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Práticas de Simulação e Exercícios de Evacuação: Construindo um Ambiente Escolar Seguro e Resiliente

Autoria: Edney Mauricio Aguiar
Orientação: Mônica Vasconcellos Barral Campos
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Resiliência Capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de forma tempestiva e eficiente. Citado como o objetivo central do ambiente escolar seguro, visando o fortalecimento das instituições frente a desastres e situações de risco. Construção de uma cultura preventiva e institucionalização de rotinas que minimizem danos físicos e emocionais em situações reais.
Simulação de Evacuação Exercícios práticos periódicos que visam treinar a desocupação segura e eficiente de uma edificação em cenários de emergência. Metodologia principal do projeto de intervenção para otimizar o tempo de resposta e identificar falhas nos protocolos de segurança. Redução do tempo médio de evacuação (meta de 25%) e melhoria da coordenação entre os agentes envolvidos.
Marco de Sendai (2015–2030) Diretriz internacional que destaca a importância de exercícios regulares para aprimorar os tempos de resposta em emergências. Utilizado como fundamentação teórica para justificar a necessidade de treinamentos sistemáticos e preparação ativa nas escolas. Orientação de políticas públicas para a redução do risco de desastres através da preparação e do treinamento contínuo.
CSSF 2022–2030 Estrutura Abrangente Escolar para Segurança que propõe uma abordagem integrada articulando ambiente físico, gestão de riscos e currículo. Referencial para os três pilares do projeto: ambiente físico seguro, gestão de riscos e integração da resiliência nas práticas escolares. Implementação de uma gestão de segurança escolar que não seja pontual, mas incorporada ao cotidiano institucional.
Comunicação de Risco Componente fundamental da preparação escolar voltado para a transmissão clara e precisa de informações durante emergências. Identificado como um ponto de fragilidade nas simulações práticas, exigindo capacitações específicas para professores e alunos. Melhoria da coordenação interna e redução do pânico através de diretrizes de comunicação eficazes.
Projeto de Intervenção (Gameleiras) Aplicação prática de estratégias de segurança na Escola Estadual de Gameleira para atender 325 alunos e 72 profissionais. Contexto local onde as salas pequenas e a alta densidade de alunos reforçam a necessidade de planos de evacuação personalizados. Criação de um modelo de intervenção replicável que garanta a proteção de comunidades escolares com limitações estruturais.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O tema da segurança nas instituições escolares é de extrema relevância, especialmente em um contexto onde a vulnerabilidade a emergências, como incêndios, se torna uma preocupação constante. No Brasil, a necessidade de preparar alunos e educadores para situações de emergência é um desafio que demanda atenção e ações efetivas. O trabalho de conclusão de curso de Edney Mauricio Aguiar, orientado por Mônica Vasconcellos Barral Campos, aborda essa questão crítica ao analisar e implementar práticas de simulação e exercícios de evacuação nas escolas, com o objetivo de melhorar a preparação e segurança da comunidade escolar.

O problema central da pesquisa reside na vulnerabilidade das instituições escolares em situações de emergência. O objetivo geral é, portanto, analisar e implementar práticas que visem à melhoria da segurança e à eficácia das evacuações, garantindo que alunos e professores estejam devidamente preparados para agir em momentos de crise. Para alcançar esse objetivo, a pesquisa adota uma metodologia descritiva, que se desdobra em etapas interdependentes. Inicialmente, serão aplicados questionários estruturados e realizadas entrevistas semiestruturadas com a comunidade escolar. Em seguida, oficinas de capacitação serão promovidas, culminando na elaboração de um plano de evacuação personalizado. Por fim, simulações periódicas serão realizadas para verificar a aplicabilidade dos procedimentos estabelecidos.

As principais contribuições deste trabalho incluem a elaboração de um plano de simulação de evacuação, relatórios que analisam a eficácia das simulações e materiais educativos sobre práticas de segurança. Os resultados obtidos demonstraram uma redução significativa no tempo médio de evacuação, com uma diminuição de pelo menos 25%. Além disso, 100% da equipe escolar foi capacitada, apresentando desempenho satisfatório em pelo menos 90% dos testes práticos, e 90% dos participantes demonstraram um desempenho adequado em organização e controle emocional durante as simulações.

A aplicabilidade prática deste modelo de intervenção é notável, pois pode ser replicado em outras escolas, promovendo uma cultura de segurança e resiliência em situações de emergência. A continuidade dessas práticas não apenas minimiza riscos em situações críticas, mas também contribui para a consolidação de uma cultura preventiva nas instituições de ensino. A relevância da pesquisa se fundamenta na necessidade iminente de estabelecer um espaço educacional mais seguro, refletindo a importância de investir em capacitações voltadas à comunicação de risco.

Para aqueles que desejam aprofundar-se nos detalhes deste trabalho, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais abrangente sobre as práticas de simulação e exercícios de evacuação, bem como suas implicações para a segurança escolar.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)