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Eficácia das estratégias do Corpo de Bombeiros do Acre no enfrentamento das enchentes: desafios e propostas de melhoria

Autoria: Raquel Benevenuto da Silva Lima
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Desastre Resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais e ambientais, além de prejuízos econômicos e sociais. Citado como o foco principal do enfrentamento pelo CBMAC, especialmente no contexto de enchentes no Acre. Base para a Política Nacional de Defesa Civil planejar ações de socorro, assistência e reconstrução.
Defesa Civil Conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas, destinadas a evitar ou minimizar os desastres e preservar a moral da população. Órgão que atua de forma coordenada com o Corpo de Bombeiros na gestão de crises hidrológicas. Essencial para o restabelecimento da normalidade social e gestão de riscos em múltiplos níveis.
Sistema de Comando de Incidentes (SCI) Ferramenta de gerenciamento que estabelece funções e instalações (Posto de Comando, Área de Espera) para o emprego de tropas. Utilizado no plano operacional do CBMAC para organizar a logística e as atribuições das equipes em operações de inundação. Otimiza a coordenação entre diferentes agências e melhora a eficiência operacional no tempo de resposta.
Planos de Contingência Documentos que orientam ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação para desastres específicos. O trabalho analisa a eficácia dos planos da Defesa Civil e propõe melhorias baseadas em diagnósticos populacionais. Instrumento fundamental para a preparação institucional e redução de danos materiais e humanos.
Vulnerabilidade Aspectos intrínsecos, características e condições próprias de uma comunidade ou ecossistema que a tornam suscetível aos efeitos danosos de uma ameaça. Discutido em relação às famílias de baixa renda que residem próximas aos rios no Acre por necessidade de subsistência. Identificação de áreas de alto risco para priorização de políticas de realocação e assistência social.
Resiliência Capacidade de uma comunidade ou sistema de resistir, absorver e recuperar-se dos impactos de um desastre. Apresentado como um objetivo das políticas públicas e foco de programas de reconstrução pós-enchente. Fortalecimento das comunidades vulneráveis e redução da dependência de intervenções externas recorrentes.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Raquel Benevenuto da Silva Lima, orientado por Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de relevância significativa para a segurança pública e a gestão de riscos no estado do Acre. As enchentes, fenômenos recorrentes na região, impõem desafios complexos ao Corpo de Bombeiros, que deve atuar de forma rápida e coordenada para minimizar os impactos sobre a população. Este estudo se insere no contexto de busca por soluções eficazes e sustentáveis para a gestão de emergências, refletindo a preocupação institucional com a melhoria contínua das práticas operacionais.

O problema central da pesquisa reside na análise da eficácia das estratégias operacionais do Corpo de Bombeiros do Acre no enfrentamento das enchentes. A autora busca identificar falhas nas abordagens atuais e propor melhorias que possam ser implementadas para otimizar a resposta da corporação em situações de crise. O objetivo geral é, portanto, contribuir para a construção de um modelo de atuação mais eficiente, que considere as especificidades locais e as necessidades da comunidade.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada foi de natureza aplicada, com uma abordagem qualitativa e quantitativa. O estudo utilizou um método descritivo-exploratório, que envolveu a coleta de dados secundários e a realização de entrevistas semiestruturadas com profissionais da área e membros da comunidade. Essa combinação de métodos permitiu uma análise abrangente das práticas atuais e das percepções sobre a atuação do Corpo de Bombeiros, além de possibilitar a identificação de lacunas e oportunidades de melhoria.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a necessidade de maior articulação entre os órgãos envolvidos na gestão de emergências, a capacitação comunitária e a implementação de tecnologias de alerta precoce. A pesquisa evidencia que a resistência de algumas comunidades em deixar suas residências durante situações de risco exige uma abordagem mais estratégica e sensível às realidades locais. Além disso, os resultados apontam para a urgência de respostas integradas e o uso de tecnologias preditivas, que podem aprimorar a eficácia das intervenções do Corpo de Bombeiros.

A aplicabilidade prática deste estudo é evidente, uma vez que as propostas apresentadas visam contribuir diretamente para o aprimoramento das práticas e metodologias aplicadas pela corporação. As recomendações podem servir como base para a formulação de políticas públicas mais eficazes, com foco na prevenção, resiliência comunitária e melhoria da gestão de riscos.

Para complementar a compreensão sobre o tema abordado, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os achados e as propostas do trabalho. Acesse esses materiais para se aprofundar nas discussões e reflexões que emergem deste importante estudo.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)