
Roda de conversa contará com a participação de Giovana de Carvalho Castro, historiadora e pesquisadora especialista em História Africana e Afro-Brasileira (Imagem: Diaff/UFJF)
A Diretoria de Ações Afirmativas (Diaaf) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) promove no dia 21 de julho, às 16h na Ágora no campus da UFJF, uma roda de conversa “Julho das Pretas: trajetórias, diálogo e fortalecimento coletivo na UFJF”. A ação integra o Julho das Pretas, mês que marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. O evento é gratuito e aberto à comunidade acadêmica.
O encontro será um espaço de escuta, diálogo e valorização da trajetória de mulheres negras que constroem diariamente o serviço público e a Universidade. A proposta é promover conversas sobre pertencimento, representatividade, desafios e estratégias de fortalecimento coletivo, reafirmando o compromisso institucional da UFJF com a promoção da igualdade racial, da equidade e da inclusão.
A roda de conversa contará ainda com a participação de Giovana de Carvalho Castro, historiadora e pesquisadora especialista em História Africana e Afro-Brasileira. A convidada compartilhará sua trajetória e estratégias adotadas enquanto mulher negra à anos no serviço público.
De acordo com Danielle Teles, diretora de ações afirmativas, a presença da convidada amplia as possibilidades de pertencimento, produção de conhecimento e construção de projeto de vida para outras mulheres negras. “Sua experiência revela que a ocupação desses espaços não ocorre de forma espontânea, mas é resultado de trajetórias construídas com estratégias de inserção”, pontua.

Danielle Teles, diretora de ações afirmativas da UFJF, diz que a presença da convidada amplia as possibilidades de pertencimento, produção de conhecimento e construção de projeto de vida para outras mulheres negras (Imagem: Diaff/UFJF)
A diretora destaca ainda que o protagonismo das mulheres negras neste encontro decorre do reconhecimento de suas experiências. “Embora suas trajetórias e conhecimentos ocupem o centro do debate, isso não significa que a discussão interesse apenas a essas mulheres. A participação de pessoas brancas e de outros grupos da comunidade acadêmica cria oportunidades de diálogo e reflexão sobre como as desigualdades sociais são produzidas e reproduzidas, inclusive no ambiente universitário”, afirma.
Danielle diz ainda que o racismo é um “fenômeno estrutural que atravessa toda a sociedade e, por isso, seu enfrentamento exige o compromisso coletivo de toda a comunidade”.
Após a roda de conversa acontece também um café solidário, momento de descontração e acolhimento entre os participantes.
Outras informações: @diaafufjf (instagram)
