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Planos de Resiliência Escolar em Áreas de Risco de Enchentes: Estudo de Caso em Escolas Públicas do Rio de Janeiro

Autoria: Patrícia Siqueira Gama
Orientação: Franciene Aparecida da Silveira
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Resiliência escolar Capacidade das instituições de ensino de se prepararem, resistirem e se recuperarem de adversidades, garantindo a continuidade do processo educativo. Definida no referencial teórico como um pilar para enfrentar crises climáticas e sociais no CIEP Brizolão 030. Gestão educacional proativa e integrada que contempla infraestrutura física, capacitação humana e continuidade pedagógica.
Gestão de riscos Conjunto de ações integradas que envolvem identificação de perigos, prevenção, mitigação e preparação para desastres. Abordada como uma necessidade de capacitação para 100% dos educadores e integração com a Defesa Civil. Redução da desorganização e insegurança no ambiente escolar através de treinamentos e monitoramento climático.
Vulnerabilidade Estado de fragilidade decorrente de condições ambientais, urbanísticas e socioespaciais que tornam populações mais expostas a danos. Identificada na infraestrutura do CIEP e na precariedade do planejamento urbano da região da Baixada Fluminense. Necessidade de intervenções estruturais (drenagem) e sociais para reduzir o impacto das enchentes e a evasão escolar.
Planos de contingência Documentos que estabelecem protocolos de segurança, papéis e responsabilidades para orientar a ação em situações de emergência. Citados como ausentes ou pouco detalhados no estudo de caso, sendo um dos objetivos específicos do projeto. Organização da resposta imediata a desastres, garantindo a segurança de alunos e a rápida retomada das atividades.
Simulacros de emergência Exercícios práticos de treinamento que reproduzem situações de risco para testar a eficácia de planos de evacuação. Propostos como meta de realização mínima de 2 vezes por ano envolvendo alunos e comunidade. Familiarização da comunidade escolar com rotas de fuga e procedimentos de segurança, reduzindo o pânico em eventos reais.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Patrícia Siqueira Gama, orientado por Franciene Aparecida da Silveira, aborda um tema de relevância crescente no contexto educacional e ambiental: a resiliência escolar em áreas vulneráveis a enchentes. A Escola Estadual CIEP Brizolão 030 – Marinheiro João Cândido, localizada em uma região propensa a inundações, enfrenta desafios significativos que comprometem a continuidade do aprendizado e a segurança dos alunos. Este estudo busca implementar uma metodologia participativa que sensibilize a comunidade escolar sobre os riscos ambientais e desenvolva um plano de resiliência que minimize os impactos de eventos climáticos extremos.

O problema central identificado é a recorrência de inundações que afetam diretamente a rotina escolar e o aprendizado dos alunos. Diante desse cenário, o objetivo geral do trabalho é implementar uma metodologia participativa de sensibilização sobre riscos de desastres ambientais, por meio de workshops, e elaborar um plano de resiliência comunitária. Este plano visa não apenas mitigar os impactos das enchentes, mas também promover uma cultura de prevenção e preparação entre os membros da comunidade escolar.

A metodologia adotada para o desenvolvimento do projeto é estruturada em etapas que incluem o levantamento de vulnerabilidades da escola, análise de dados sobre os riscos enfrentados, realização de oficinas de capacitação, elaboração do plano de resiliência, simulações práticas de emergência e avaliação com feedback dos participantes. Essa abordagem permite um envolvimento ativo da comunidade escolar, essencial para a construção de soluções eficazes e sustentáveis.

As principais contribuições deste trabalho incluem a elaboração de um plano de resiliência escolar, a realização de workshops informativos sobre gestão de riscos, a condução de simulados de emergência e a criação de um sistema de monitoramento trimestral. Os resultados obtidos revelaram a identificação de múltiplas vulnerabilidades da escola em relação ao risco de enchentes, além de oportunidades para melhorias, como a implantação de áreas verdes e a definição de protocolos claros de ação.

A aplicabilidade prática do plano de resiliência desenvolvido pode servir como modelo piloto para outras escolas públicas da região, contribuindo para a formação de um ambiente escolar mais seguro e preparado para enfrentar desafios climáticos. A integração entre intervenções estruturais, organizacionais e o engajamento comunitário é fundamental para garantir a continuidade da educação em contextos vulneráveis.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre o projeto e suas implicações para a comunidade escolar.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)