A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi avaliada, em junho, com a nota máxima durante o processo de Recredenciamento Institucional, realizado pelo Ministério da Educação (MEC). Além disso, tem alcançado posições de destaque em rankings nacionais e internacionais, por exemplo, a segunda colocação entre as instituições de Ensino Superior (IES) de Minas Gerais, a 18ª posição entre as brasileiras e a 63ª entre as da América-latina e Caribe. Por trás deste reconhecimento, há o trabalho ativo da Diretoria de Avaliação Institucional (Diavi) da UFJF.

Setor estratégico da UFJF, Diavi colabora para aperfeiçoar processos de ensino e resultados da Instituição em rankings nacionais e internacionais (Foto: Carolina de Paula/UFJF)

A principal finalidade da Diavi é colaborar com o desenvolvimento institucional, por meio da coordenação e organização de processos de avaliação institucionais e de cursos, buscando atender à Lei 10.861/2004, conhecida como Lei Sinaes, que estabelece o Sistema de Avaliação da Educação Superior no país. 

Ainda compete à diretoria atuar com a Comissão Própria de Avaliação (CPA), momento em que são pensadas ações e políticas para implementar e aplicar as avaliações periódicas de disciplinas e cursos. Nesse espaço, a Diavi é o órgão ativo que representa a administração superior na CPA, a fim de atuar na elaboração do Relatório de Autoavaliação Institucional, que é realizado anualmente.

Como pontua o reitor Marcus David, a Diavi é um setor estratégico para que a UFJF esteja em destaque em rankings avaliativos, mas, também, para aperfeiçoar os mais diversos processos de ensino que são realizados pela Instituição.

Nota 5
O processo de Recadastramento Institucional é uma pesquisa promovida pelo MEC, em parceria com a comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para compreender e ajudar o funcionamento regular de uma IES. São analisadas cinco competências: Planejamento e Avaliação Institucional; Políticas Acadêmicas; Desenvolvimento Institucional; Políticas de Gestão; e Infraestrutura. 

Para alcançar a nota máxima, o conceito 5, há um grande trabalho em equipe. A diretora de Avaliação Institucional, Michèle Farage, enfatiza que, apesar das dificuldades enfrentadas pela Universidade; por exemplo, a pandemia de Covid-19, o Ensino Remoto Emergencial (ERE) e os cortes e bloqueios orçamentários dos últimos anos, os resultados da UFJF são significativos e demonstram o papel social, educativo e transformador da Universidade.

“O conceito máximo do Recredenciamento Institucional reflete a qualidade de tudo que a UFJF faz em todos os setores e em todos os campi. Desde os departamentos, até os setores da administração, o que envolve a participação de todos os agentes da Universidade: docentes, técnico-administrativos em Educação (TAEs), terceirizados e nossos estudantes”, salienta Michèle. 

A diretora ainda enfatiza que, nos últimos oito anos, a conquista do conceito máximo pelo MEC representa o que há de mais importante nas atividades desenvolvidas pela Diavi.  “Tínhamos a nota 4, que era um conceito bom, e agora evoluímos para a nota 5, que é o melhor que pode ocorrer. Ainda que tenha havido muitas dificuldades, acho que podemos dizer que é muito recompensador ver que, de um modo geral, nossas avaliações são sempre positivas. Todos os nossos cursos têm bons conceitos e temos conseguido melhorar também os resultados nas avaliações independentes.”

Além dos muros
Os rankings são análises para poder qualificar o ensino de universidades. Além disso, como são feitos de forma periódica, demonstram os avanços das IES ao longo dos anos. Em 2023, a UFJF apresentou sua relevância dentro dos cenários nacional e internacional. Alcançou o  segundo lugar entre as universidades mineiras e foi eleita a 18ª melhor universidade do país, segundo o QS World University Ranking.

Diretora da Diavi, Michèle Farage, enfatiza papel social, educativo e transformador da Universidade (Foto: Carolina de Paula/UFJF)

Em nível internacional, de acordo com Times Higher Education Latin America University Rankings 2023, a Universidade mostra uma melhora de 11 posições em relação à avaliação de 2022, e é a 63ª melhor da América Latina e do Caribe. Ainda, figura entre as melhores instituições de ensino do mundo, como aponta o Center for World University Rankings (CWUR).

“Trata-se de uma nova evidência da educação de qualidade promovida pela UFJF, que, além de ter obtido conceito máximo na principal avaliação oficial a que se submeteu – de recredenciamento institucional promovida pelo MEC/Inep -, tem logrado melhorias sucessivas em nível internacional”, afirma Michèle.

De acordo com a secretária executiva da Diavi, Gisela Meneguelli, a Diretoria ampara a Universidade em rankings nacionais e internacionais, organiza protocolos para as verificações, efetua toda a coleta de dados e o envio da documentação para a banca examinadora desses estudos.  

“Funcionamos como uma espécie de tradutores e intérpretes da legislação relacionada à avaliação do ensino superior. Oferecemos todo o suporte às coordenações de curso, e para a Universidade, em relação aos requisitos legais que devem ser atendidos nas avaliações e também no subsídio do envio da documentação institucional, que deve ser apresentada às comissões avaliadoras.” 

Secretária executiva da Diavi, Gisela Meneguelli, destaca que  os resultados são reflexos de um trabalho coletivo (Foto: Carolina de Paula/UFJF)

Resultados
Nos últimos anos, a Universidade apresentou uma melhora expressiva. Como observa Michèle, os resultados foram significativos nos últimos oito anos. “Todos os nossos cursos têm bons conceitos e temos conseguido melhorar também nas avaliações independentes. Dos rankings, ingressamos em um que consideramos bem importante, o da Times Higher. Essas avaliações permitem confrontar os nossos resultados com os de universidades no mundo inteiro. No Impact Ranking,  a cada ano observamos avanços em ações relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).”

Já Gisela acrescenta que esses resultados são reflexos de um trabalho coletivo. “Só conseguimos alcançar a excelência no resultado de avaliação de curso ou de avaliação institucional quando todo o corpo da Universidade é representado pelos seus três segmentos, os quais abraçam a importância de participar de um processo deste tipo. A avaliação tem esse esse aspecto: de fazer uma autocrítica dos processos internos, como podemos aperfeiçoá-los, quais são as estratégias que podemos utilizar para mostrar também aquilo que fazemos de bom.”

Censo da Educação Superior
Além do Recredenciamento Institucional e das avaliações de curso e de rankings, a Diavi atua no preenchimento do Censo da Educação Superior. Elaborado anualmente pelo Inep, o Censo é um instrumento de pesquisa nacional sobre a educação superior no Brasil e tem caráter obrigatório.

 “Os dados contribuem para a criação, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas, além de ser um elemento importante para a preparação de estudos e pesquisas sobre o setor”, explica a administradora da Diavi, Ana Paula Delgado da Costa. Segundo ela, o Censo se estabelece como uma importante ferramenta de alcance de dados para a geração de informações, provendo insumos para a Matriz de Orçamento de Outros Custeios e Capital (Matriz OCC) – um instrumento de distribuição anual dos recursos orçamentários atribuídos às universidades federais. “O censo também abrange o cálculo do Conceito Preliminar de Curso (CPC), sendo o principal indicador de qualidade da educação superior no país.”

TCU
A fim de acompanhar a evolução de aspectos relevantes do desempenho de todas as instituições federais de Ensino Superior (Ifes), a Diretoria também faz os cálculos dos indicadores que compõem os relatórios de Gestão do Tribunal de Contas da União (TCU). Nesse diagnóstico, são designadas áreas a serem observadas com maior profundidade pelos controles interno e externo, conduzir a análise das contas do Governo e as auditorias de natureza operacional, de modo que são direcionadas à identificação de boas práticas e de oportunidades de aperfeiçoamento na gestão. Essas informações ainda podem ser aplicadas pelo MEC para monitoramento dos resultados das ifes e como artifício de apoio à necessária auto-avaliação institucional.

Outras informações
Diretoria de Avaliação Institucional