Fechar menu lateral

“Educação Ambiental e a Implementação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde: Desafios e Soluções em Instituições de Saúde”

Autoria: Michelene Fonseca Kida
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde) Documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, observadas suas características e riscos. Citado como o plano essencial que muitas instituições de saúde ainda não possuem de forma efetiva, comprometendo a saúde pública e o meio ambiente. Sua ausência compromete a segurança sanitária; a implementação eficaz reduz riscos de contaminação e surtos infecciosos.
Manejo de Resíduos Conjunto de etapas que incluem segregação, acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos. Contextualizado em todas as etapas do fluxo hospitalar, desde a origem até o transporte externo por empresas terceirizadas. O manejo adequado mitiga o risco de acidentes ambientais e protege a saúde de pacientes, trabalhadores e da comunidade.
Segregação Prática de separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo com suas características físico-químicas e biológicas. Identificada como falha crítica quando há mistura de lixo comum com infectante; sua melhoria foi de +48,31% após o projeto educativo. Permite a redução do volume de resíduos perigosos e garante que cada classe receba o tratamento e destinação final adequados.
Resíduos Infectantes Resíduos que contêm agentes biológicos que podem apresentar risco de infecção, como materiais biológicos e seringas. Descritos como parte dos 15% de resíduos perigosos que podem transmitir doenças como hepatite B e C ou HIV se descartados incorretamente. Exigem tratamento diferenciado (como incineração ou autoclave) para eliminar patógenos antes da disposição final.
Educação Ambiental (EA) Processos que visam sensibilizar a sociedade e elevar a percepção sobre responsabilidade na construção de melhores condições de vida. Apresentada como ferramenta de conscientização e pilar central do projeto de intervenção para melhorar o manejo de resíduos. Fundamental para a mudança de comportamento dos profissionais de saúde, garantindo a sustentabilidade das práticas de gestão de riscos.
Acondicionamento Ato de embalar os resíduos segregados em recipientes ou sacos que garantam a estanqueidade e a resistência. Identificado como ponto crítico devido ao uso de sacos de qualidade inferior que se rasgam e lixeiras inadequadas. O uso de recipientes corretos (com tampa e pedal) reduz em 49% os incidentes de contaminação e exposição ocupacional.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O gerenciamento de resíduos hospitalares é um desafio premente nas instituições de saúde, especialmente em um contexto onde a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental se tornam cada vez mais relevantes. A crescente preocupação com os impactos ambientais gerados por resíduos de serviços de saúde demanda a adoção de práticas eficazes que garantam não apenas a saúde pública, mas também a preservação do meio ambiente. Nesse cenário, a pesquisa de Michelene Fonseca Kida, orientada por Ana Maria Stephan, busca explorar como a implementação de práticas de Educação Ambiental pode melhorar o gerenciamento de resíduos hospitalares em instituições que ainda não possuem um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (PGRSS) efetivo.

O problema central abordado no trabalho é: como a inserção de práticas de Educação Ambiental pode impactar positivamente o gerenciamento de resíduos hospitalares? O objetivo geral da pesquisa é verificar essa relação, buscando identificar maneiras de integrar a educação ambiental nas rotinas de trabalho dos profissionais de saúde. Para isso, a metodologia adotada incluiu a coleta de dados qualitativos e quantitativos, através de entrevistas e questionários aplicados aos colaboradores das instituições envolvidas, além da análise de legislações pertinentes ao tema.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a elaboração de um Projeto de Educação Ambiental (PEA), a realização de palestras e atividades práticas para sensibilização dos profissionais de saúde e a criação de um modelo de análise de PGRSS para a Secretaria da Saúde municipal. Esses resultados visam não apenas identificar falhas no gerenciamento atual, mas também propor soluções concretas para a implementação de um PGRSS eficaz. A avaliação da eficácia das práticas educativas na mudança de atitudes em relação ao gerenciamento de resíduos hospitalares é um dos pontos-chave da pesquisa, evidenciando a importância da formação contínua e da conscientização dos profissionais.

A aplicabilidade prática deste trabalho é significativa, pois busca promover a melhoria das práticas de gestão de resíduos hospitalares e fomentar uma cultura de sustentabilidade nas instituições de saúde. A integração da Educação Ambiental nas práticas de saúde é considerada urgente, uma vez que contribui para a minimização dos impactos ambientais e para a formação de profissionais mais conscientes e responsáveis.

Para aqueles que desejam aprofundar-se nos resultados e nas discussões apresentadas, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre o trabalho e suas implicações no contexto da saúde pública e da sustentabilidade.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)