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Viabilidade da Metodologia Simplificada da ANA como Subsídio na Elaboração de Planos de Contingência Municipais para Barragens

Autoria: Tiago Luiz Lourençon
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Dam Break Estudo de ruptura de barragem que analisa as consequências e o comportamento hidráulico da onda de cheia. Utilizado para avaliar cenários de colapso nas barragens dos Mottas, Usina Ester e Lago General Oscar Lopes da Silva. Base para o mapeamento de áreas de inundação e planejamento de rotas de evacuação em PlanCons municipais.
Metodologia Simplificada da ANA Abordagem para aferição do DPA e geração de manchas de inundação de forma simplificada e acessível. Testada para suprir a ausência de estudos detalhados de ruptura nas três barragens paulistas analisadas. Permite que municípios com baixa capacidade técnica elaborem diagnósticos preliminares de risco de desastre.
PNSB (Política Nacional de Segurança de Barragens) Marco legal (Lei nº 12.334/2010) que estabelece normas de segurança para barragens no Brasil. Contextualiza que muitas barragens com anomalias (como Mottas e Ester) podem estar fora ou desassistidas por esta política. Define critérios de classificação e obrigações legais dos empreendedores frente à segurança pública.
PlanCon (Plano de Contingência Municipal) Documento de planejamento para resposta a emergências e desastres em nível municipal. O trabalho busca viabilizar sua elaboração em municípios onde os estudos de barragens são inexistentes ou inacessíveis. Instrumento fundamental da Defesa Civil para gerenciar a resposta imediata e proteger a vida da população.
PAE (Plano de Ação de Emergência) Documento técnico elaborado pelo empreendedor com as ações a serem tomadas em caso de emergência na barragem. Inacessível ou inexistente nas barragens estudadas (Usina Ester, Mottas e Lago General Silva), gerando lacuna na defesa civil. Deve conter o mapeamento de riscos para que o poder público possa planejar o socorro e a evacuação.
DPA (Dano Potencial Associado) Classificação do dano (baixo, médio ou alto) que pode ocorrer em função de rompimento ou falha de uma barragem. As barragens selecionadas apresentam alto ou médio DPA devido à proximidade com áreas urbanas ou infraestruturas. Orienta a priorização de ações de fiscalização e o nível de detalhamento dos planos de resposta.
Remanso Efeito hidráulico que considera o controle lateral e o espalhamento da água em áreas de relevo suave ou obstruções. Parâmetro variável testado no DamBreak Model para calibrar a precisão das manchas de inundação nas barragens. A configuração com remanso produziu manchas mais conservadoras e aderentes à realidade urbana das barragens estudadas.
Overtopping (Galgamento) Mecanismo de falha onde a água ultrapassa o topo da crista da barragem, levando à erosão e ruptura. Adotado como modelo de falha para as simulações das barragens de terra analisadas (Mottas, Ester e Lago Silva). Identificar o mecanismo de falha mais provável permite prever o tempo de resposta e o volume de inundação.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Tiago Luiz Lourençon, orientado por Ana Maria Stephan, aborda um tema de grande relevância para a segurança pública e a gestão de riscos: a viabilidade da Metodologia Simplificada da Agência Nacional de Águas (ANA) na elaboração de Planos de Contingência Municipais (PlanCon) para barragens que não possuem estudos de ruptura disponíveis. A crescente preocupação com a segurança de barragens, especialmente em municípios com limitações técnicas e financeiras, torna essencial a busca por ferramentas que possam auxiliar na prevenção e mitigação de riscos associados a essas estruturas.

O problema central da pesquisa reside na ausência de estudos de ruptura de barragens para estruturas que não se enquadram na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Essa lacuna, aliada à dificuldade de acesso aos estudos das barragens que estão sob a referida política, compromete a capacidade das administrações públicas municipais de desenvolver estratégias eficazes de prevenção, mitigação e resposta a emergências. Assim, o objetivo geral do trabalho é avaliar a aplicabilidade da metodologia simplificada da ANA como uma ferramenta técnica que permita a delimitação da mancha de classificação do Dano Potencial Associado (DPA), oferecendo subsídios para a elaboração de PlanCon.

A metodologia adotada na pesquisa é classificada como aplicada, exploratória e qualitativa, com uma abordagem comparativa. O estudo se baseia na sobreposição visual entre simulações produzidas por barragens e as manchas de inundação constantes nos Planos de Ação de Emergência (PAEs) ou Estudos de Ruptura dos respectivos empreendedores. Essa abordagem permite uma análise crítica e fundamentada da viabilidade da metodologia proposta.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se as diretrizes para a aplicação prática da metodologia simplificada da ANA em diferentes contextos municipais e a realização de um workshop para capacitação de técnicos municipais sobre o uso da metodologia e do DamBreak Model. Os resultados obtidos indicam que a metodologia simplificada é operacionalmente viável e suficientemente confiável para uma delimitação inicial de áreas de risco. A configuração com aplicação de remanso e ΔZ de 1,00 metro apresentou a melhor compatibilidade nas simulações comparativas realizadas.

A aplicabilidade prática da metodologia simplificada é significativa, especialmente para municípios com baixa capacidade técnica. Ela pode ser adotada como uma ferramenta preliminar para subsidiar a elaboração de Planos de Contingência Municipais, contribuindo para a melhoria da gestão de riscos e da segurança de barragens.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre a pesquisa e suas implicações práticas.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)