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Integração e Resiliência: A Coordenação das Ações de Resposta aos Desastres na região sul do Estado do RS – maio de 2024

Autoria: Marcio Andre Facin
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Integração Interinstitucional Articulação e atuação coordenada entre diferentes órgãos públicos, forças de segurança, universidades e sociedade civil para mitigação de impactos. Fator decisivo para a coordenação eficiente das ações de resposta às enchentes de maio de 2024 na região da CREPDEC-4. Permite a racionalização de recursos, alinhamento de fluxos de informação e decisões logísticas mais ágeis e fundamentadas.
Sistema de Comando de Operações (SCO) Estrutura organizacional que promove o comando unificado e facilita a mobilização de recursos entre instituições distintas. Citado como a lógica operacional que ancorou a estratégia da CREPDEC-4 para garantir agilidade e convergência institucional durante a crise. Garante interoperabilidade entre os órgãos, facilita a comunicação em tempo real e a gestão eficiente de pessoal e materiais.
Governança de Risco Modelos de gestão que envolvem estruturas decisórias compartilhadas e coordenação política/técnica para lidar com incertezas. Referenciado ao analisar o sucesso da CREPDEC-4 em não registrar óbitos, evidenciando um modelo exitoso de gestão regional. Institucionalização de comitês de crise permanentes e preventivos com participação de múltiplos setores (ciência-governo).
Gestão de Desastres Processo contínuo que envolve o planejamento e a organização dos ciclos de prevenção, preparação, resposta e recuperação. Eixo central do projeto que analisa as lições aprendidas e propõe melhorias nos protocolos operacionais após as cheias no RS. Necessidade de planejamento prévio para alinhar competências e garantir a continuidade entre as fases do desastre.
Resiliência Capacidade de um sistema ou comunidade de resistir, absorver e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma tempestiva. Apresentado como um objetivo a ser reforçado nas instituições e territórios através de práticas de gestão integrada e prevenção. Fortalecimento das capacidades locais e redução da vulnerabilidade frente a eventos climáticos extremos.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Marcio Andre Facin, orientado por Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de relevância crescente no contexto atual: a integração interinstitucional na gestão de desastres. Com o aumento da frequência e intensidade de eventos adversos, a eficácia das respostas institucionais se torna um fator crucial para a proteção das comunidades. Este estudo foca nas enchentes que afetaram o sul do estado do Rio Grande do Sul em maio de 2024, analisando como a colaboração entre diferentes órgãos públicos influenciou a resposta a essa situação crítica.

O problema central da pesquisa questiona: de que forma a integração interinstitucional influenciou a eficácia das ações de resposta às enchentes de maio de 2024? O objetivo geral é analisar essa eficácia, utilizando uma abordagem que se fundamenta em fontes oficiais, acadêmicas e jornalísticas. A relevância do tema se destaca não apenas pela urgência das situações de emergência, mas também pela necessidade de um entendimento mais profundo sobre como as instituições podem trabalhar juntas para minimizar os impactos de desastres.

A metodologia adotada consiste na análise documental de uma variedade de fontes, incluindo documentos da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, relatórios técnicos e matérias jornalísticas. Essa abordagem permite uma visão abrangente e fundamentada sobre as ações realizadas e a eficácia da integração entre os órgãos envolvidos. A pesquisa revela um elevado grau de articulação entre as instituições, evidenciado pela criação antecipada do Comitê de Gestão de Crise da Região Sul, estabelecido em setembro de 2023. Este planejamento prévio foi fundamental para que, durante as enchentes, não houvesse registro de óbitos nos 22 municípios abrangidos pela CREPDEC-4.

As principais contribuições do trabalho incluem a identificação de práticas que podem ser replicadas em outras regiões e contextos, além de propostas de recomendações práticas para aprimorar os protocolos operacionais. O estudo reforça a importância de uma cultura de prevenção e resiliência institucional nas ações de proteção e defesa civil, destacando que a integração interinstitucional, quando bem estruturada, pode aumentar significativamente a eficácia das respostas a desastres.

A aplicabilidade prática das conclusões deste trabalho é evidente, pois as recomendações apresentadas visam não apenas a melhoria dos protocolos existentes, mas também a promoção de uma cultura de resiliência nas instituições envolvidas. A experiência da CREPDEC-4 durante o evento de 2024 pode servir como um modelo para outras regiões, oferecendo subsídios concretos para o aprimoramento das práticas de gestão de desastres.

Para complementar a compreensão sobre o tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as descobertas e recomendações do trabalho. Acesse e conheça mais sobre a importância da integração interinstitucional na gestão de desastres.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)