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Professora Margarida Salomão

Maria Margarida Martins Salomão é uma das mais importantes figuras da história da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Sua ligação com a instituição remonta a 1968, quando ingressou como aluna da primeira turma de Licenciatura em Letras da Faculdade de Letras. Desde então, construiu uma trajetória marcada por décadas de dedicação ao ensino, à pesquisa e à gestão universitária.

Professora Margarida a primeira mulher reitora da UFJF. Foto: Luiz Carlos Lima/UFJF

Graduada em Letras pela UFJF, Margarida obteve mestrados pela UFRJ e pela Universidade da Califórnia (Berkeley), onde também concluiu seu doutorado e pós-doutorado. Ao longo de mais de quatro décadas de atuação acadêmica, consolidou-se como referência internacional na área, sendo reconhecida como pioneira nos estudos de Linguística Cognitiva no Brasil e pela liderança do projeto FrameNet Brasil, uma rede lexical inovadora baseada na semântica de frames.

Além de sua excelência acadêmica, Margarida exerceu um papel fundamental na gestão da UFJF, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da instituição, entre 1998 e 2006. Durante seus dois mandatos, implementou políticas decisivas para a expansão da pós-graduação stricto sensu e criou mecanismos de financiamento próprios para garantir a manutenção e o crescimento da pesquisa na universidade. Mais recentemente, em 2025, sua contribuição para a educação nacional foi coroada com a admissão na Ordem Nacional do Mérito Educativo, no grau de Comendadora.

O título de Professora Emérita da UFJF é uma honraria conferida a docentes aposentados que alcançaram alto grau de projeção e se destacaram pela relevância de sua produção científica e acadêmica. Na Faculdade de Letras, essa distinção celebra exatamente a trajetória de Margarida Salomão. A concessão foi aprovada pelo Conselho Superior (Consu) em julho de 2016, por meio da Resolução nº 45/2016, em reconhecimento à sua trajetória de resistência e luta pelo ensino público de qualidade. A cerimônia de outorga ocorreu em 22 de dezembro de 2016, no Museu de Arte Murilo Mendes.

Para a Faculdade de Letras, Margarida Salomão representa a gratidão por um trabalho incansável dedicado ao conhecimento.