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Implementação da gestão de logística humanitária como ação de resposta em ocorrência de desastre: Estudo de caso do Núcleo de Logística Humanitária da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.

Autoria: Wagner Soares dos Santos Silva
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Logística Humanitária Processo de planejar, implementar e controlar o fluxo eficiente de bens, materiais e informações para aliviar o sofrimento de populações vulneráveis. Apresentada como função estratégica essencial para garantir agilidade e otimização de recursos em contextos emergenciais e de resposta a desastres. Permite a entrega tempestiva de insumos básicos (água, alimentos, kits de higiene) e a coordenação entre entes federativos para reduzir impactos sociais.
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, instituída pela Lei nº 12.608/2012, que define competências da União, Estados e Municípios. Citada como o marco legal que fundamenta as ações de resposta e a responsabilidade compartilhada na gestão de desastres. Institucionaliza a obrigação de provisão de assistência às populações afetadas e a organização do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Gestão de Riscos Processo composto por quatro fases: prevenção, preparação, resposta e recuperação, visando reduzir vulnerabilidades. Abordada no contexto de transição de uma cultura de reação (reativa) para uma cultura de prevenção e pronta resposta estruturada. Fortalecimento da resiliência comunitária e redução da dependência municipal exclusiva de suprimentos emergenciais estaduais.
Resposta a Desastres Fase de atuação da Defesa Civil que engloba a ajuda humanitária e o atendimento imediato às necessidades das populações atingidas. Identificada como a fase onde ocorre a operacionalização da logística humanitária por meio de núcleos especializados. Gestão eficiente de estoques estratégicos e distribuição coordenada de donativos para mitigar o sofrimento imediato pós-evento.
SINPDEC Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, que organiza a atuação integrada dos órgãos consultivos, centrais, regionais e setoriais. Utilizado para demonstrar a hierarquia e a articulação necessária entre União, Estado e Município no atendimento logístico. Padronização de fluxos operacionais e garantia de que o primeiro atendimento ocorra preferencialmente em nível municipal.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso apresentado por Wagner Soares dos Santos Silva, sob a orientação de Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de grande relevância no contexto da gestão pública e da proteção civil: a implementação da logística humanitária como uma ação de resposta em situações de emergência. A pesquisa se insere em um cenário onde a eficiência na resposta a desastres é crucial para garantir assistência adequada à população afetada, especialmente em municípios que enfrentam fragilidades estruturais.

O problema central investigado é: como a implementação da logística humanitária, articulada com uma gestão pública eficiente e ações educativas, pode contribuir para a superação das fragilidades estruturais dos municípios na resposta a desastres? O objetivo geral do trabalho é analisar e propor um modelo de cadeia logística humanitária estadual, com foco no Núcleo de Logística Humanitária da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, visando fortalecer a resposta a desastres em municípios com estrutura insuficiente.

A metodologia adotada na pesquisa é de natureza qualitativa, com um caráter exploratório e descritivo. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com gestores da Defesa Civil do Estado de São Paulo, além de uma análise documental de legislações e casos recentes de atuação logística em desastres. Essa abordagem permitiu um mapeamento detalhado da estrutura atual da logística humanitária, bem como a avaliação dos benefícios e dificuldades enfrentadas na implantação do sistema logístico estadual.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se o mapeamento da estrutura atual da logística humanitária do Núcleo de Logística Humanitária da Defesa Civil do Estado de São Paulo. Além disso, foi realizado um levantamento comparativo das estruturas de logística humanitária nos demais estados brasileiros, o que possibilitou a elaboração de um modelo de cadeia logística humanitária estadual. Essa proposta não apenas busca fortalecer a capacidade de resposta em situações de desastre, mas também pode ser adaptada para outros estados e municípios, ampliando seu alcance e aplicabilidade prática.

O fortalecimento da logística humanitária, conforme evidenciado na pesquisa, depende da institucionalização de núcleos especializados, capacitação técnica e integração entre os entes federativos. A análise dos dados preliminares e das entrevistas confirma a relevância de uma gestão pública estruturada e estratégica na logística humanitária, essencial para garantir que os recursos cheguem de forma adequada, eficiente e tempestiva aos locais afetados.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os achados e as propostas apresentadas neste trabalho.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)