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Psicologia Dialógica na Gestão de Desastres: Reflexões Epistêmicas e Estratégias para uma Atuação Humanizada na Defesa Civil.

Autoria: Francisco Neylon de Souza Rodrigues
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Psicologia Dialógica Abordagem que valoriza o diálogo genuíno, a escuta ativa e o respeito às múltiplas vozes para a construção colaborativa do conhecimento. Apresentada como um caminho para intervenções humanizadas na Defesa Civil, contrapondo-se a práticas miméticas e protocolos padronizados. Contribui para ampliar a participação comunitária, fortalecer redes sociais e promover autonomia e empoderamento das vítimas em situações de crise.
Marco de Sendai (2015) Documento da ONU que orienta diretrizes globais para a redução de riscos de desastres, focando em prevenção e resiliência. Citado como base para as diretrizes norteadoras das ações da Defesa Civil em âmbito municipal, estadual e federal. Propõe a mudança do foco da resposta emergencial para a gestão de riscos, exigindo políticas integradas e participação multissetorial.
Pensamento Complexo Abordagem sistêmica e transdisciplinar que compreende fenômenos através de suas interconexões, incertezas e contradições. Utilizado para fundamentar a compreensão de que desastres são resultantes de dinâmicas multifacetadas (naturais, humanas e organizacionais). Prepara gestores para lidar com a incerteza e para atuar de forma interdisciplinar, superando análises fragmentadas dos riscos.
Resiliência Capacidade de um sistema, comunidade ou indivíduo de se adaptar, resistir ou recuperar-se de impactos de forma efetiva. Referida como a capacidade do sujeito de gerar ressignificações para garantir sua existência após eventos traumáticos. Fundamental para a redução da vulnerabilidade e para garantir que comunidades se reergam de forma autônoma após desastres.
Escuta Qualificada Ferramenta que envolve atenção profunda, empatia e acolhimento das necessidades emocionais sem julgamentos prévios. Apresentada como ferramenta central da Psicologia Dialógica para identificar zonas de sentido e necessidades reais além do suporte imediato. Permite que a gestão pública inicie ações baseadas nas demandas reais da comunidade, humanizando o atendimento técnico e psicossocial.
Subjetividade Sistema complexo de sentidos e configurações psíquicas construído historicamente pelo indivíduo em seu contexto social. Utilizada para criticar modelos biomédicos que ignoram a singularidade do sofrimento humano e a produção de sentidos em situações de crise. Orienta a criação de intervenções personalizadas que considerem aspectos culturais e históricos, evitando a patologização de reações normais a desastres.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Francisco Neylon de Souza Rodrigues, orientado por Ana Maria Stephan, aborda a relevância da Psicologia Dialógica na gestão de situações de emergência, um tema de crescente importância no contexto da Defesa Civil. A pesquisa se insere no campo da Pós-graduação Lato Sensu em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Instituição Juiz de Fora, e busca refletir sobre a formação do psicólogo e sua capacidade de atuar em cenários complexos que envolvem desastres e emergências.

O problema central investigado é: "A formação do psicólogo acompanha as relações multirreferenciais para lidar com as circunstâncias de desastres e emergências as quais a Defesa Civil lida em seu cotidiano?" O objetivo geral do trabalho é investigar a atuação da psicologia dialógica em situações de emergência, propondo uma reflexão crítica sobre a dicotomia entre os contextos individuais e sociais e suas implicações para a gestão pública e prática profissional.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada incluiu uma revisão bibliográfica e análise crítica de manuais, legislações e referências técnicas do Conselho Federal de Psicologia, resultando na identificação de 12 estudos relevantes. A pesquisa se fundamentou na abordagem epistemológica qualitativa de Gonzalez Rey, que orientou a interpretação e construção de hipóteses sobre a atuação da psicologia em contextos de emergência.

As principais contribuições do trabalho destacam a importância da escuta dialógica como uma ferramenta que amplia a participação da comunidade, fortalece redes sociais e promove a resiliência coletiva. Além disso, a pesquisa enfatiza que a formação do psicólogo deve integrar teoria, prática e a complexidade social, preparando os profissionais para intervenções em emergências. As intervenções psicológicas em desastres devem considerar aspectos históricos, culturais e sociais, promovendo a autonomia e a construção de sentido para as vítimas.

A aplicabilidade prática das reflexões apresentadas é significativa, pois propõe a promoção de intervenções psicológicas que estejam alinhadas à complexidade dos desastres e às necessidades humanas, integrando a Psicologia à gestão pública. Essa abordagem não apenas beneficia os indivíduos afetados, mas também contribui para a formação de uma resposta mais humanizada e eficaz em situações críticas.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada das reflexões e propostas apresentadas. Essa iniciativa visa facilitar o acesso ao conhecimento e promover um diálogo mais amplo sobre a importância da Psicologia na gestão de desastres.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)