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Institucionalização da Mediação de Conflitos: Proposta de Criação de um Núcleo de Mediação na Escola Municipal Ipê Amarelo

Autoria: Vladimir Rocha Ferreira
Orientação: Rayla Amaral Lemos
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Mediação Processo de resolução pacífica de conflitos que utiliza o diálogo e a conscientização para que os envolvidos se tornem responsáveis por suas questões e aprendam a reparar erros. O trabalho propõe a institucionalização da mediação na Escola Municipal Ipê Amarelo para substituir práticas informais e punitivas. Redução da violência escolar, melhoria da convivência democrática e mitigação de situações que podem evoluir para ataques de maior amplitude.
Institucionalização Formalização de práticas através da criação de protocolos definidos, treinamentos específicos, registros e sistemas de monitoramento. Proposta de criar protocolos para escolha de mediadores, técnicas de abordagem e avaliação da mediação, superando a informalidade cotidiana. Garante que a gestão de conflitos faça parte da política pública escolar de forma perene, permitindo mensurar resultados e desdobramentos.
Resiliência Capacidade de uma instituição ou indivíduo de resistir, absorver e recuperar-se de situações adversas ou desastres. A escola busca ser um espaço de formação integral onde a resiliência é prioridade para enfrentar vulnerabilidades sociais. Fortalecimento da segurança institucional e capacidade de resposta da comunidade escolar diante de riscos e desastres sociais.
Conflito Dissenso inerente às relações humanas que, se bem manejado, gera aprendizado, mas se ignorado, resulta em violência. Identificado como elemento constante no cotidiano escolar (disputas profissionais, rivalidades entre alunos e difamação virtual). A gestão adequada dos conflitos evita que o ambiente se torne insalubre e hostil, protegendo a integridade da comunidade escolar.
Violência Ato de atacar a lei com o uso da força ou ameaça de uso da força; fenômeno multifacetado que não se limita à agressão física. O autor diferencia a violência (uso da força) da transgressão, destacando que a violência verbal é a mais presente na escola estudada. Exige intervenções especializadas e atuação em rede para prevenir danos físicos e psicológicos severos em instituições de ensino.
Transgressão Comportamento contrário aos regulamentos escolares e combinados coletivos, sem necessariamente ser ilegal juridicamente. Conceito apresentado para formação de mediadores, visando diferenciar infrações disciplinares de atos criminosos ou violência. Permite que a gestão escolar aplique medidas pedagógicas e instrumentos alternativos de responsabilização sem judicialização excessiva.
Incivilidade Descumprimento de regras básicas de boa convivência e respeito mútuo no ambiente social. Um dos termos técnicos que os mediadores devem compreender para agir corretamente nas situações de desrespeito cotidiano. A correção de incivilidades previne a degradação do ambiente escolar e o surgimento de conflitos mais graves.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, elaborado por Vladimir Rocha Ferreira sob a orientação de Rayla Amaral Lemos, aborda um tema de grande relevância no contexto educacional contemporâneo: a mediação de conflitos nas escolas. A Escola Municipal Ipê Amarelo enfrenta situações conflituosas que impactam diretamente o cotidiano escolar, afetando o processo de ensino e aprendizagem. Diante desse cenário, a proposta central deste estudo é a criação de um Núcleo de Mediação de Conflitos, que visa não apenas a resolução, mas também a prevenção de conflitos, promovendo um ambiente escolar mais acolhedor e resiliente.

O problema central identificado é a presença de conflitos que, se não tratados adequadamente, podem comprometer o desenvolvimento educacional e social dos estudantes. O objetivo geral do trabalho é, portanto, propor a criação deste núcleo, que atuará como um espaço de diálogo e resolução pacífica de disputas. A metodologia adotada para o desenvolvimento do projeto inclui o mapeamento e identificação das situações conflituosas, a formação de mediadores e a implementação de práticas de resolução de conflitos, buscando transformar a dinâmica relacional dentro da escola.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a criação de protocolos para a mediação de conflitos, a formação de mediadores capacitados, a elaboração de um formulário para registro dos atendimentos de mediação e a realização de oficinas temáticas sobre mediação de conflitos. Essas entregas visam não apenas a resolução imediata de conflitos, mas também a construção de uma cultura de paz e respeito mútuo entre os estudantes e a comunidade escolar.

A aplicabilidade prática da proposta é significativa. A implementação do Núcleo de Mediação de Conflitos não apenas busca a redução de 45% nos casos de indisciplina escolar, mas também almeja alinhar teoria e prática, contribuindo para um ambiente escolar mais saudável, seguro e formador. A promoção de competências socioemocionais e a educação para a paz são fundamentais para o desenvolvimento integral dos estudantes, preparando-os para a convivência em sociedade.

Por fim, ressaltamos que o trabalho de Vladimir Rocha Ferreira está disponível em formatos acessíveis, incluindo um vídeo e um podcast explicativos, que detalham a proposta e suas implicações. Esses materiais visam ampliar o alcance da discussão sobre a mediação de conflitos e suas aplicações no ambiente escolar, convidando todos os interessados a se engajar nessa importante temática.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)