Fechar menu lateral

Gestão de Riscos e Vulnerabilidades em Muriaé – MG: Um Diagnóstico Estratégico

Autoria: Rodrigo Fernandes Pereira
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Gestão de Riscos Processo de identificação, análise e mitigação de perigos para minimizar impactos de eventos adversos. Foco central do diagnóstico estratégico para Muriaé, visando fortalecer a proteção civil municipal. Permite a alocação eficiente de recursos públicos em ações preventivas e otimização da resposta a emergências.
Geoprocessamento Conjunto de tecnologias de coleta, processamento e análise de dados espaciais. Ferramenta utilizada para mapear áreas de risco e identificar zonas de vulnerabilidade no município. Base tecnológica para a criação de mapas temáticos que orientam a fiscalização e o planejamento urbano.
SIG (Sistemas de Informação Geográfica) Sistemas que permitem o armazenamento e manipulação de dados georreferenciados. Uso de softwares como QGIS e ArcGIS para o processamento de dados do IBGE, INPE e levantamentos locais. Visualização clara dos desafios espaciais, auxiliando na tomada de decisão rápida e coordenada da Defesa Civil.
Resiliência Capacidade de uma comunidade ou sistema de resistir, absorver e recuperar-se de desastres. Objetivo final do diagnóstico, visando preparar Muriaé para enfrentar enchentes e deslizamentos. Fortalecimento das comunidades locais e redução da dependência exclusiva de auxílio externo após eventos críticos.
Vulnerabilidade Condição de suscetibilidade a danos devido a fatores físicos, sociais ou infraestruturais. Identificada em áreas com ocupação desordenada, encostas íngremes e infraestrutura de drenagem precária. Direciona intervenções prioritárias, como melhoria da drenagem urbana e remoção de famílias de áreas de perigo.
Monitoramento em Tempo Real Coleta e análise contínua de dados para detecção imediata de ameaças. Inspirado no modelo de Tóquio, sugerido para ser implementado no contexto do município de Muriaé-MG. Viabiliza sistemas de alerta precoce que podem salvar vidas ao evacuar áreas antes do impacto do desastre.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, desenvolvido por Rodrigo Fernandes Pereira sob a orientação de Ana Maria Stephan, aborda um tema de relevância crescente no contexto atual: a gestão de riscos e vulnerabilidades em áreas urbanas. Em um cenário onde a urbanização acelerada e as mudanças climáticas intensificam a exposição a riscos ambientais, a necessidade de um diagnóstico preciso e atualizado se torna fundamental para a segurança das comunidades. O município de Muriaé, em Minas Gerais, serve como objeto de estudo, destacando a importância de uma abordagem estratégica e preventiva na gestão de desastres.

O problema central identificado na pesquisa é a ausência de informações geoespaciais atualizadas e de qualidade, que compromete a análise precisa das áreas mais suscetíveis a eventos adversos. Com isso, o objetivo geral do trabalho é desenvolver um diagnóstico das áreas de potenciais desastres no município, utilizando ferramentas de geoprocessamento para mapear os riscos e apoiar a gestão da Defesa Civil local. Essa iniciativa visa não apenas identificar as áreas de risco, mas também contribuir para a formulação de estratégias que promovam a resiliência da comunidade.

A metodologia adotada na pesquisa envolveu o uso de geotecnologias, incluindo Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e sensoriamento remoto. Dados de fontes oficiais foram analisados com o auxílio dos softwares QGIS e ArcGIS, permitindo um mapeamento detalhado das áreas de risco. Essa abordagem técnica possibilitou a identificação de zonas de alto risco de enchentes ao longo do rio Muriaé e em encostas íngremes, além de revelar vulnerabilidades como infraestrutura inadequada e a falta de cobertura vegetal em áreas críticas.

As principais contribuições do trabalho incluem o mapeamento das áreas de risco, um diagnóstico das vulnerabilidades existentes e a proposta de capacitação e ferramentas para a Defesa Civil. Os resultados obtidos destacam a necessidade de investimentos e engajamento municipal, bem como a participação ativa da comunidade para a efetividade das ações de prevenção e mitigação de desastres. A pesquisa enfatiza que a resiliência das comunidades depende não apenas de diagnósticos, mas também de um esforço conjunto entre gestores públicos e cidadãos.

A aplicabilidade prática deste diagnóstico é significativa, pois pode servir como base para a formulação de estratégias de prevenção e mitigação de desastres, promovendo maior resiliência da comunidade de Muriaé. Gestores públicos, membros da Defesa Civil e comunidades locais podem se beneficiar das informações geradas, contribuindo para um planejamento mais eficaz e seguro.

Para aqueles que desejam aprofundar-se nos detalhes deste trabalho, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais abrangente sobre a pesquisa e suas implicações.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)