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Resiliência Aos Desastres no Setor de Planejamento Urbano e Habitação do Município de Franco da Rocha/sp: Uma Análise de Adequação do Plano Diretor Participativo Às Diretrizes da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil

Autoria: Raíssa Pignoni dos Santos
Orientação: Christian Ricardo Ribeiro
Curso: Cidades Resilientes a Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2023
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
GRD (Gestão de Risco e Desastre) Processo de planejamento e aplicação de medidas para prevenir, mitigar, preparar, responder e recuperar de desastres, visando o desenvolvimento sustentável e a resiliência. Citado como diretriz que deve ser integrada entre diversos setores da gestão pública de Franco da Rocha e o planejamento urbano para reduzir impactos de desastres anuais. Exige governança sistêmica e interdisciplinar, indo além da resposta ao desastre para pautar a prevenção em todas as pastas municipais.
PNPDEC (Política Nacional de Proteção e Defesa Civil) Legislação federal (Lei 12.608/2012) que estabelece diretrizes para a gestão de riscos e desastres nas três esferas de governo. Utilizada como parâmetro legal para avaliar a adequação do Plano Diretor de Franco da Rocha, especialmente quanto às alterações impostas ao Estatuto da Cidade. Obriga municípios em áreas de risco a incluírem mapeamentos de suscetibilidade e planejamento de ações preventivas em seus Planos Diretores.
ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) Instrumento urbanístico que delimita áreas destinadas prioritariamente à moradia para população de baixa renda, permitindo normas específicas de ocupação e regularização. Análise de seis zonas (ZEIS-a a f) em Franco da Rocha e sua insuficiência perante os 32 aglomerados subnormais mapeados pelo IBGE. Permite flexibilizar regras para viabilizar urbanização de favelas, REURB-S e mitigação de riscos geológicos e hidrológicos em núcleos precários.
Resiliência Capacidade de um sistema ou comunidade de prever, preparar-se, resistir, adaptar-se e recuperar-se de forma eficiente de choques adversos ou desastres. Objetivo central do estudo de caso, avaliado através das ferramentas QRE e Scorecard para propor indicadores no setor de habitação de Franco da Rocha. Norteia a criação de Planos Locais de Resiliência (PLR) e a capacitação de servidores para uma gestão que minimize perdas socioeconômicas e de vidas.
Plano Diretor (PD) Instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana do município, obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. Análise da Lei Municipal nº 618/2007 e sua revisão (LC nº 244/2015) frente às necessidades de prevenção de riscos hidrológicos e geológicos. Deve conter parâmetros de uso do solo que evitem a ocupação de áreas inaptas e definam ações de realocação preventiva.
Carta Geotécnica de Aptidão à Urbanização Documento técnico que estabelece diretrizes urbanísticas voltadas para a segurança de novos parcelamentos do solo conforme características geológicas. Identificado como ausente no planejamento de Franco da Rocha, apesar da exigência da PNPDEC para municípios com riscos de deslizamentos. Fundamental para impedir novos loteamentos em áreas de alta suscetibilidade a movimentos de massa e inundações.
QRE (Quick Risk Estimation Tool) Ferramenta de avaliação rápida de riscos da UNDRR para identificar perigos e vulnerabilidades da infraestrutura e aspectos sociais. Aplicada coletivamente por servidores de Franco da Rocha para classificar perigos como "Inevitáveis" ou "Extremamente Esperados". Auxilia na priorização de investimentos em setores onde o pós-desastre pode ser mais danoso e no monitoramento do progresso da resiliência.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Resiliência aos desastres no setor de Planejamento Urbano e Habitação do município de Franco da Rocha/SP: uma análise de adequação do Plano Diretor Participativo às diretrizes da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil", elaborado por Raíssa Pignoni dos Santos sob a orientação do Prof. Dr. Christian Ricardo Ribeiro, apresenta uma análise crítica e fundamentada sobre a adequação do Plano Diretor Participativo de Franco da Rocha às diretrizes da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Este tema é de suma importância, considerando a crescente necessidade de cidades que se adaptem e se tornem resilientes frente a desafios urbanos contemporâneos, especialmente no que tange à gestão de riscos.

O problema central abordado na pesquisa é a adequação do Plano Diretor Participativo do município às diretrizes da PNPDEC, focando na gestão de risco e desastres. O objetivo geral do trabalho é realizar uma análise detalhada dessa adequação e, a partir dos resultados obtidos, sugerir melhorias que possam ser incorporadas no processo de revisão do plano. Essa análise é essencial para garantir que as políticas urbanas estejam alinhadas com as melhores práticas de gestão de risco, promovendo um ambiente urbano mais seguro e sustentável.

A metodologia adotada na pesquisa foi estruturada em três etapas. Primeiramente, foi realizada uma análise do Plano Diretor em relação à PNPDEC. Em seguida, foram analisados mapas que demarcam as Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), macrozonas, aglomerados subnormais e setores de risco. Por fim, foram utilizadas ferramentas como a Quick Risk Estimation Tool e o Scorecard para avaliar a situação atual do município em termos de gestão de riscos. Essa abordagem metodológica permitiu uma compreensão abrangente das vulnerabilidades e perigos presentes na infraestrutura urbana de Franco da Rocha.

As principais contribuições deste trabalho incluem a identificação de inadequações no Plano Diretor em relação às diretrizes da PNPDEC, a classificação de perigos e vulnerabilidades na infraestrutura municipal e a pontuação baixa no Scorecard, que indica uma gestão de multirriscos insuficiente. Além disso, foram propostas diretrizes gerais de gestão de risco e desastre para a revisão do Plano Diretor Municipal, bem como indicadores de resiliência voltados para o setor da habitação. Essas entregas são fundamentais para que gestores públicos, acadêmicos e profissionais da área de planejamento urbano possam implementar políticas públicas mais eficazes.

A aplicabilidade prática das diretrizes e indicadores propostos é significativa, pois podem ser utilizados na revisão do Plano Diretor e na implementação de políticas públicas que priorizem a resiliência urbana. A gestão de risco e desastre deve considerar as mudanças climáticas e promover um ordenamento urbano que favoreça soluções adaptativas, especialmente em territórios vulneráveis.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os resultados e as implicações deste trabalho. A pesquisa não apenas contribui para o conhecimento acadêmico, mas também para a prática profissional, reforçando a importância de um planejamento urbano que considere a resiliência como um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável das cidades.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)