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Análise Preliminar da Resiliência a Desastres: no Setor de Proteção e Defesa Civil do Município de Franco da Rocha/sp

Autoria: Jonas Yanase da Silva
Orientação: Tatiana Tavares Rodriguez
Curso: Cidades Resilientes a Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2023
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Mapeamento de Risco Instrumento gráfico que mensura a probabilidade de eventos danosos, otimizando a gestão dos riscos identificados. Tratado como ferramenta central para identificar áreas suscetíveis em Franco da Rocha nos anos de 2005, 2020 e 2021. Norteia o ente público nas ações necessárias, permitindo a hierarquização e o planejamento territorial ordenado.
Resiliência Capacidade de desenvolvimento ordenado e recuperação de um município frente a desastres. O trabalho busca analisar a resiliência no setor de Defesa Civil de Franco da Rocha e a efetividade das intervenções. Exige ações integradas, centralizadas e fortalecimento de políticas públicas para mitigar riscos frente às mudanças climáticas.
Medidas Estruturais Intervenções físicas de engenharia para mitigação ou eliminação de riscos. Aparecem como obras de contenção (muros de arrimo, gabião) e drenagem realizadas após desastres. Execução de obras de contenção e limpeza para reduzir danos físicos e proteger vidas em áreas de risco geológico.
Suscetibilidade Propensão de uma área a sofrer processos ou eventos danosos baseada nas características do meio físico. Identificada nos cenários de ocupação urbana para garantir a governança e gestão dos riscos. Garante a governança e permite antecipar áreas que necessitam de monitoramento ou intervenções antes de desastres.
Indicador de Periodicidade Relação percentual que mede o lapso temporal entre a realização de mapeamentos sequenciais. Aplicado para demonstrar que o intervalo entre o 1º e o 2º mapeamento em Franco da Rocha foi de 15 anos (IP de 6,6\%). Monitora se as ferramentas de gestão estão sendo atualizadas conforme o dinamismo do crescimento urbano.
Indicador de Implantação Avalia o tempo decorrido entre o mapeamento e o início da implementação das ações estruturais. Utilizado para criticar a demora nas obras; o mapeamento de 2005 só teve intervenções em 2016 (IDI de 9\%). Identifica gargalos burocráticos e morosidade na execução de medidas preventivas pela máquina pública.
Indicador de Efetividade Avalia a proporção entre obras executadas e o total de obras indicadas pelo mapeamento. Mostrou baixa efetividade: do mapeamento de 2021, apenas 1,4\% das estruturas de contenção indicadas foram realizadas. Mede o sucesso real das políticas de redução de riscos em transformar diagnósticos em proteção concreta.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Jonas Yanase da Silva, orientado pela Professora Dra. Tatiana Tavares Rodriguez, apresenta uma análise crítica sobre a resiliência do município de Franco da Rocha, em São Paulo, no que tange à proteção e defesa civil. O estudo se insere no contexto da Especialização em Cidades Resilientes a Desastres da Universidade Federal de Juiz de Fora, refletindo a crescente necessidade de aprimorar a gestão de riscos em áreas urbanas.

O problema central abordado na pesquisa é a efetividade dos mapeamentos realizados no município nos anos de 2005, 2020 e 2021, além da ausência de um plano bem definido para o pós-mapeamento. A análise revela que, embora os mapeamentos identifiquem áreas suscetíveis a eventos danosos, não há um direcionamento claro para ações que possam ser implementadas após a identificação desses riscos. O objetivo geral do trabalho é, portanto, analisar a efetividade desses mapeamentos, contribuindo para uma compreensão mais profunda da situação atual e das lacunas existentes.

Para alcançar esse objetivo, a metodologia utilizada consistiu na análise dos dados disponíveis no site da defesa civil estadual, complementada pela utilização dos mapeamentos realizados nos anos mencionados. Essa abordagem permitiu uma comparação entre os índices de efetividade dos mapeamentos, revelando que o índice de efetividade (IE) do mapeamento de 2005 é de 71%, enquanto os de 2020 e 2021 apresentam índices alarmantes de 0% e 1,4%, respectivamente. Esses dados evidenciam a necessidade urgente de revisão e atualização das estratégias de gestão de riscos no município.

As principais contribuições do trabalho incluem a identificação das fragilidades nos processos de mapeamento e a necessidade de um plano de ação que se siga a essas análises. A pesquisa destaca que a busca pela melhoria da resiliência passa pela análise das medidas estruturais e não estruturais relacionadas à gestão dos riscos. Além disso, o mapeamento de risco é apresentado como um importante instrumento para mensurar a probabilidade de ocorrência de eventos que possam trazer riscos a determinadas áreas, sendo essencial para a formulação de políticas públicas eficazes.

A aplicabilidade prática dos resultados é significativa, pois o mapeamento pode ser utilizado como uma ferramenta para o ordenamento municipal e o desenvolvimento urbanístico. Gestores públicos e profissionais da área de proteção e defesa civil podem se beneficiar das informações apresentadas, utilizando-as para implementar intervenções que visem aumentar a resiliência da cidade frente a riscos identificados.

Por fim, o trabalho de Jonas Yanase da Silva está disponível em formato de vídeo e podcast, proporcionando uma oportunidade adicional para que interessados possam aprofundar-se nos temas abordados e nas soluções propostas. A pesquisa não apenas contribui para o conhecimento acadêmico, mas também se propõe a ser um recurso valioso para a prática profissional na área de proteção e defesa civil.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)