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O Papel da Defesa Civil na Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais no Pará: Implicações para a Segurança Alimentar e a Economia Local”.

Autoria: Suellen Cecilia Costa De Sousa
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Incêndio Florestal Propagação do fogo em áreas florestais, que normalmente ocorre em períodos de estiagem, relacionada com a redução da umidade ambiental. Contextualizado como um desastre antropogênico no Pará, frequente entre maio e setembro, que ameaça a biodiversidade e a economia local. Exige monitoramento constante de focos de calor, mobilização de brigadas e coordenação interagências para evitar danos à segurança alimentar.
Queimada Procedimento utilizado por agricultores no preparo da terra para o plantio (queimada de mato). Citada como técnica de manejo agrícola inadequada (ex: coivara) que, se descontrolada, torna-se um dos principais precursores de incêndios florestais. Necessidade de desencorajamento do uso do fogo para limpeza de solo e promoção de alternativas de baixo carbono na agricultura.
Prevenção Ações de planejamento, ordenamento territorial e investimento destinadas a reduzir a vulnerabilidade e evitar a ocorrência de desastres. Eixo central da PNPDEC aplicado no trabalho para mitigar os fatores que provocam incêndios antes de sua ocorrência. Implementação de educação ambiental, fiscalização rigorosa e identificação de áreas prioritárias via zoneamento.
Mitigação Conjunto de medidas que visam reduzir os impactos e danos causados por fenômenos adversos. Referida como ação para reduzir riscos e otimizar a atuação da Defesa Civil contra impactos socioeconômicos dos incêndios no Pará. Adoção de tecnologias de monitoramento e integração de políticas de proteção ambiental para minimizar perdas agrícolas.
Resposta a desastres Ações imediatas com o objetivo de socorrer a população atingida e restabelecer as condições de segurança. Ações executadas pelo Comitê Integrado de Resposta à Estiagem e Incêndios Florestais no Pará e pelo plano PAEINF-2024. Operações de busca e salvamento, combate direto ao fogo pelas brigadas e assistência humanitária às comunidades atingidas.
Recuperação Conjunto de ações de caráter definitivo após o desastre para restaurar ecossistemas e condições de vida, evitando a reprodução de vulnerabilidades. Etapa final do ciclo de proteção civil voltada para restabelecer a normalidade social e recuperar áreas degradadas pelo fogo. Restauração da fertilidade do solo, reconstrução de infraestrutura e reestabelecimento de atividades econômicas locais.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, elaborado por Suellen Cecilia Costa de Sousa sob a orientação da professora Ana Maria Stephan, aborda um tema de relevância crescente no contexto socioeconômico do Pará: a atuação da Defesa Civil na prevenção e combate aos incêndios florestais. Este fenômeno, que tem se intensificado nos últimos anos, não apenas compromete a biodiversidade local, mas também impacta diretamente a segurança alimentar e a economia das comunidades que dependem da agropecuária.

O problema central da pesquisa é a otimização das ações da Defesa Civil para mitigar os impactos dos incêndios florestais, considerando suas repercussões na segurança alimentar e na economia local. O objetivo geral é analisar como a atuação dessa instituição pode ser aprimorada para enfrentar os desafios impostos por esses incêndios, que são frequentemente causados por desmatamento, queimadas e atividades ilegais. Em 2024, foram registrados 56.070 focos de calor no Pará, com setembro apresentando o maior número de ocorrências, evidenciando a urgência de estratégias eficazes de prevenção e combate.

A metodologia adotada na pesquisa é de natureza teórica, metodológica e aplicada, utilizando uma abordagem bibliográfica e documental. Além disso, foi aplicado um questionário a representantes de órgãos estaduais, permitindo uma análise tanto quantitativa quanto qualitativa dos dados coletados. Essa combinação de métodos possibilitou uma compreensão abrangente da situação atual e das práticas existentes, bem como das lacunas que precisam ser preenchidas para uma atuação mais eficaz da Defesa Civil.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a identificação de que as ações propostas pelo Governo em 2024 tiveram um impacto positivo na redução dos focos de incêndio, o que reforça a importância de políticas públicas bem estruturadas e a colaboração entre diferentes setores. A pesquisa também ressalta que os incêndios florestais ameaçam a produção agrícola, elevando os custos e pressionando os preços dos alimentos, o que pode comprometer a segurança alimentar das populações locais.

A aplicabilidade prática deste estudo é significativa, uma vez que propõe estratégias de mitigação e controle que podem ser implementadas para resolver ou minimizar o problema dos incêndios florestais. As recomendações incluem o fortalecimento da interação entre governo e sociedade, assegurando mais eficiência nas respostas e planos de ação, além da promoção de educação ambiental para conscientizar a população sobre a importância da preservação dos recursos naturais.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, disponibilizamos um vídeo e um podcast explicativos que abordam os principais pontos da pesquisa e suas implicações. Acreditamos que a disseminação desse conhecimento é fundamental para a construção de um futuro mais sustentável e seguro para as comunidades do Pará.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)