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Engajamento da Comunidade na Defesa Civil: Desafios e Oportunidades em Marialva-PR

Autoria: Adriano Aparecido Leite Vieira
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2024
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Defesa Civil Órgão público responsável por coordenar ações de mitigação de danos e atendimento à população em situações de emergência ou calamidade. O estudo analisa a atuação e o conhecimento da população de Marialva-PR sobre este órgão local. Implementação de medidas preventivas, mapeamento de pontos críticos e coordenação de respostas rápidas a crises.
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei nº 12.608/2012) que orienta a atuação integrada dos entes federativos com foco na prevenção e gestão de risco. Base legal que fundamenta a estruturação da Defesa Civil e a obrigatoriedade da participação comunitária. Orientação para o planejamento público integrado e criação de mecanismos como os NUPDECs.
Desastres Ambientais Fenômenos na biosfera que causam danos materiais, mortes, interrupção de atividades sociais/econômicas e degradação ambiental. Citados como eventos frequentes no Brasil que exigem colaboração comunitária para prevenção. Necessidade de gestão de riscos contínua para reduzir a vulnerabilidade social e os impactos humanos/materiais.
Resiliência Capacidade de uma comunidade ou sistema de resistir, absorver e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma eficiente. Apresentada como o objetivo final do engajamento comunitário e do fortalecimento das políticas públicas locais. Construção de uma cultura de prevenção onde a comunidade se torna protagonista na redução de seus próprios riscos.
NUPDEC Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil formados por grupos de moradores voluntários. Citado como estratégia prevista em lei para despertar a consciência coletiva e o senso de corresponsabilidade. Capacitação de moradores para atuar diretamente na percepção de riscos e primeira resposta em seus bairros.
Cultura de Prevenção Entendimento claro e contínuo sobre perigos, sinais de risco e papel ativo de proteção pelos cidadãos e autoridades. Descrita como o alicerce necessário para que planos e estruturas de defesa civil sejam efetivos. Desenvolvimento de programas educativos contínuos, simulados e campanhas de comunicação bidirecional.
Saber Prático / Conhecimento Local Conhecimento moldado pela vivência cotidiana de quem habita áreas de risco. Considerado um recurso precioso para tornar as estratégias de prevenção e resposta mais eficazes. Integração do saber popular no planejamento formal para mapeamento mais preciso de vulnerabilidades.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Adriano Aparecido Leite Vieira, orientado pela professora Ana Maria Stephan, aborda um tema de relevância crescente no contexto atual: o engajamento da comunidade nas ações de Defesa Civil em Marialva, Paraná. Em um cenário onde a participação ativa da população é fundamental para a eficácia das políticas públicas, este estudo investiga como o conhecimento e a mobilização social podem impactar a capacidade de prevenção e resposta a situações de emergência.

O problema central da pesquisa reside na questão: como as políticas públicas podem ser estruturadas para estimular a participação ativa da comunidade na Defesa Civil em Marialva, identificando e superando as barreiras existentes? O objetivo geral é investigar o papel do conhecimento e da participação popular nas ações da Defesa Civil, buscando compreender como isso afeta, na prática, a capacidade de prevenir e responder a situações adversas.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada foi quali-quantitativa, permitindo uma análise abrangente do tema. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas estruturadas com 52 participantes da comunidade, complementada por uma revisão bibliográfica que fundamentou as discussões. Essa abordagem possibilitou uma compreensão mais profunda das percepções e atitudes da população em relação à Defesa Civil.

Os principais resultados do estudo revelam que 92,3% da população conhece a Defesa Civil de Marialva, indicando um bom nível de conscientização. No entanto, apenas 42,3% dos entrevistados já solicitaram ajuda à Defesa Civil, o que sugere a necessidade de um maior engajamento. Além disso, 64,7% dos participantes demonstraram disposição para se tornarem voluntários, evidenciando um potencial significativo para a mobilização comunitária.

As contribuições deste trabalho são diversas e práticas. A pesquisa aponta para a necessidade de desenvolvimento de campanhas educativas e estratégias que visem aumentar o engajamento da comunidade nas ações de Defesa Civil. A colaboração da população é essencial para fortalecer as estratégias de prevenção e resposta, tornando a participação não apenas desejável, mas vital para a eficácia das ações de proteção.

A aplicabilidade prática dos resultados é evidente, pois as informações obtidas podem ser utilizadas para a formulação de políticas públicas mais inclusivas e eficazes, que considerem a voz da comunidade. O fortalecimento das capacidades locais é crucial para assegurar respostas eficientes e reduzir os impactos de eventos adversos.

Por fim, convidamos todos a conhecer mais sobre este trabalho por meio de um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as descobertas e implicações do estudo. A participação da comunidade nas ações de proteção e defesa civil é um passo importante para a construção de uma sociedade mais resiliente e preparada.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)