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Desigualdades Sociais e Vulnerabilidade Ambiental em Touros/RN: Ações para Mitigação de Riscos e Promoção da Resiliência

Autoria: Everton Xavier Rodrigues
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Vulnerabilidade Socioambiental Sobreposição entre populações com baixa capacidade socioeconômica e territórios sujeitos a riscos ou degradação ambiental. Contextualiza a realidade dos Conjuntos Frei Damião e Cassacos, onde a pobreza se soma ao risco geofísico. Implementação de medidas de proteção civil que considerem tanto a fragilidade física do meio quanto a privação social.
Pobreza e Riscos Reformulação da pobreza enfatizando limitações na capacidade de acessar recursos e oportunidades, além da renda. Base teórica de Amartya Sen utilizada para explicar as desigualdades sociais que agravam os riscos em Touros/RN. Orientação para políticas públicas assistenciais mais direcionadas, focando na superação de riscos socioeconômicos.
Vulnerabilidade Ambiental Suscetibilidade de comunidades e regiões aos impactos adversos de eventos naturais ou provocados pelo homem. Fundamentado em Susan Cutter para analisar a exposição das comunidades de Touros aos alagamentos. Mapeamento de áreas suscetíveis para ações preventivas e mitigação de danos em assentamentos precários.
Capacidade de Resposta Habilidade de indivíduos ou comunidades de enfrentar riscos mobilizando recursos materiais, sociais e institucionais. Citado como fator que diferencia o grau de impacto do desastre entre grupos expostos aos mesmos riscos. Fortalecimento da Defesa Civil e promoção da resiliência comunitária através de mobilização social.
Resiliência Capacidade de uma comunidade ou sistema de resistir, absorver e recuperar-se dos efeitos de um desastre. Objetivo central do projeto de intervenção para as comunidades afetadas por alagamentos em Touros. Desenvolvimento de sistemas de alerta precoce e engajamento comunitário para reduzir danos futuros.
Exposição ao Risco Presença de pessoas em áreas sujeitas a ameaças naturais (inundações) ou sociais (falta de infraestrutura). Relacionado à ocupação irregular de áreas de cota baixa e lençol freático raso em Touros. Planejamento urbano para evitar novas ocupações em zonas alagadiças e gerenciar áreas já ocupadas.
Sistemas de Informação Geográfica (SIG/GIS) Ferramentas tecnológicas para análise espacial e quantitativa que permitem a elaboração de mapas de risco. Uso do software QGIS para mapear áreas de risco e integrar dados socioeconômicos. Otimização da gestão de riscos e auxílio na tomada de decisão estratégica pela gestão municipal.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Desigualdades Sociais e Vulnerabilidade Ambiental em Touros/RN: Ações para Mitigação de Riscos e Promoção da Resiliência", de autoria de Everton Xavier Rodrigues e orientado por Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de relevância crescente no contexto atual: a intersecção entre desigualdades sociais e vulnerabilidades ambientais. O município de Touros, no Rio Grande do Norte, enfrenta desafios significativos relacionados a alagamentos intensos, que impactam desproporcionalmente a população de baixa renda que reside em áreas de risco. Este cenário exige uma análise aprofundada e a proposição de estratégias que visem aumentar a resiliência das comunidades afetadas.

O problema central da pesquisa reside na identificação dos fatores que levam a população de baixa renda a viver em áreas vulneráveis, bem como na quantificação desse grupo populacional. O objetivo geral do trabalho é investigar o percentual dessa população e os motivos que os levam a habitar em regiões de risco, propondo, assim, ações que possam mitigar os impactos e promover a resiliência local.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada inclui a utilização de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para mapear as áreas de risco, além da coleta de dados qualitativos e quantitativos. A análise estatística foi empregada para identificar padrões de vulnerabilidade, permitindo uma compreensão mais clara das dinâmicas sociais e ambientais presentes no município.

As principais contribuições deste trabalho incluem a elaboração de mapas temáticos detalhados que evidenciam a correlação entre condições socioeconômicas e riscos ambientais. Além disso, foram desenvolvidas diretrizes concretas para a Defesa Civil, visando à eficácia nas respostas a emergências, e relatórios que apoiam a formulação de políticas públicas assistenciais mais direcionadas. Os resultados obtidos revelam a identificação de áreas de risco de alagamentos em Touros e a análise de padrões de vulnerabilidade entre diferentes grupos sociais, destacando fatores que aumentam essa vulnerabilidade.

A aplicabilidade prática das diretrizes e mapas elaborados é significativa, pois podem ser utilizados por gestores públicos, Defesa Civil e comunidades locais para melhorar a gestão de riscos e a formulação de políticas públicas em Touros/RN. O estudo não apenas contribui para o entendimento acadêmico das dinâmicas entre desigualdade e vulnerabilidade, mas também oferece ferramentas concretas para a ação no campo das políticas públicas.

Para aqueles que desejam aprofundar-se ainda mais no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos que detalham os principais aspectos da pesquisa e suas implicações.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)