Orquidário Frederico Carlos Hoehne
O Orquidário Frederico Carlos Hoehne abriga atualmente cerca de 300 exemplares, reunidos desde 2019, com a inauguração do Jardim Botânico da UFJF. As plantas são provenientes de coleções particulares desativadas, de doações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e de pesquisas realizadas na Floresta Atlântica e no Cerrado.
Esses exemplares estão distribuídos em cerca de 120 espécies, além de 40 híbridos – resultado do cruzamento entre duas espécies diferentes. O foco da coleção são orquídeas nativas da Floresta Atlântica, como a Miltonia clowesii.
O espaço conta também com orquídeas exóticas, como a Dendrochilum glumaceum, originária do Sudeste Asiático, especificamente das Filipinas, com um perfume adocicado e suave. Há espécies raras, de distribuição restrita ou sob ameaça de extinção, como as orquídeas Cattleya harrisoniana, Hadrolaelia purpurata e Octomeria praestans.
Além dessas, outras espécies, como as do gênero Hoffmannseggella, provenientes de campos rupestres, também são abrigados no Jardim, muitas das quais em risco de extinção causado pela extração ilegal e, principalmente, pela mineração que devasta extensas áreas dessa fisionomia vegetacional.
O orquidário alia pesquisa de campo a estudos publicados sobre o cultivo de espécies raras e ameaçadas. Atua ainda na conservação ex situ (isto é, fora de seu local de origem), no intuito de ser uma fonte de material genético para eventual reintrodução dessas plantas na natureza.
Embora o acesso ao interior do Orquidário seja restrito, a observação pode ser feita externamente, com as espécies em período de floração posicionadas próximas ao gradil.
Homenagem
Nomeado Orquidário Frederico Carlos Hoehne (1882-1959), o espaço homenageia o juiz-forano que se tornou um dos maiores botânicos brasileiros, apesar de ser quase desconhecido em sua terra natal.
Filho de imigrantes alemães, Hoehne cresceu em meio ao encanto pelas orquídeas cultivadas por seu pai. Aos 25 anos, após estudos em botânica, especialmente da família Orchidaceae, passou a atuar como jardineiro Chefe do Museu Nacional do Rio de Janeiro, iniciando sua carreira como Botânico no Brasil.
Entre suas contribuições, estão a criação do Instituto de Botânica, o Jardim Botânico de São Paulo e o Orquidário do Estado, além de somar mais de 600 publicações e descrições de diferentes espécies.