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Comissão de Saúde e Segurança reúne gestores para apresentar ações da Política

Encontro abordou ações e desafios para implementação na Universidade

 

A Comissão Permanente de Saúde e Segurança realizou, no dia 23 de fevereiro, no Anfiteatro das Pró-Reitorias, uma reunião com pró-reitores e diretores de unidades acadêmicas para apresentar atualizações sobre a Política de Saúde e Segurança do Trabalho e de Riscos Ocupacionais da UFJF, bem como os próximos passos para sua implementação. O objetivo é reforçar o papel estratégico dos gestores na consolidação de uma cultura institucional voltada à promoção da saúde e à prevenção em toda a Universidade.

Também houve participação de representantes do campus de Governador Valadares por meio de transmissão online (Foto: Comunicação da PROGEPE)

A pró-reitora de Gestão de Pessoas, Isabela Veiga, abriu o encontro com um breve histórico da política, implementada em setembro de 2024. Desde então, segundo ela, vêm sendo desenvolvidas diversas ações estruturantes. Foram constituídas duas comissões: uma responsável por elaborar o planejamento de implementação da política e outra, de caráter mais executivo, voltada à sua efetiva execução.

A coordenadora de Saúde, Segurança e Bem-Estar da COSSBE, Leandra Duarte, destacou que a política representa “um grande avanço para a Universidade” e lembrou que sua construção ocorreu de forma coletiva, com boa receptividade institucional. Para ela, o momento atual exige o mesmo compromisso. “A implementação também precisa ser coletiva”, afirmou.

Leandra ressaltou ainda que a normativa não se restringe à saúde dos servidores, abrangendo também discentes e trabalhadores terceirizados. Diante da dimensão da Universidade, ela reconhece que a consolidação da política demanda o engajamento de todos, especialmente dos gestores. “Um dos grandes desafios é tornar esta política conhecida”, pontuou.

Ela apresentou as 12 ações estratégicas definidas pela comissão de implementação:

  1. Criação da Comissão Permanente de saúde e Segurança
  2. Criação ou aquisição de Sistema de Gestão Integrado
  3. Elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
  4. Elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)
  5. Realização de treinamentos diversos (princípios de combate a incêndio, primeiros socorros, vazamento de produtos químicos etc.)
  6. Divulgação da Política
  7. Capacitação dos gestores quanto a sua importância na implementação da Política e suas responsabilidade
  8. Realização do Diagnóstico dos laboratórios pela visão de seus responsáveis
  9. Elaboração de minuta com regimento da Comissão Interna de Saúde do Servidor Público (CISSP)
  10. Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS)
  11. Realização de Exames Médicos Periódicos (EMP)
  12. Fortalecimento da divulgação dos fluxos de processos relacionados à saúde e segurança do servidor

    Rodrigo Nunes reforçou a importância dos responsáveis responderem os formulários para levantamento das informações nas unidades (Foto: Comunicação da PROGEPE)

O gerente de Segurança do Trabalho da COSSBE e presidente da Comissão Permanente de Saúde e Segurança, Rodrigo Nunes, destacou que o encontro representa “o primeiro passo na capacitação dos gestores”, com a perspectiva de realização de novos momentos formativos e oportunidades de aprofundamento sobre as ações e procedimentos previstos na política.

O engenheiro de segurança do Trabalho apresentou as principais ações da Comissão, destacando entre elas: a elaboração da cartilha da Política de Saúde e de Segurança do Trabalho e de Riscos Ocupacionais em parceria com a Diretoria de Imagem; e de formulários de levantamento de necessidades de treinamentos e do diagnóstico das condições dos laboratórios.  

Para a diretora da Faculdade de Enfermagem, Angélica Coelho, a reunião foi fundamental para aproximar das ações já em curso. “Embora a política tenha sido aprovada há mais de um ano e esteja em implementação desde setembro passado, muitos gestores ainda encontram dificuldades na operacionalização das diretrizes em suas unidades.”

Angélica também destacou a expectativa em torno da aprovação da minuta da CISSP. “É o elo mais forte que vai ter dessa política dentro de cada unidade”, avaliou. Entre os principais desafios, ela apontou questões orçamentárias relacionadas à aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além da necessidade de ampliar ações de treinamento, orientação e acompanhamento quanto ao uso adequado desses equipamentos.

 

Relembre:

UFJF instala Comissão de Saúde e Segurança do Trabalho