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Conflitos e Violência no Ambiente Escolar: Fatores determinantes e estratégias para a criação de uma escola segura, inclusiva e resiliente.

Autoria: Rita de Cássia Rotondaro Silva
Orientação: Mônica Vasconcellos Barral Campos
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Violência Escolar Qualquer ação, omissão ou relação que provoque danos físicos, psicológicos ou morais entre membros da comunidade escolar, abrangendo agressões, ameaças e discriminação. É o fenômeno central analisado, manifestando-se como agressões verbais, físicas e simbólicas conectadas às dinâmicas sociais e familiares. Exige o fortalecimento das relações humanas, mediação de conflitos e desenvolvimento de uma cultura de paz para garantir a segurança e o bem-estar.
Resiliência Capacidade de enfrentar, superar e se adaptar positivamente a situações adversas, traumas ou desafios, mantendo o equilíbrio emocional e social. Refere-se à habilidade da comunidade escolar em lidar com conflitos e vulnerabilidades, construindo trajetórias positivas de desenvolvimento. Fundamental para a mitigação de riscos, permitindo que a escola se reorganize e se reconstrua diante de crises e desastres.
Suporte Parental Envolvimento, acompanhamento e apoio afetivo e disciplinar oferecido pela família no processo educativo e no desenvolvimento do aluno. Identificado como fator determinante; sua ausência é relacionada ao aumento de comportamentos de risco e dificuldades em respeitar regras. A participação ativa da família reduz índices de violência; a gestão deve criar canais de comunicação e corresponsabilidade escola-família.
Marcos Normativos (ECA) Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), que assegura proteção contra negligência, violência e opressão. Utilizado como fundamentação legal (Artigos 5º e 18) para garantir que a escola seja um ambiente protetor e seguro. Base para políticas públicas de proteção e mediação de conflitos, punindo violações e velando pela dignidade dos alunos.
Marco de Sendai Acordo internacional (2015-2030) para a redução do risco de desastres, focando em fortalecer a governança e investir em resiliência. Citado como base para mitigar riscos educacionais e preparar profissionais para responder a situações de crise. Direciona o investimento em infraestrutura segura e na inclusão de conteúdos de redução de riscos nos currículos escolares.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O ambiente escolar é um espaço fundamental para o desenvolvimento emocional, pessoal e acadêmico dos alunos. No entanto, a presença de conflitos e violência pode comprometer essa experiência, gerando impactos negativos que reverberam não apenas na vida escolar, mas também na formação de cidadãos. O trabalho de conclusão de curso de Rita de Cássia Rotondaro Silva, orientado por Mônica Vasconcellos Barral Campos, aborda essa temática de maneira profunda e reflexiva, buscando entender as raízes desses problemas e propor soluções efetivas.

O problema central da pesquisa consiste em verificar e analisar como a carência de suporte por parte das famílias e os modelos presentes no âmbito familiar influenciam o ambiente escolar. A ausência de apoio familiar é identificada como um fator que agrava os conflitos e dificulta a resolução de problemas, impactando diretamente o comportamento dos alunos e a dinâmica escolar. O objetivo geral do trabalho é promover e analisar estratégias que visem a construção de um ambiente escolar seguro, inclusivo e resiliente, minimizando os efeitos de conflitos e violências.

A metodologia adotada na pesquisa é de natureza qualitativa, complementada por uma abordagem quantiqualitativa. Foram realizadas entrevistas e aplicados questionários à comunidade escolar, permitindo a coleta de dados sobre as manifestações de violência e o suporte parental. Essa abordagem possibilitou uma análise abrangente das causas dos conflitos, bem como a identificação das principais formas de violência no ambiente escolar.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a identificação clara das causas dos conflitos, que inclui a análise do impacto da ausência de suporte parental. Além disso, foram implementados workshops e programas de mentoria, que visam fortalecer a relação entre escola e família, promovendo um ambiente mais acolhedor e seguro. Os resultados evidenciam que a violência verbal é a forma mais recorrente de violência no ambiente escolar e que a participação ativa da família na educação das crianças pode reduzir significativamente os índices de violência e indisciplina.

A aplicabilidade prática deste trabalho é significativa, pois suas conclusões podem contribuir para a criação de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor, beneficiando alunos, educadores e toda a comunidade escolar. A promoção de uma cultura de paz nas escolas é um aspecto central para o desenvolvimento de resiliência, conforme enfatizado na pesquisa. A escola deve ser um ambiente protetor que identifica sinais de violência e atua para prevenir e intervir em casos que afetem a segurança dos alunos.

Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão abrangente sobre os desafios e as estratégias discutidas no trabalho. A pesquisa de Rita de Cássia Rotondaro Silva é um importante passo na busca por soluções que promovam um ambiente escolar mais seguro e inclusivo, refletindo o compromisso da instituição em formar profissionais capacitados para enfrentar os desafios contemporâneos da educação.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)