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Jardim Botânico recebe oficina sobre jornalismo ambiental

Para além da atribuição a chuvas: Juiz de Fora vivenciou a maior tragédia climática de sua história em fevereiro de 2026 (Foto: Ricardo Stuckert/PR/Agência Brasil)

O Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) sedia, no dia 16 de maio, a oficina “Introdução ao Jornalismo Ambiental”, com a jornalista Valéria Costemalle. A atividade ocorre das 9h às 12h, no Centro de Educação Ambiental do local, e será aberta pelo professor Fabrício Alvim, doutor em Ecologia pela Universidade de Brasília e coordenador do Laboratório de Ecologia Vegetal do Instituto de Ciências Biológicas da UFJF. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site do Jardim: ufjf.br/jardimbotanico.

Faça aqui a sua inscrição. São disponibilizadas 30 vagas. Ao serem preenchidas, o formulário automaticamente é fechado a novos registros.

Contexto e questionamentos
Enchentes, deslizamentos, ilhas de calor — o jornalismo ainda chama tudo de chuvas intensas. Jornalistas são narradores excepcionais de realidades complexas — com precisão, urgência e compromisso público. Mas a cobertura de desastres urbanos ainda usa uma linguagem que separa o evento de suas causas, o fenômeno da decisão política que o agravou. Não é falta de talento. É falta de ferramentas.

Conforme Valéria Costemalle, este curso oferece o que a formação jornalística raramente entrega: base científica real sobre biomas, ecologia urbana e crise climática — e as ferramentas para transformar esse conhecimento em cobertura mais profunda, mais precisa e mais transformadora. O jornalismo que questiona, contextualiza, exige transparência — esse jornalismo salva vidas.

Em fevereiro de 2026, Juiz de Fora somou 65 mortes relacionadas à tragédia climática e 733 mm de chuva acumulados nesse mês — 331% acima da média histórica. “O desastre não começou com a tempestade. Começou anos antes, em verbas cortadas, obras não executadas e um Plano Diretor que ninguém leu no jornal”, ressalta.

O que você vai aprender:
– Ecologia, biomas e serviços ecossistêmicos para jornalistas;
– Mata Atlântica e Amazônia: dados que afetam toda cidade;
– Ilhas de calor, enchentes e deslizamentos: causas reais;
– Arborização urbana, poda adequada e espécies nativas;
– Plano Diretor participativo e legislação climática;
– Juiz de Fora: dados oficiais de 2026 e o que precisa mudar.

Valéria Costemalle é jornalista e doutoranda em Biodiversidade e Conservação da Natureza (UFJF). Une duas linguagens que raramente dialogam: o rigor da ciência e a clareza do jornalismo. Como pesquisadora de biodiversidade, lida com ecossistemas e impactos climáticos. Como jornalista, transforma ciência em narrativa que o público entende — e que move.

Outras informações:
jardimbotanico@ufjf.br

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