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Desenvolvimento de um Plano de Resiliência para Enchentes na Escola Júlio Rabello Guimarães: Promovendo Segurança e Apoio Emocional à Comunidade Escolar

Autoria: Cristiane Oliveira Ferreira
Orientação: Rayla Amaral Lemos
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Inundação Extravasamento das águas da calha do curso d’água para áreas marginais habitualmente não ocupadas pelas águas. Refere-se aos eventos que atingem as áreas de várzea ocupadas em Nova Iguaçu, impactando a rotina e o acesso à E.M. Júlio Rabello Guimarães. Planejamento de procedimentos de evacuação e comunicação para segurança da comunidade escolar.
Enchente Período em que as águas de chuva, ao alcançar um curso d’água, causam o aumento na vazão por certo período. Utilizado para diferenciar o aumento do nível do rio do extravasamento (inundação) na rua da escola, onde cursos como o Tatu-Gamela enchem as vias de acesso. Necessidade de monitoramento da cota do rio para decidir a saída antecipada dos alunos antes que fiquem ilhados.
Risco Relação entre a probabilidade de que uma ameaça se concretize e o grau de vulnerabilidade do sistema receptor a seus efeitos. Contextualizado como um produto da modernização industrial e ocupação de áreas de várzea na Baixada Fluminense. Subsídio para a tomada de decisões consciente pela gestão escolar para manter a segurança e o suporte emocional.
Vulnerabilidade Disparidade na capacidade e de oportunidades de diferentes camadas sociais de absorver e ajustar-se aos impactos ambientais. Relacionada ao baixo poder aquisitivo das famílias do Bairro da Luz e à falta de informações técnicas acessíveis sobre as chuvas. Foco em políticas de prevenção e planos de ação adaptados à realidade socioeconômica da comunidade.
Resiliência Capacidade de antecipação, prevenção, resistência, adaptação e recuperação de situações de estresse e choques. Objetivo central do plano de ação para a escola, visando o fortalecimento da cultura de prevenção e suporte emocional. Criação de comitês de segurança escolar e realização de simulados periódicos para reduzir danos.
Topofilia Todos os laços afetivos dos seres humanos com o meio natural. O ambiente escolar, antes lugar de laços afetivos (topofilia), transforma-se em lugar de medo durante as chuvas fortes. Uso de atividades lúdicas (armário de brincadeiras) para manter o bem-estar e o vínculo positivo com o espaço escolar durante crises.
Percepção Ambiental Visão de mundo e avaliação do ambiente físico e social, filtrada por aspectos socioculturais e individuais. Avaliada na comunidade para entender como moradores associam perdas materiais às inundações, muitas vezes ignorando riscos humanos/saúde. Realização de oficinas e mapas de risco participativos para elevar a consciência sobre perigos reais.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, elaborado por Cristiane Oliveira Ferreira sob a orientação de Rayla Amaral Lemos, insere-se no contexto da Especialização em Escolas Resilientes e Educação para Redução do Risco de Desastres da Universidade Federal de Juiz de Fora. O estudo aborda um tema de relevância crescente: a resiliência da comunidade escolar frente a eventos climáticos adversos, especificamente as enchentes, que têm impactado a Escola Municipal Júlio Rabello Guimarães. A necessidade de um planejamento estruturado para garantir a segurança dos alunos e minimizar os danos emocionais decorrentes de tais eventos é o ponto central desta pesquisa.

O problema identificado é a vulnerabilidade da comunidade escolar diante de chuvas intensas, que não apenas comprometem a segurança física dos estudantes, mas também afetam negativamente o processo de ensino-aprendizagem. O objetivo geral do trabalho é desenvolver um plano de ação que vise à resiliência da escola frente a enchentes, promovendo a segurança dos alunos e minimizando os impactos emocionais durante esses eventos adversos.

A metodologia adotada foi de caráter qualitativo, envolvendo um levantamento de dados e uma revisão bibliográfica sobre enchentes, risco, percepção de risco e resiliência escolar. A pesquisa incluiu a participação ativa da comunidade escolar na construção do plano de ação, por meio de oficinas e reuniões que discutiram medidas de segurança e evacuação. Essa abordagem colaborativa foi fundamental para garantir que as propostas atendam às necessidades e preocupações dos alunos, professores e responsáveis.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a elaboração de um plano metodológico de atuação com os estudantes em caso de eventos adversos, o estabelecimento de procedimentos de evacuação e comunicação, e o desenvolvimento de oficinas sobre enchentes e ações de segurança. Espera-se que, com a implementação do plano, haja uma redução de 20% no índice de faltas dos estudantes durante os períodos chuvosos e uma diminuição de 30% no tempo médio de evacuação em comparação às situações anteriores.

A aplicabilidade prática deste plano é significativa, pois ele pode servir como modelo para outras escolas em contextos similares, contribuindo para a construção de uma cultura de prevenção e resiliência. A proposta busca, por fim, estimular a construção de um comitê de segurança escolar, que será responsável por monitorar e atualizar as ações de segurança, garantindo que a comunidade escolar esteja sempre preparada para enfrentar desafios.

Para complementar a compreensão do trabalho, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre o desenvolvimento do plano e suas implicações para a segurança e o bem-estar da comunidade escolar.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)