Fechar menu lateral

Plano de Ensino

Disciplina: HIS061 - HISTORIA DE MINAS GERAIS

Carga horária: 60

Departamento: DEPTO DE HISTORIA /ICH

Ementa
keyboard_arrow_down keyboard_arrow_up
Ementa:
O curso visa dar aos alunos e graduandos do curso de História os fundamentos do processo de formação e consolidação históricas da região da Zona da Mata de Minas Gerais, bastante diferenciadas daquelas que marcam outras regiões de Minas. O curso enfoca os principais componentes econômicos e sociais do processo, estreitamente associado com a expansão cafeeira de exportação que caracterizou o centro-sul brasileiro entre o início do século XIX e as primeiras décadas do século XX. São utilizados instrumentos teóricos e conceituais identificados com a Global Commodities Chains, abordagem que enfatiza a constituição do mercado mundial-capitalista a partir do século XVI, formas de organização e divisão internacional do trabalho, além e principalmente da percepção que articula diretamente as esferas de produção (disponibilidade de recursos e formas de organização do trabalho), associados à dimensão local / regional, e os países consumidores, por sua vez, associados à dimensão global e estruturas mundiais da economia capitalista. É desta articulação entre o local/global que tiramos os principais vetores que podem explicar a formação histórica da região.
O curso será realizado a partir de leituras individuais da apostila de conteúdo e de textos complementares, permeadas de discussão e solução de dúvidas por parte dos alunos,
As avaliações serão realizadas em duas etapas implicando a entrega de três resenhas sobre os textos fornecidos, com no máximo duas páginas cada, cabendo ao aluno a escolha dos textos a serem resenhados.

Conteúdo Programático:

I – Introdução: a formação do mercado mundial capitalista e a inserção do Brasil na economia mundial

II – Economia Regional e Expansão Cafeeira no Brasil 1830 / 1930
1. A noção de Região e sua Aplicação na Análise Histórica
2. Sistema de Uso do Solo e a Economia Cafeeira
3. Padrões Diferenciados das Principais Regiões Cafeeiras
4. Efeitos de Encadeamento, Complexo Agroexportador e o Processo de Industrialização

III – A Economia Cafeeira em Minas Gerais
1. Zona da Mata: Questões Historiográficas e Interpretações Recentes
2. Uma necessária delimitação histórico-regional
3. Regime de Propriedade da Terra e Expansão Cafeeira na Zona da Mata
4. Comercialização e Financiamento da produção
5. Relações de Produção e Transição Capitalista
6. A Industrialização de Juiz de Fora

ABREU, M. A ordem do Progresso: cem anos de política econômica republicana – 1889/1989. Rio de Janeiro: Campus, 1980.

ALMICO, R. Fortunas em Movimento: um estudo sobre as transformações na riqueza pessoal em Juiz de Fora – 1870/1914. Dissertação (Mestrado em Economia) – UNICAMP, Campinas, 2001.

ALTVATER, E. Existe um Marxismo Ecológico? CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Biblioteca Digital, 2007.

BOTTOMORE, T. Dicionário do pensamento marxista. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.

ANDRADE, S.B. A Classe Operária em Juiz de Fora: uma história de lutas (1912-1924). Juiz de Fora: Editora da UFJF, 1987.

BLASENHEIM, P. “Uma História Regional: a zona da Mata mineira.” In V Seminário de Estudos Mineiros. Belo Horizonte: UFMG/PROEP, 1982.

BIRCHAL, S. Entrepreneurship and the Formation of a Business Environment in Nineteenth-Century Brazil: the case of Minas Gerais. PhD Dissertation, London School of Economics, 1994.

CANO, W. Raízes da concentração industrial em São Paulo. São Paulo: Difel, 1977.

________. “Padrões Diferenciados das Principais Regiões Cafeeiras.” In: Revista Estudos Econômicos. São Paulo, 15 (2), maio/ago, 1985. pp. 291-306.

CARDOSO, C. F. Agricultura, Escravidão e Capitalismo. Petrópolis: Vozes, 1979.

CASTRO, A. B. Sete ensaios sobre economia brasileira. 3 Ed. São Paulo: Forense Universitária, 1980.

COSTA, E. V. Da Senzala à Colônia. 2 Ed. São Paulo: Ciências Humanas, 1982.

COSTA, F. N. Bancos em Minas Gerais – 1889/1964. Dissertação (Mestrado em Economia) – UNICAMP, Campinas, 1978.

DEAN, W. Industrialização de São Paulo. São Paulo: Difel, 1971.

FRAGOSO, J. L. Sistemas Agrários em Paraíba do Sul – 1890/1920. Dissertação (Mestrado em História) – UFRJ, Rio de Janeiro, 1983.

FRANCO, M. S. Homens Livres na Ordem Escravocrata. 3 Ed. São Paulo: Kairós, 1983.

FRITSCH, W. “Apogeu e Crise na República Velha: 1900/1930”. In: ABREU, M. A Ordem do Progresso.

FURTADO, C. Formação economia do Brasil. 18 Ed. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1979.

GIROLETTI, D. A Industrialização de Juiz de Fora. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1980.

GREENHILL, R. “The Brasilian Coffee Trade”. In PLATT, D. Business Imperialism, 1840-1930.

HABER, S. (org.) How Latin America fell behind – enssays on the economic histories of Brazil and México, 1800-1914. Stanford University Press, 1997.

HIRSCHMAM, A. “Desenvolvimento por Efeitos em Cadeia: uma abordagem generalizada” In SORJ et alii. Economia e Movimentos Sociais na América Latina. São Paulo: Brasiliense, 1985.

KERN, S. A Cultura do Tempo e Espaço, 1880-1918. Ed Quina, São Paulo 2023.

LAMAS, F. et ali. A Zona da Mata Mineira: Subsídios para uma Historiografia.
https://drive.google.com/file/d/1dyaKBIUmDSy1bF3FqgqVOqtRIc0qZa6X/view?usp=drivesdk

LANA, A. L. A Transformação do Trabalho: a passagem para o trabalho livre em Minas Gerais – 1870/1920. Dissertação de Mestrado – UNICAMP, Campinas, 1985.

LEVY, M. B. A indústria do Rio de Janeiro através de suas sociedades anônimas. Rio de Janeiro: EDUFRJ, 1994.

LIMA, J. H. Café e Indústria em Minas Gerais. Rio de Janeiro: Vozes, 1981.
MALM, A. Capital Fóssil. A Ascensão do Motor a Vapor e as Raízes do Aquecimento Global. Ed. Elefante, São Paulo, 2026.

MARQUESE, R. e TOMICH, D. O Vale do Paraíba escravista e a formação do mercado mundial do café no século XIX.
https://drive.google.com/file/d/1kKUTJ-cxPZCEFRgMhaOowAQyAYShFj75/view?usp=drivesdk

MELLO, J. M. C. O Capitalismo Tardio. São Paulo: Brasiliense, 1982.

MERCADANTE, P. Os Sertões do Leste. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.

MIRANDA, S. R. Cidade, Capital e Poder: políticas públicas e questão urbana na velha Manchester Mineira. Dissertação (Mestrado em História) – UFF, Niterói, 1990.

OLIVEIRA, A. A History of Work Concept: from Physics to Economy. Springer, New York / London, 2014.

PAULA, M. C. As Vicissitudes da Industrialização Periférica: o caso de Juiz de Fora – 1930/1970. Belo Horizonte: UFMG, 1976.

PEDROSA, M. X. U. Zona Silenciosa da Historiografia Mineira – A Zona da Mata. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte, vol. 9, 1962. pp. 189-230.

PELAEZ, C. M. “Análise econômica do programa brasileiro de sustentação do café – 1906/1945: teoria, política e mediação”. In: Revista Brasileira de Economia. Rio de Janeiro: FGV, out/dez, 1971.

PLATT, D. Business Imperialism, 1840-1930: an inquiry based on British experience. Orford University Press, 1977.

PIRES, A. (2004). "Café, finanças e bancos: uma análise do sistema financeiro da zona da Mata de Minas Gerais (1889-1930). Tese de Doutorado, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo. doi:10.11606/T.8.2004.tde-02032006-172255. Recuperado em 2020-09-10, de www.teses.usp.br

________. Minas Gerais e a Cadeia Global da Commodity Cafeeira. Revista Eletrônica de História do Brasil, vol. 09 n. 01, jan/jul, 2007, Juiz de Fora.
https://drive.google.com/file/d/198qfS707Axpf2VcXxo7SUwgwrihbxhWH/view?usp=drivesdk

_________. Tendências da Produção Agroexportadora da Zona da Mata de Minas Gerais - 1870/1930. Locus: Revista de História. vol. 3 n. 2, p. 119-154, Ed UFJF, Juiz de Fora, 1997.
https://drive.google.com/file/d/17n2g4FyrJJ11AVheyCeWkume9djo-J9P/view?usp=drivesdk


SUZIGAN, W. Indústria brasileira: origem e desenvolvimento. São Paulo: Brasiliense, 1986.

SINGER, P. Desenvolvimento Econômico e Evolução Urbana. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1968.

SLENES, R. O Múltiplo de Porcos e Diamantes: a economia escravista de Minas Gerais no século XIX. Campinas: IFCM/Unicamp, 1985.

SOUZA, S. Além dos Cafezais: produção de alimentos e mercado interno em uma região de economia agroexportadora – Juiz de Fora na segunda metade do século XIX. Dissertação (Mestrado em História) – UFF, Niterói, 1994.

STOLCKE, V. Cafeicultura – Homens, Mulheres e Capital. São Paulo: Brasiliense, 1986.

SWEIGART, J. Financing and marketing the Brazilian export agriculture: the coffee factors of Rio de Janeiro, 1850-1888. PhD Dissertation, University of Texas, 1980.

TAVARES, M. C. Da substituição de importação ao capitalismo financeiro. 10 Ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.

S. TOMBAZOS, Time in Marx: The Categories of Time in Marx’s Capital. Brill Ed., Boston, 2014.
VATIN, F. O Trabalho e suas medidas: Economia, Física e Sociedade. Ed. Mercado das Letras, Campinas, 2019.

TOMICH, D. (1992). Trabalho escravo e trabalho livre (Origens históricas do capital). Revista USP, (13), 100-117.
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i13p100-117

TOPICK, S. AND CLARENTH-SMITH, W. G. The Global Coffee Economy in Asia, Africa, and Latin America. Cambridge University Press, 2003.

VALVERDE, O. O Estudo Regional da Zona da Mata de Minas Gerais. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, 20 (1), jan/mar, 1959. pp. 3-82.
https://drive.google.com/file/d/1dFy1m1T3j80_oKNpEZK0uD6yTsSgehMI/view?usp=drivesdk

VERSIANI, M. T. The Cotton Textile Industry of Minas Gerais, Brazil: beginnings and early development, 1868-1906. PhD. Thesis, University College, London.

VILLELA, A., SUZIGAN, W. Política do governo e crescimento da economia brasileira – 1889/1945. Rio de Janeiro: IPEA, 1973.

A. E. WENDLING. Karl Marx on Technology and Alienation. Palgrave/MacMillan, New York, 2009.

WIRTH, J. O Fiel da Balança: Minas Gerais na Confederação Brasileira – 1889/1937. 1 Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1982.

FOSTER, J. and CLARK, B. The Robbery of Nature: Capitalism and Ecological Rift. Monthly Review Press, New York, 2020.
FOSTER, J. A Ecologia de Marx. Ed. Civilização Brasileira, São Paulo, 2010.
FOSTER, J. Marx e a ruptura no metabolismo universal da natureza. Revista Nova Esquerda, junho de 2020.
KERN, S. A Cultura do Tempo e do Espaço. Ed. Quina, São Paulo, 2003.

RABINBACH, A. The Human Motor: Energy, Fatigue, and the Origins of Modernity.University of California Press, Los Angeles, 1992
SAITO, K. Karl Marx Ecossocialista: Antropoceno e Crise Ecológica. (seções 1, 2 e 5 do artigo “Marx in the Anthropocene: Value, Metabolic Rift, and the Non-Cartesian Dualism“).
SAITO, K. Marx in the Anthropocene: Value, Metabolic Rift, and the Non-Cartesian Dualism. Zeitschrift für kritische Sozialtheorie und Philosophie 2017; 4(1–2): 276–295.
STAHEL, A. Contextualising Complex Systems: Modes of Production and Social-Ecological Metabolism

SHULZ, J. A crise financeira da abolição – 1875/1901. São Paulo: Edusp/Instituto Fernand Braudel, 1996.



S. TOMBAZOS, Time in Marx: The Categories of Time in Marx’s Capital. Brill Ed., Boston, 2014.
VATIN, F. O Trabalho e suas medidas: Economia, Física e Sociedade. Ed. Mercado das Letras, Campinas, 2019.

A. E. WENDLING. Karl Marx on Technology and Alienation. Palgrave/MacMillan, New York, 2009.