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Requisitos de desenvolvimento para sistema de coordenação e gestão da resposta em desastres

Autoria: João Rafael Mininel Gonçalves
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Sistema de Comando de Incidentes (SCI/ICS) Modelo de gerenciamento padronizado que permite a integração de instalações, equipamentos, pessoal e comunicações. Citado como base para a organização da resposta, fundamentado no modelo da FEMA/NIMS. Reduz duplicidades, otimiza a alocação de ativos e melhora a coordenação interinstitucional em grandes desastres.
INSARAG / ICMS Sistema de coordenação e gestão voltado para missões de busca e resgate urbano (USAR) sob protocolos internacionais. Mencionado como uma plataforma que utiliza formulários Survey123 para triagem de estruturas e gestão tática. Padroniza a coleta de dados em missões internacionais, reduzindo o tempo de coordenação logística em até 20%.
SARCOP Plataforma operacional comum de busca e salvamento baseada em um dicionário de dados unificado. Apresentado como um ecossistema geoespacial extensível que utiliza QuickCapture e Survey123. Assegura interoperabilidade e consistência semântica entre múltiplas agências governamentais e de resposta.
Sistemas de Informação Geográfica (SIG/GIS) Sistema baseado em computador que auxilia no desenvolvimento e uso de dados espaciais, integrando hardware, software e dados. Utilizados para fornecer consciência situacional, mapear áreas de risco e rastrear equipes via GNSS. Revelam padrões e correlações espaciais essenciais para planejar rotas de evacuação e identificar áreas susceptíveis a deslizamentos.
Interoperabilidade Capacidade de diferentes sistemas e organizações operarem em conjunto de forma eficaz. Identificada como requisito essencial para que novos sistemas se integrem a plataformas GIS e legados. Permite que órgãos como Bombeiros e Defesa Civil compartilhem o mesmo quadro operacional em tempo real.
Requisitos Funcionais Definem as ações que o sistema deve executar em resposta a eventos ou solicitações. Descritos como as especificações de tudo o que o sistema deverá fazer, como cadastramento de incidentes e envio de alertas. Permitem a rápida mobilização de recursos e visibilidade em tempo real de informações críticas para equipes de busca.
Requisitos Não-Funcionais Também chamados de atributos de qualidade, especificam critérios como desempenho, segurança, usabilidade e confiabilidade. Apresentados como propriedades ou restrições que o sistema deve atender para operar sob condições adversas. Garantem que a plataforma seja resiliente, segura para dados sensíveis e operável em locais com baixa conectividade.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Requisitos de Desenvolvimento para Sistema de Coordenação e Gestão da Resposta em Desastres", elaborado por João Rafael Mininel Gonçalves sob a orientação de Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de relevância crescente no contexto da gestão de emergências. A fragmentação de informações em soluções genéricas e isoladas tem se mostrado um obstáculo significativo para a construção de uma consciência situacional unificada nas operações de busca e resgate. Este cenário demanda a criação de sistemas que integrem dados e processos, facilitando a coordenação entre diferentes equipes e agências envolvidas na resposta a situações críticas.

O objetivo central deste trabalho é estabelecer, de forma clara e sistemática, os requisitos essenciais para o desenvolvimento de um sistema digital que gerencie e coordene taticamente as equipes de busca e salvamento. A proposta visa não apenas a melhoria da eficiência operacional, mas também a promoção de uma resposta mais ágil e eficaz em situações de emergência.

Para alcançar esse objetivo, a metodologia adotada foi analítico-descritiva. O estudo começou com uma extensa revisão bibliográfica sistemática, que permitiu identificar as melhores práticas e as lacunas existentes nos sistemas atuais. Em seguida, foi realizado um levantamento comparativo de plataformas operacionais já em uso, culminando na elaboração de um catálogo de requisitos técnicos e funcionais. Este catálogo é uma das principais entregas do trabalho e serve como um guia para o desenvolvimento de sistemas que atendam às necessidades específicas das operações de busca e resgate.

Entre os principais resultados obtidos, destacam-se a identificação de requisitos essenciais como a interoperabilidade entre sistemas, a rastreabilidade em tempo real de recursos, a emissão automática de alertas e o suporte à tomada de decisões. Esses elementos são cruciais para garantir que as equipes de resposta possam operar de maneira coordenada e eficiente, minimizando o tempo de resposta e maximizando a eficácia das ações realizadas.

A aplicabilidade prática do sistema proposto é evidente, especialmente para corpos de bombeiros e agências de defesa civil. A implementação de um sistema que atenda aos requisitos identificados pode otimizar a agilidade das operações de busca e resgate, assegurando a rápida mobilização de recursos e a visibilidade em tempo real de informações críticas. Isso não apenas melhora a eficiência das operações, mas também contribui para a segurança e proteção da população em situações de emergência.

Para complementar a compreensão do tema abordado, disponibilizamos um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre o trabalho e suas implicações práticas. Convidamos todos a conferir esses materiais, que enriquecem a discussão sobre a importância de um sistema integrado de coordenação e gestão na resposta a emergências.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)