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Casa sede – galerias de arte

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Antiga casa sede do sítio abriga três galerias de arte (Foto: Gabriela Maciel/UFJF)

Na antiga casa sede do Sítio Malícia, visitantes têm acesso a três galerias de arte, que congregam nove salas, sob a curadoria da Pró-Reitoria de Cultura da UFJF (Procult).

As três galerias são nomeadas com verbetes Puri, povo indígena que dominou a região no século XIX, também identificado como Coroado.

 

Foram pensadas palavras caras à cultura, à extensão e ao Jardim Botânico, daí a escolha de “Tchóre”, que significa mato; “Mehtl’on”, traduzida como força e “Tlegapé”, que representa luta.

 

Visitação

O funcionamento da Casa-Sede é no mesmo horário do Jardim, de terça a domingo, das 8h às 17h, com última entrada às 16h. Gratuita e sem agendamento.

Antes de sua visita, consulte na portaria do Jardim se há alguma modificação.

 

 

 

 

 

 

 

 

EXPOSIÇÕES EM CARTAZ
Desde outubro de 2025 a, pelo menos, agosto de 2026

Animinimalis

Exposição ‘Animinimalis’, de Victor Ribeiro Corrá

A exposição Animinimalis, de Victor Ribeiro Corrá, apresenta uma série de trabalhos centrados na representação de animais recorrentes no imaginário humano. As obras exploram a redução das formas a traços essenciais, articulando ângulos, retas, curvas e  alto contraste que preservam referências figurativas reconhecíveis.

Ao destacar características estruturais e simbólicas de cada animal, a mostra propõe um equilíbrio entre clareza visual e abertura interpretativa. Algumas peças revelam seus temas de forma imediata, enquanto outras estimulam leituras mais especulativas, convidando o público a participar ativamente do processo de significação. O conjunto evidencia uma investigação sobre abstração e figuração, orientada pela busca do “mínimo compreensível”.

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Azul Atlântico

‘Azul Atlântico’ exploralha com a técnica cianotipia, um modo histórico de impressão fotográfica

Azul Atlântico reúne trabalhos desenvolvidos por estudantes de graduação em Química no âmbito do projeto de extensão “Química, fotografia e arte” que articula arte, ciência e educação ambiental. As obras são produzidas por meio da cianotipia, técnica histórica de impressão fotográfica do século XIX, utilizando luz solar e folhas naturais da Mata Atlântica.

As imagens das folhas em escala real, combinadas ao registro digital de troncos, evidenciam processos de investigação científica aliados à experimentação estética. A seleção das espécies baseou-se em guias taxonômicos elaborados por docentes da própria universidade, reforçando o caráter pedagógico e interdisciplinar do projeto. Além da produção artística, a iniciativa se estende a ações educativas em escolas, promovendo a difusão do conhecimento científico e a sensibilização para a preservação ambiental.

Nós, os primeiros: memórias em cores

Ao todo, 20 telas compõem a exposição ‘Nós, os primeiros’ (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)

A mostra “Nós, os primeiros: memórias em cores” é resultado da atuação coletiva do Grupo Jeito Mineiro, reunindo obras de dez artistas em um conjunto de 20 telas. Predominantemente executadas em óleo sobre tela, as pinturas apresentam uma pesquisa visual voltada à valorização estética e cultural dos povos originários.

O processo curatorial foi desenvolvido ao longo de mais de um ano e envolveu pesquisa temática e seleção cuidadosa dos trabalhos. A exposição reafirma o compromisso do grupo com a formação artística e a inserção de novos criadores no circuito cultural de Juiz de Fora e região, ao mesmo tempo em que propõe uma reflexão sensível sobre memória, identidade e ancestralidade.


Xô Gamung: reencantamento Puri e o sonho da terra

‘Reencantamento Puri’ traz obras de artistas de 5 estados brasileiros (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)

Uma exposição coletiva que nasce de um processo de pesquisa de longo prazo, realizado durante quatro anos em diferentes territórios Puri. A mostra parte da compreensão do sonho, para os povos indígenas, como prática vital, política e coletiva, e não como abstração simbólica.

Reunindo artistas Puri contemporâneos de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, a exposição parte da ideia de que sonhar, para os povos indígenas, não é abstração, mas prática vital e política. Organizada como um grande “sonho coletivo”, a mostra propõe conexões entre narrativas, materiais orgânicos e tecnologias, criando um espaço de reencantamento e afirmação cultural. Entre seus objetivos está também a construção de Juiz de Fora como um polo de visibilidade da arte indígena, contribuindo para a revisão de narrativas históricas e territoriais.

 

 

MOSTRAS QUE JÁ FORAM EXIBIDAS:
Estiveram em cartaz até agosto de 2025

“Passaredo”

Exposição ‘Passaredo’ de Clédson Vidigal possui 37 obras (Foto: Alexandre Dornelas/UFJF)

Poética e ao mesmo tempo profética, a exposição “Passaredo”, de Clédson Eduardo Vidigal, alinha-se com o espetáculo das áreas verdes do Jardim Botânico, ao mesmo tempo em que faz oportuno apelo às causas ambientais do país. 

O artista reproduz, em tinta a óleo sobre linho, 37 aves inspiradas na antológica música de Chico Buarque e Francis Hime, dando asas ao talento, à técnica e à força criativa que vem acalentando há décadas e que agora chega a um ponto especial de evolução.

“Bico calado/ Toma cuidado / Muito cuidado/ Que o homem vem aí”, canta Chico Buarque na letra de “Passaredo”, gravada em 1975 – um apelo à liberdade, a voos maiores, ainda nos chamados “Anos de Chumbo”. Na letra metafórica, os autores incitam diversos pássaros à liberdade, como martim-pescador, saíra e tuim, todos possíveis de serem avistados no Jardim e nas telas do artista plástico.

 

“Hãmhitap hã’ ApnE’ – “Aldeia ancestral”

Cena de trabalho arqueológico na exposição ‘Hãmhitap hã’ ApnE – Aldeia Ancestral’ (Foto: Alexandre Dornelas/UFJF)

A mostra “Hãmhitap hã’ ApnE’ – “Aldeia ancestral” agrega cerca de 50 peças da coleção etnográfica Maxakali e de coleção arqueológica da Zona da Mata mineira, pertencentes ao Museu de Arqueologia e Etnologia Americana da UFJF. 

É possível conhecer e observar cerâmicas e tecelagem, produzidas pelas mulheres Maxakali, cerâmica arqueológica e peças líticas, como lâminas de machado, mão de pilão e raspador, distribuídas em três galerias na Casa.

Na primeira galeria, há o simulacro de um abrigo com pinturas rupestres com a intenção de gerar uma discussão sobre as formas de comunicação visual, da materialidade do registro das imagens da cultura humana.

Na segunda, são apresentados artefatos produzidos pelos Maxakali, como vasilhames cerâmicos e tecelagem com a finalidade de trazer ao debate as formas de uso e função dos objetos e os recursos extraídos da natureza para sua produção.

Na varanda da Casa, duas vitrines com painel ao fundo expressam como a pesquisa arqueológica e etnográfica podem trazer à luz informações sobre o modo de vida das populações no passado.

 

“Aventuras do Jardim”

Criados pela artista Izabela dos Reis, painéis retratam parte da flora e da fauna local (Foto: Alexandre Dornelas/UFJF)

A bióloga e artista Izabela Reis criou oito painéis que retratam parte da flora e da fauna local, formando a exposição “Aventuras do Jardim”. 

Nos murais, utilizando a técnica de óleo sobre madeira, a artista exibe seu olhar a respeito de exemplares da flora e da fauna, como a “íris-da-praia”, uma planta com flor branca e roxa em formato de leque; a “mariposa-espelho”, com suas asas simétricas e a ave “araçari-de-bico-branco”, integrante da mesma família dos tucanos e que gosta de se alimentar do fruto da palmeira-juçara, bastante presente no Jardim.

“É na sutileza, na quietude ou no caos da natureza que podemos observar e contemplar a vida desabrochar. Assim espero que apreciem a exposição. Em especial, fiz um painel sobre o bicho-preguiça, animal que pude ver  aqui, no Jardim, apenas uma vez. Acredito que, quanto mais raro seja o encontro com um animal, mais importante e emocionante o evento se torna. Além disso, a preguiça é exclusivamente sul-americana e brasileira”, destaca.

 

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“Transfusão Poética no Jardim Botânico”

Obra multimídia e com valorização da acessibilidade, o livropoema ‘Retalhos’ de Patrícia Almeida será exposto no Jardim Botânico

“Transfusão Poética no Jardim Botânico” é uma instalação multilinguagem criada pela audiodescritora e multiartista Patrícia Almeida que combina poesia e arte têxtil, dialogando acessivelmente.

Com a contribuição de inúmeros profissionais, Patrícia criou um livro feito de tecido, cuja estampagem é composta por diversos retalhos e fuxicos em formato de flor escaneados. Cada página do livro contém um verso do seu poema “Retalhos”, escrito em braile, português e kheol karipuna – língua dos povos originários Karipuna, do Amapá.

Um vídeo relativo à obra é então exibido em um monitor, formando uma videoinstalação. Estão ainda disponíveis links para acesso a versões do videopoema com libras e audiodescrição e ao audiolivro.

 

 

Mostras que estiveram em cartaz até 2024

“Aves da Mata do Krambeck no Jardim Botânico da UFJF”, de Raphael Dutra

Exposição possui 30 obras de Raphael Dutra (Foto: Raissa Segantini)

São 30 aquarelas e guaches sobre papel na Casa-Sede. O trabalho foi realizado in loco, a convite da Universidade, por meio da Pró-Reitoria de Cultura.

As pranchas de 50x70cm apresentam alguns dos pássaros e aves desse habitat, que constitui com a vizinha Mata do Krambeck (Área de Proteção Ambiental) um extenso remanescente florestal fundamental para a preservação de ecossistemas de Mata Atlântica.

A ilustração científica desempenha um extraordinário papel na divulgação da ciência – especialmente quando voltada para o público geral.

 

 

 

 

 

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“Maxakali – A Resistência de um Povo”

Conheça relevantes testemunhos materiais e simbólicos sobre a vida, a arte e os costumes nas aldeias indígenas do nordeste de Minas Gerais.

A mostra exibe um recorte da coleção etnográfica pertencente ao Museu de Arqueologia e Etnologia Americana da UFJF (Maea), entre fotos, objetos de cerâmica, lanças de caça, adornos de cabeça e artesanato de madeira.