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Estratégias Integradas para a Fiscalização e Prevenção de Ocupações Irregulares em Áreas de Risco: Propostas para uma Gestão Eficiente em Lagoa Santa

Autoria: Rafael Lemes Garcia
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Áreas de risco Locais sujeitos a desastres socioambientais, como enchentes e deslizamentos, onde a ocupação humana potencializa danos. O foco principal do trabalho é a fiscalização e prevenção de ocupações irregulares especificamente nestas áreas em Lagoa Santa. Exige mapeamento por geoprocessamento e legislação específica para restringir construções e evitar perdas humanas.
Ocupação irregular Assentamentos em áreas não aptas à urbanização, frequentemente sem infraestrutura e em condições de alta vulnerabilidade. Contextualizada como resultado do crescimento desordenado e falta de alternativas habitacionais acessíveis. Demanda fiscalização integrada entre Defesa Civil e Planejamento Urbano para coibir o adensamento populacional em locais perigosos.
Resiliência Capacidade de um sistema ou comunidade de resistir, absorver e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma eficiente. Citada como um imperativo urgente para as cidades frente às mudanças climáticas e objetivo final da gestão pública. Implementação de políticas de governança participativa e desenvolvimento sustentável para reduzir a vulnerabilidade.
Desabrigados Pessoas obrigadas a abandonar sua habitação e que necessitam de abrigo provido pelo poder público. Mencionados nos dados históricos de inundações em Lagoa Santa (ex: 15 desabrigados em 2021). Gera custos imediatos com abrigamento e necessidade de auxílios como o Aluguel Social.
Desalojados Pessoas obrigadas a abandonar sua habitação, mas que não necessariamente carecem de abrigo provido pelo Estado. Citados nos registros de impactos de chuvas intensas (ex: 70 desalojados em 2021). Monitoramento da população afetada para garantir o retorno seguro ou realocação definitiva.
Lei Federal nº 12.608/2012 Lei que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Base legal utilizada para fundamentar as definições de desastres e a importância da prevenção. Obriga a integração de ações preventivas e a proteção de populações vulneráveis.
Lei Municipal nº 2.863/2008 Código de Obras do Município de Lagoa Santa. Identificada como possuindo lacunas por não tratar diretamente de áreas de risco. Proposta de revisão para incluir restrições construtivas rigorosas em áreas vulneráveis.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Rafael Lemes Garcia, orientado por Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de grande relevância para a gestão urbana e a segurança da população: a ocupação irregular em áreas de risco na cidade de Lagoa Santa. Este fenômeno tem gerado preocupações significativas, especialmente em relação à segurança e ao bem-estar dos cidadãos, uma vez que a falta de regulamentação e fiscalização adequadas contribui para a vulnerabilidade das comunidades afetadas.

O problema central da pesquisa reside na necessidade de aprimorar o processo de fiscalização das ocupações em áreas de alto risco, superando a abordagem punitiva tradicional. O objetivo geral é propor uma gestão integrada e preventiva, que articule a fiscalização com outras políticas públicas, visando não apenas a contenção das ocupações irregulares, mas também a educação e conscientização da população sobre os riscos envolvidos.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada combina um levantamento de legislações pertinentes, a coleta de dados estatísticos da Defesa Civil e uma análise qualitativa de estudos acadêmicos sobre planejamento urbano e políticas públicas. Essa abordagem permite uma compreensão abrangente do contexto atual e das lacunas existentes na legislação municipal, que dificultam a fiscalização e a gestão eficaz das áreas de risco.

As principais contribuições do trabalho incluem a proposta de uma nova legislação municipal específica para ocupações em áreas de risco, além de campanhas educativas voltadas para a conscientização da população. Também são apresentadas estratégias para sensibilizar os cidadãos sobre os perigos da ocupação em áreas vulneráveis, promovendo uma cultura de prevenção e responsabilidade coletiva.

A aplicabilidade prática das propostas desenvolvidas no trabalho é significativa, pois visa contribuir para a estruturação de políticas públicas que promovam a segurança da população e o desenvolvimento sustentável da cidade. As recomendações apresentadas podem ser utilizadas por gestores públicos, profissionais da fiscalização e Defesa Civil, além de serem de interesse para a população em geral, que deve estar ciente dos riscos e das responsabilidades associadas à ocupação do solo urbano.

Por fim, destacamos que o trabalho de Rafael Lemes Garcia está disponível em formatos acessíveis, com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as propostas e os resultados da pesquisa. Essa iniciativa visa ampliar o alcance das informações e fomentar o debate sobre a importância da fiscalização e prevenção de ocupações irregulares em áreas de risco.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)