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Construindo Resiliência: Implementação de um Sistema de Redução de Riscos e Desastres na EMEF Francisco Rebolo

Autoria: Alcileia de Freitas Mathias
Orientação: Rayla Amaral Lemos
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Resiliência Capacidade de um sistema, comunidade ou indivíduo de se adaptar positivamente diante de adversidades, mantendo seu funcionamento essencial e recuperando-se rapidamente. Foco central do projeto para preparar a EMEF Francisco Rebolo e sua comunidade contra estresses e choques climáticos ou sociais. Assegurar a continuidade do aprendizado e a proteção dos direitos humanos mesmo após a ocorrência de desastres.
Perigo (ou ameaça) Processos, fenômenos ou condições (naturais, tecnológicos ou sociais) que podem causar danos à saúde, integridade e continuidade educativa. Identificação de ameaças como enchentes no Córrego Morro do S, incêndios em comunidades próximas e violência urbana no entorno da escola. Subsidiar o inventário de riscos para a criação de medidas de mitigação específicas por setor escolar.
Risco Possibilidade de perdas ou danos resultante da interação entre perigo, exposição, vulnerabilidade e capacidade de resposta. Utilizado na montagem da Matriz de Risco da escola para priorizar ações com base na probabilidade e no impacto. Permite à gestão escolar definir a hierarquia de ações prioritárias e alocação de recursos preventivos.
Vulnerabilidade Condições que aumentam a suscetibilidade da comunidade escolar aos efeitos adversos dos desastres. Descrita através do cenário de precariedade habitacional, baixa renda das famílias e localização da escola em área de risco socioambiental. Identificação de pontos críticos para aplicação do Índice de Vulnerabilidade Escolar (IVE) e desenho de rotas de fuga seguras.
Capacidade Habilidade de antecipar, resistir, adaptar-se e recuperar-se de eventos adversos. Aparece na formação de grupos de trabalho (Brigada de Incêndio, CIPA) e no desenvolvimento de competências socioemocionais dos alunos. Fortalecimento das redes de apoio e parcerias intersetoriais (Defesa Civil, UBS, NAAPA) para resposta rápida.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Construindo Resiliência: Implementação de um Sistema de Redução de Riscos e Desastres na EMEF Francisco Rebolo", desenvolvido por Alcileia de Freitas Mathias sob a orientação de Rayla Amaral Lemos, aborda um tema de grande relevância no contexto educacional contemporâneo. A EMEF Francisco Rebolo, situada em uma região de alta vulnerabilidade socioeconômica, enfrenta desafios significativos relacionados à segurança e à continuidade educacional. Nesse cenário, a implementação de um Sistema de Redução de Riscos e Desastres (ERRD) se torna essencial para promover a resiliência da comunidade escolar e fortalecer a segurança em situações de emergência.

O problema central deste trabalho reside na necessidade de garantir a segurança da comunidade escolar, que inclui alunos, educadores e familiares, em um ambiente onde as vulnerabilidades são acentuadas. O objetivo geral é implementar um ERRD que não apenas minimize os riscos, mas também capacite todos os envolvidos a responder adequadamente a emergências, promovendo um ambiente educacional mais seguro e resiliente.

A metodologia adotada no projeto é caracterizada por uma abordagem sistemática e participativa. A comunidade escolar foi envolvida em todas as etapas do processo, desde o diagnóstico das vulnerabilidades até o planejamento e a implementação das estratégias de ERRD. As ações incluíram capacitação, mapeamento de áreas de risco e a realização de atividades educativas, como oficinas sobre prevenção de desastres e simulações práticas. Essa participação ativa é fundamental para garantir que as soluções propostas sejam adequadas às necessidades e realidades da comunidade.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a realização de oficinas sobre prevenção de desastres, o mapeamento de áreas de risco, a elaboração de planos de evacuação e protocolos de segurança, além de simulações práticas que envolvem toda a comunidade escolar. Os resultados obtidos foram significativos, com uma redução da evasão escolar em até 90% e a capacitação de 100% dos professores, funcionários e estudantes para responder a situações de emergência. Além disso, o projeto fortaleceu os vínculos da escola com equipamentos públicos da região, promovendo uma rede de apoio essencial para a segurança da comunidade.

A aplicabilidade prática deste projeto é evidente, pois visa transformar a EMEF Francisco Rebolo em um modelo de boas práticas na gestão de riscos. Ao promover um ambiente escolar seguro e resiliente, o trabalho contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para lidar com situações adversas, refletindo diretamente na qualidade da educação oferecida.

Para complementar a compreensão sobre o projeto, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que detalham as etapas da implementação do ERRD e os impactos gerados na comunidade escolar. Essas ferramentas visam ampliar o alcance das informações e incentivar a discussão sobre a importância da segurança e da resiliência nas escolas.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)