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Construindo comunidades resilientes: inclusão de estudantes com transtorno do espectro autista na educação para a redução de riscos de desastres.

Autoria: Layanne de Castro Carraro
Orientação: Natália Chernicharo Guimarães
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Redução de Riscos de Desastres (RRD) Identificação, análise e gestão dos riscos para reduzir a vulnerabilidade das comunidades, visando mitigar impactos de desastres naturais ou antrópicos. Abordagem central utilizada para preparar as escolas e comunidades para agirem de forma preventiva e eficaz diante de emergências. Gestão de riscos para reduzir vulnerabilidades e aumentar a preparação para resposta e recuperação eficaz.
Resiliência Capacidade de indivíduos e sistemas de resistir, absorver e se adaptar diante de desafios e adversidades. Abordagem interconectada à RRD que capacita a comunidade escolar a lidar com emergências de forma consciente. Fortalecimento da capacidade comunitária de adaptação e recuperação após eventos adversos.
Transtorno do Espectro Autista (TEA) Transtorno caracterizado por dificuldades persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Público-alvo do projeto de intervenção, identificado como grupo de maior vulnerabilidade em contextos de desastres. Necessidade de estratégias pedagógicas personalizadas e comunicação acessível para garantir a segurança desse grupo em emergências.
Inclusão Direito legal que assegura o acesso ao conhecimento, socialização e educação em igualdade de condições para todos. Objetivo fundamental para integrar estudantes com TEA nas práticas de RRD e resiliência escolar. Eliminação de barreiras arquitetônicas e pedagógicas para garantir que ninguém seja deixado para trás em planos de prevenção.
Marco de Sendai (2015-2030) Diretriz global que estabelece objetivos para prevenir novos riscos e reduzir os existentes através de medidas integradas e inclusivas. Referencial normativo que fundamenta a necessidade de sistemas educacionais inclusivos na gestão de riscos. Fortalecimento da governança e investimento em ações preventivas para promover a resiliência global.
Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) Estatuto que assegura o direito à educação inclusiva e a responsabilidade institucional na oferta de acessibilidade. Base jurídica nacional que sustenta o direito do aluno com deficiência à educação segura e de qualidade. Obrigação legal de fornecer recursos e estratégias para o pleno desenvolvimento e segurança de estudantes com deficiência.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Layanne de Castro Carraro, orientado por Natália Chernicharo Guimarães, aborda um tema de relevância crescente no contexto educacional: a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação voltada para a redução de riscos de desastres. A Escola Estadual Professor Botelho Reis, localizada em Leopoldina (MG), serve como cenário para a investigação, que busca promover a acessibilidade e a participação ativa desses estudantes em atividades educativas.

O problema central identificado no estudo é que estudantes com TEA enfrentam barreiras significativas que dificultam o acesso e a compreensão de conteúdos relacionados à redução de riscos de desastres. Diante desse desafio, o objetivo geral do trabalho é promover a inclusão desses estudantes na educação para a redução de riscos, garantindo que possam participar de forma efetiva e significativa.

A metodologia adotada no projeto é abrangente e inclui uma revisão de literatura sobre o tema, seguida de um diagnóstico das barreiras existentes na escola. A capacitação de educadores e funcionários escolares é um componente essencial, visando prepará-los para atuar de maneira inclusiva em situações de emergência. Além disso, foram desenvolvidos materiais educativos acessíveis e adaptados, e atividades de simulação e oficinas foram promovidas para garantir uma abordagem inclusiva e participativa. A avaliação de impacto das ações realizadas também foi parte integrante do processo, permitindo medir a eficácia das intervenções.

As principais contribuições do trabalho incluem o mapeamento das barreiras que limitam a participação de estudantes com TEA em atividades educativas sobre desastres, a capacitação de profissionais da educação e a criação de recursos pedagógicos inclusivos. Os resultados obtidos demonstram um avanço significativo na preparação da comunidade escolar para a educação em redução de riscos de desastres. Entre os resultados, destaca-se que pelo menos 50% dos profissionais capacitados demonstraram domínio dos conteúdos abordados, assim como 50% dos estudantes autistas conseguiram compreender os conceitos fundamentais sobre riscos de desastres e mostraram maior autonomia durante simulações de emergência.

A aplicabilidade prática deste projeto é notável, pois pode servir como referência para o aprimoramento contínuo das práticas educacionais inclusivas, inspirando outras instituições a desenvolver iniciativas semelhantes. A inclusão efetiva desses estudantes não apenas fortalece a resiliência comunitária, mas também pode embasar políticas públicas para uma educação mais equitativa e segura.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os objetivos, metodologias e resultados do trabalho. A construção de escolas resilientes e inclusivas é uma demanda contemporânea no campo educacional, e este projeto se alinha a essa necessidade, promovendo um ambiente mais acessível e seguro para todos os estudantes.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)