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Informática auxilia trabalho de alfabetização

 

 

Trabalho realizado em conjunto pelas professoras de Artes e Informática

O que a informática pode oferecer de diferente para auxiliar o ensino de escrita e leitura para crianças? Esse foi o desafio da professora Emília Márcia Alves Demian, que está há seis anos na Escola Santa Cecília, e trabalha desde 2008 no laboratório de informática, dando aulas para crianças do 1º ao 5º ano. Ela atua em projetos como o “Quebrando a cabeça”, voltado para a alfabetização, com as turmas do 1º e do 2º ano. A professora pesquisou e encontrou alternativas de uso das tecnologias digitais em apoio a sua atividade.

 

 

O trabalho usa quebra-cabeças, partindo do Tangram e a intenção é trabalhar a área cognitiva. “Dentro da alfabetização a criança aprende brincando e dentro da matemática ela passa a reconhecer as figuras, ter organização de espaço, percepção de posição e distância”, diz a professora. Ela utiliza um site de quebra-cabeças que traz figuras próximas do universo infantil. “Quando eles chegam, geralmente no servidor já tem um desenho montado, então é contada uma história para as crianças a respeito da figura”. Assim, ela trabalha em conjunto com as professoras das várias turmas, que aproveitam, por exemplo, para adicionar palavras ou textos às imagens utilizadas no computador.

 

A dificuldade do primeiro contato

 

Apesar de o trabalho mostrar muitos resultados, algumas crianças inicialmente enfrentaram dificuldades para realizá-lo, pois não tinham nenhum contato com o computador, então foi preciso que a professora começasse ensinando sobre os componentes principais da máquina. “Muitas crianças ainda são muito novas, até as mãos são pequenas para o mouse, então é preciso trabalhar em pequenos grupos para dar o auxilio necessário a elas”, afirma a professora.

 

“É um trabalho que é gratificante, porque, por exemplo, alguns alunos que têm mais facilidade, quando acabam de montar as peças do quebra-cabeça vão ajudar os outros que têm mais dificuldade”, diz. Emília também destaca a influência da família como fundamental para incentivar o desenvolvimento das crianças.

 

Ela também auxilia os alunos que estão nos anos mais avançados, quando precisam fazer alguma pesquisa na internet, por exemplo. Mas afirma que é preciso estar atenta, pois, senão, muitos acabam aproveitando do laboratório para ficarem somente em páginas sociais e ouvirem música. Nas últimas semanas, também trabalhou em conjunto com a professora de Artes, que fez a leitura de imagens e paisagens clássicas, usando os computadores para que os alunos tivessem acesso a elas. Emília afirma que ficou surpresa com o nível e intensidade do envolvimento e participação da turma.

Aproveitar bem o computador para aperfeiçoar as aulas depende da cooperação não só dos alunos, mas também do professor, argumenta Emília: “Quando o professor tem consciência, há um resultado positivo entre a interação da informática com os conteúdos da sala de aula”.

 

Planos para o ano que vem

 

Para o ano de 2011, ela planeja ampliar essa interação através das aulas de Português, fazendo um projeto sobre os gêneros literários. Enquanto a professora Soraia irá trabalhar com a parte do conteúdo dentro da língua portuguesa, Emília irá preparar os alunos para utilizarem o BrOffice, programa de edição de textos. Ela também pretende, inicialmente, apresentar aos alunos as peças do computador, para que eles tomem conhecimento da máquina e de seu funcionamento.

 

Como dificuldades na aula da informática, ela aponta inicialmente a mudança do Sistema Operacional Windows, já que muitos programas não funcionam no sistema que é atualmente usado, o Linux. Os computadores não estão em rede com o servidor, o que também dificulta um pouco as aulas. Apesar disso, as 16 máquinas da sala de informática estão em ótimo estado, pois são novas, e todas têm leitor/gravador de CD/DVD e porta USB.

 

Trabalho realizado pelos alunos