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Plano Estratégico de Gestão de Riscos para a Melhoria da Resiliência em Comunidades Urbanas Vulneráveis a Desastres Ambientais

Autoria: Vinicius Renato Resende Lima
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Resiliência Capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de maneira eficiente. Conceito central no referencial teórico e no objetivo do projeto para fortalecer comunidades frente a desastres. Fortalecimento das capacidades adaptativas das populações para mitigar riscos e garantir recuperação eficiente pós-evento.
Desastre Tecnológico Eventos adversos causados por falhas técnicas, humanas ou operacionais em sistemas industriais ou de infraestrutura, como o rompimento de barragens. Foco principal do plano estratégico, exemplificado pelos casos de Mariana e Brumadinho. Necessidade de protocolos específicos de evacuação, alertas precoces e gestão de abrigos temporários.
PNSB Legislação que estabelece diretrizes para a segurança de barragens, critérios de classificação de risco e planos de emergência (Lei nº 12.334/2010). Base normativa que orienta a fiscalização e a gestão de riscos de barragens no Brasil. Obrigatoriedade de inspeções periódicas e elaboração de planos de segurança pelas empresas responsáveis sob supervisão estatal.
PAEBM Documento que estabelece as ações a serem adotadas pelo empreendedor em casos de situação de emergência da barragem de mineração. Citado como instrumento que apresentou ineficácia em Brumadinho, necessitando de reformulação e treinamento comunitário. Instrumento crítico para fornecer alertas tempestivos e coordenar a evacuação das populações em áreas de risco.
PNPDEC Política que estabelece diretrizes para o mapeamento de áreas de risco, protocolos de emergência e capacitação populacional (Lei nº 12.608/2012). Instrumento essencial para a articulação interinstitucional em resposta a desastres no território nacional. Base para o planejamento de defesa civil e integração entre prevenção, mitigação, preparação e resposta.
Marco de Sendai (2015-2030) Instrumento global adotado pela ONU com quatro prioridades para a redução do risco de desastres e perdas humanas e econômicas. Utilizado para alinhar as ações propostas no projeto às diretrizes internacionais de resiliência. Orienta a compreensão do risco, fortalecimento da governança e investimento em infraestrutura resiliente.
Acidente Comprometimento da integridade estrutural com liberação incontrolável do conteúdo do reservatório por colapso parcial ou total. Diferenciação técnica necessária para a análise de dados estatísticos do Relatório de Segurança de Barragens (RSB). Evento crítico que exige resposta imediata de defesa civil para preservação da vida e dignidade humana.
Incidente Ocorrência que afeta o comportamento da barragem que, se não controlada, pode causar um acidente. Diferenciação técnica no referencial teórico para fins de monitoramento, monitoração e prevenção. Sinal de alerta para intervenção técnica e fiscalização rigorosa visando impedir a evolução para um desastre.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Vinicius Renato Resende Lima, orientado por Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de grande relevância no contexto atual: a gestão de riscos em comunidades urbanas vulneráveis a desastres tecnológicos. A crescente urbanização e a complexidade das interações sociais e ambientais tornam essas comunidades particularmente suscetíveis a eventos adversos, o que demanda uma abordagem estratégica e integrada para a mitigação de riscos.

O problema central identificado na pesquisa é a dificuldade de implementação de ações preventivas e educativas nessas comunidades, o que representa um desafio significativo para a gestão de desastres tecnológicos. O objetivo geral do trabalho é desenvolver um plano estratégico de gestão de riscos que priorize a proteção dessas populações, com foco na organização e operação eficaz de abrigos temporários em situações de emergência.

A metodologia adotada pelo autor é abrangente e envolve a coleta e análise de dados geoespaciais e socioeconômicos, além da avaliação da segurança das barragens nas áreas de interesse. O desenvolvimento de protocolos operacionais e a implementação de tecnologias de monitoramento são fundamentais para a eficácia do plano. Ademais, a capacitação comunitária é um aspecto central, visando promover a conscientização e a preparação da população para situações de risco.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a elaboração de um protocolo de atuação para o funcionamento de abrigos temporários, diretrizes para a articulação entre diferentes órgãos da Defesa Civil e um sistema de avaliação contínua do plano estratégico. Esses elementos são essenciais para garantir uma resposta ágil e coordenada em situações de emergência, contribuindo para a redução do tempo médio de resposta em pelo menos 30% e aumentando a participação da população em atividades educativas e simulados de evacuação.

A aplicabilidade prática do plano desenvolvido é significativa, pois visa fortalecer a capacidade de resiliência das comunidades urbanas vulneráveis. Com isso, busca-se assegurar uma resposta humanizada e eficiente em situações de emergência, minimizando as perdas humanas e materiais e promovendo a segurança e o bem-estar da população.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre o trabalho e suas implicações práticas. A pesquisa de Vinicius Renato Resende Lima é um importante passo em direção à construção de comunidades mais resilientes e preparadas para enfrentar os desafios impostos por desastres tecnológicos.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)