Fechar menu lateral

A Permanência em Áreas de Risco: Desafios, Motivações e a Atuação do Poder Público

Autoria: Victor Henrique de Alencar
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Gestão de Riscos Processo de identificação, análise e tratamento de riscos, fundamentado na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei nº 12.608/2012). Citada como o pilar teórico para estruturar mecanismos de prevenção e resposta a desastres no bairro Santo Agostinho. Necessidade de sistemas integrados de informação, ações educativas e parcerias entre o poder público e a comunidade para mitigação de danos.
Resiliência Comunitária Capacidade de uma comunidade de antecipar, resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se de forma eficaz diante de eventos adversos. Utilizada como base para propor estratégias de capacitação da população carente de Viana para enfrentar enchentes e alagamentos. Fortalecimento das capacidades locais através de educação, percepção de risco e planos comunitários de resposta para reduzir a vulnerabilidade social.
Cidades Resilientes Centros urbanos preparados para responder a crises e transformar estruturas de forma contínua, tornando-se inclusivos e seguros. Referenciado como conceito da ONU-Habitat e UNDRR para que o poder público aja proativamente na promoção da equidade territorial em áreas periféricas. A parceria entre poder público e comunidade é o caminho para que a cidade reconheça suas demandas e trabalhe na mitigação de danos das chuvas.
Cidades Inteligentes Modelos urbanos baseados em planejamento, fiscalização e intervenção estratégica para evitar ocupações em áreas de risco. Relacionada à crítica sobre a proximidade do perímetro urbano de Santo Agostinho às margens do rio Jucu, o que deveria ser evitado pelo planejamento. O custo da prevenção e do planejamento urbano inteligente é menor do que os gastos públicos necessários para mitigar impactos após a ocorrência.
Sistema de Alerta Mecanismos (como sirenes ou alarmes) que informam antecipadamente a população sobre o risco iminente de desastres. O trabalho destaca que o bairro Santo Agostinho não dispõe de qualquer tipo de alarme ou sirene, apesar da proximidade com o rio Jucu. A instalação de sirenes permite que os moradores adotem medidas preventivas e evacuação segura antes da inundação ocorrer.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Victor Henrique de Alencar, orientado por Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de grande relevância social e ambiental: a permanência em áreas de risco, um desafio recorrente em diversas regiões do Brasil, especialmente em locais historicamente afetados por inundações. A pesquisa se concentra na comunidade do bairro Santo Agostinho, em Viana-ES, onde a vulnerabilidade das famílias expõe a necessidade urgente de intervenções eficazes.

O problema central deste estudo reside na permanência de populações em áreas suscetíveis a eventos adversos, que se agrava pela falta de infraestrutura e pela baixa percepção de risco entre os moradores. O objetivo geral da pesquisa é propor, desenvolver e implementar estratégias integradas de capacitação da população carente, com foco na prevenção, preparação e mitigação dos impactos de eventos ambientais adversos. Essa abordagem busca não apenas conscientizar, mas também empoderar a comunidade para que se torne protagonista na gestão de riscos.

A metodologia adotada para a realização deste trabalho inclui a aplicação de formulários de entrevistas, recursos fotográficos e audiovisuais, além de entrevistas com agentes da defesa civil e moradores das áreas de risco. Essa combinação de métodos qualitativos e quantitativos permite uma compreensão aprofundada da realidade local e das percepções dos moradores sobre os riscos que enfrentam.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a elaboração de campanhas de conscientização sobre os perigos das enchentes, propostas para a instalação de sirenes de alarme e a identificação de famílias residentes em áreas de risco para inserção em programas de habitação social. Essas iniciativas visam não apenas informar, mas também mobilizar a comunidade em torno de ações que promovam a segurança e a resiliência.

A aplicabilidade prática das estratégias desenvolvidas é evidente, pois elas visam a implementação de ações educativas e práticas de prevenção, preparação e mitigação de eventos ambientais adversos. A sensibilização da comunidade local sobre a importância de participar de projetos sociais de novas moradias e a avaliação do nível de informação que os moradores têm sobre as cheias dos rios são passos fundamentais para a construção de uma comunidade mais resiliente.

Por fim, convidamos todos a conhecer mais sobre este importante trabalho através de um vídeo e um podcast explicativos, que detalham as ações propostas e os resultados alcançados. A pesquisa de Victor Henrique de Alencar não apenas contribui para o campo acadêmico, mas também oferece soluções práticas que podem ser implementadas em outras comunidades que enfrentam desafios semelhantes.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)