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Projeto Semente: Acolhendo e Ressignificando o Atendimento à Saúde das Mulheres (heterossexuais, bissexuais, e lésbicas) com HIV

Extensão em Interface com Pesquisa

PROFESSORA RESPONSÁVELZuleyce Maria Lessa Pacheco
CONTATOzuleyce.lessa@ufjf.edu.br
DEPARTAMENTO DE ORIGEMDepartamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública (EMP)
COLABORADORAS INTERNASAlanna Fernandes Paraíso/Nayara Gonçalves Barbosa
COLABORADORAS E COLABORADORES EXTERNOSJeferson C. Nascimento Silva/Valéria de Araújo Rodrigues
INSTITUIÇÃO DOS(AS) COLABORADORES(AS) EXTERNOS(AS)Serviço de Assistência Especializada (SAE)
CENÁRIO DE DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADESServiço de Assistência Especializada (SAE)
NÚMERO DE BOLSISTAS01
NÚMERO DE VOLUNTÁRIOS01
AGÊNCIA DE FOMENTOUFJF
SÍNTESE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDASOs cânceres mais incidentes na população feminina são os cânceres de Colo de Útero e de Mama. Mulheres que convivem com o HIV/Aids buscam menos os serviços de atenção primária à saúde para realizarem o exame para rastreamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama, tal desigualdade de acesso também se faz presente entre as lésbicas e as bissexuais, os principais motivos apontados na literatura são o medo de terem expostas o segredo de serem portadoras do HIV e a forma como estas mulheres são atendidas incluindo o desrespeito a sua identidade de gênero. Os objetivos deste projeto são: desenvolver um projeto de extensão com interface na pesquisa que promova a interlocução do saber científico com o saber popular, por meio de um diálogo responsivo, ético e humanista com as mulheres (heterossexual, bissexual e lésbica) portadoras do HIV, assistidas por serviço especializado de atenção secundária de Juiz de Fora e unir a pesquisa e extensão na prática profissional da equipe extensionista a partir das demandas identificadas no projeto e serviço; investigar os resultados obtidos a partir do desenvolvimento da consulta de enfermagem à mulher com HIV em um Serviço de Assistência Especializada do município de Juiz de Fora; implementar e descrever os resultados obtidos nos grupos de práticas educativas. As participantes serão mulheres com HIV (heterossexuais, bissexuais e lésbicas), usuárias do Serviço de Assistência Especializada, que já iniciaram a vida sexual, ou que realizaram ao menos uma consulta de enfermagem à mulher para rastreamento do câncer de colo de útero e de mama, independente da idade e que desejarem participar do projeto e da pesquisa. Ele será desenvolvido em várias etapas que iniciarão a partir de setembro de 2021 e terão o prazo de 12 meses para transcorrer, são elas: salas de espera; consulta de enfermagem ginecólogica; práticas educativas de Direitos Sexuais e Reprodutivos e grupo de gestante ou casal grávido, tais práticas serão realizadas individualmente ou online seguindo os Protocolos da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora para a prevenção da Covid-19, estando aberto a outras ações que poderão surgir a partir das demandas das participantes. A obtenção dos discursos ocorrerá durante as ações, por meio de entrevista abertas e na sequência será realizado um estudo descritivo e retrospectivo com base nos atendimentos registrados na ficha clínica da mulher existente em seu prontuário. A análise qualitativa será fundamentada nos momentos de análise fenomenológica e os dados quantitativos serão organizados em um banco de dados, utilizando o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 24.0, para Windows. Desta forma espera-se proporcionar aos acadêmicos envolvidos conhecer a realidade destas mulheres, valorizar o saber popular, exercitar o diálogo e a escuta sensível em pró de uma assistência mais humanizada em que prevaleça o respeito mútuo. Além de integrar docentes, discentes e profissionais de saúde com a população atendida e contribuir para formação de profissionais de saúde capazes de atender as necessidades de saúde das mulheres com HIV. Acreditamos que a implementação deste Projeto de Extensão com interface na pesquisa resulte em pesquisas científicas como também em benefícios para o serviço, para as mulheres e também para a formação de futuros profissionais que neguem o modelo biologicista, restritivo, e passem a valorizar um modelo onde o saber popular de cada mulher seja valorizado.