Cultura; e o Coral da UFJF, com mais de 60 anos de história.

Dessa maneira, a UFJF se firmou como protagonista cultural em Juiz de Fora e região por meio de projetos próprios — como o Som Aberto e as exposições das galerias Espaço Reitoria e Helio Fádel, além de Tchóre, Mehtl’on e Tlegapé (Jardim Botânico) — e da atuação de seus órgãos executores. Projetou-se também no cenário nacional e internacional, sobretudo com o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que chega à sua 37ª edição em 2026.

O princípio que orienta tudo isso é claro: cultura é direito. Não entretenimento de minoria, não verniz acadêmico — direito. Isso exige universalizar o acesso à criação, à difusão e à fruição de bens culturais, e tratar cada pessoa como agente cultural ativo, um compromisso reforçado pelas metas descritas no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFJF.

Com esse norte, a Procult atua em quatro frentes:

  • Fomento à produção e às manifestações culturais, em parceria com outros setores criativos da sociedade;
  • Integração e intercâmbio de bens e atividades culturais que ampliem o mercado de trabalho na área;
  • Preservação da memória cultural regional como alicerce de identidade e cidadania;
  • Gestão da produção cultural no âmbito da universidade.

A fim de dar um passo além para a construção do futuro Plano de Cultura da UFJF, a Procult começou como deve começar qualquer política pública comprometida com a democracia e a pluralidade: ouvindo as pessoas. A Pró-reitoria mobilizou a comunidade acadêmica e diferentes segmentos da sociedade em torno do tema e realizou um mapeamento cultural aberto a agentes de todas as áreas, em 2025.

O resultado revela o que a UFJF já sabia — mas agora tem em dados tabulados: uma instituição culturalmente diversa, com múltiplas expressões artísticas, agentes individuais e coletivos, espaços vivos e pesquisadores que produzem e circulam dentro e fora de seus limites. É sobre essa base que será realizado um Ciclo de Fóruns, para que os próprios agentes culturais contribuam diretamente com a elaboração e o aperfeiçoamento da Política e do Plano de Cultura da UFJF.

Resultados 2025-2026

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No primeiro semestre de 2025, a Pró-reitoria de Cultura lançou o I Mapeamento Cultural da UFJF — iniciativa estruturante para o reconhecimento dos agentes culturais da instituição, suas ações e parcerias internas e externas, e passo inaugural na construção da Política e do Plano de Cultura da universidade.

A pesquisa chegou à comunidade universitária e sociedade por múltiplos canais: e-mail institucional com QR Code e link para formulário eletrônico, além de cartazes e flyers distribuídos pelos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares. Mais do que uma coleta de dados, o mapeamento constituiu um convite à participação. Seu objetivo não é recensear o campo cultural da UFJF, mas inventariar os agentes que desejam se reconhecer como parte desse mapa, descrevendo voluntariamente suas ações, parcerias e espaços de atuação.

A transversalidade da cultura orientou tanto a construção do instrumento de coleta quanto a análise quantiqualitativa dos dados. No contexto acadêmico, esse princípio implica compreender a cultura não como conjunto de eventos e atividades desvinculados das práticas universitárias, mas como espaço privilegiado de produção de conhecimento — articulada ao ensino, à pesquisa e à extensão, e entrelaçada com diferentes campos da vida cotidiana, das políticas públicas e da gestão institucional.

O mapa cultural resultante traduz essa concepção em infográficos, mapas interativos, textos descritivos e artigos acadêmicos em elaboração, compondo um retrato plural e participativo da vida cultural da UFJF. O cruzamento dessas informações oferece base sólida para o próximo passo: um Ciclo de Fóruns em que os próprios agentes culturais contribuirão diretamente para a elaboração e o aperfeiçoamento da Política e do Plano de Cultura da universidade.

Participaram do I Mapeamento Cultural da UFJF 339 respondentes. Entretanto, 2,1% declararam não possuir vínculo com a instituição e 7,4% não aceitaram o termo de consentimento livre e esclarecido. 42,5% não se identificaram com nenhum tipo de agente cultural constante nas opções de escolha. Participaram efetivamente da pesquisa 192 respondentes, dos quais 54,2% são estudantes; 22,9%, docentes; 15,1%, técnico-administrativos em educação; 6,8%, funcionários terceirizados e 1,0%, funcionários aposentados.

Agentes culturais

Individual

O agente cultural individual é todo aquele vinculado à UFJF — como estudante, servidor ou professor — que desenvolve atividade artístico-cultural, ainda que fora do ambiente universitário. Atores, músicos, performers, pesquisadores, produtores, pintores, divulgadores: o vínculo com a instituição é o critério de pertencimento ao mapa, não o local de atuação.

Coletivo

O agente cultural coletivo abrange grupos e coletivos com vínculo institucional formal com a UFJF e atuação no âmbito da universidade. Enquadram-se nessa categoria grupos de pesquisa em artes, culturas e economia da cultura, coletivos artísticos e demais formações que operem de forma organizada dentro da instituição.

Gestores de espaços culturais e parceiros

Os agentes culturais que atuam como gestores de espaços culturais são responsáveis pela administração, organização e coordenação de espaços culturais. Esses espaços podem incluir acervos, teatros, museus, galerias de arte, centros culturais, casas de espetáculos, bibliotecas, entre outros.

Agente cultural parceiro

O termo “agente cultural parceiro” refere-se a um indivíduo, grupo, organização ou instituição que colabora e estabelece parcerias com agentes culturais vinculados à UFJF para realizar projetos, iniciativas ou ações conjuntas no campo das artes e culturas, podendo ser membros da comunidade universitária ou não.