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Desafios e Lições da Tragédia de Maio de 2024 na Serra Gaúcha: Análise da Atuação do Corpo de Bombeiros em Bento Gonçalves.

Autoria: Thaís Lima da Silva
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) Base legal e operacional brasileira para ações de prevenção, mitigação, resposta e recuperação de desastres (Lei nº 12.608/2012). Citada como o referencial teórico-legal que fundamenta a gestão de desastres e a atuação dos órgãos de resposta no Brasil. Fornece a diretriz para a governança e institucionalização das políticas de proteção e defesa civil em âmbito municipal e estadual.
Marco de Sendai (2015–2030) Diretriz internacional da ONU que foca na governança do risco, investimento em resiliência e preparação para resposta eficaz. Utilizado para alinhar as ações locais de Bento Gonçalves às melhores práticas globais de redução de risco de desastres. Orientação para que gestores públicos priorizem a compreensão dos riscos e a reconstrução de forma mais resiliente (Build Back Better).
Sistema de Comando de Incidentes (SCI) Ferramenta de gerenciamento padronizada para organizar operações estruturadas entre diferentes agências em eventos críticos. Mencionado como necessário para facilitar a tomada de decisão e a comunicação interinstitucional durante a tragédia. Permite que múltiplas instituições (Bombeiros, Defesa Civil, Exército) atuem sob uma única estrutura de comando, evitando duplicidade de esforços.
Resiliência Comunitária Capacidade de uma comunidade resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre. Discutida em relação à resistência inicial da população à evacuação e às ações espontâneas de solidariedade local. Necessidade de programas educativos e simulações para que a população saiba agir preventivamente sem depender exclusivamente do Estado.
Integração Interinstitucional Coordenação e cooperação entre diferentes órgãos públicos e setores da sociedade civil na execução de ações de resposta. Contextualizada na chegada de equipes de 12 estados diferentes para apoiar Bento Gonçalves e nas dificuldades logísticas de apoio a esses órgãos. Exige protocolos unificados e planos nacionais integrados para garantir que equipes externas tenham suporte logístico e operacional adequado.
Logística Aérea / Operações com Aeronaves Uso estratégico de helicópteros e drones para resgate, transporte de suprimentos e mapeamento em áreas de difícil acesso. Essencial devido ao bloqueio de vias terrestres na Serra Gaúcha; em certos dias, 60% dos resgates foram aéreos. Sugestão de criação de centros regionais de apoio aéreo e infraestrutura para mobilização rápida em regiões montanhosas.
Percepção de Risco Forma como indivíduos ou grupos interpretam a probabilidade e a gravidade de uma ameaça em seu ambiente. Identificada como baixa em parte da população, resultando em resistência à evacuação e pedidos tardios de socorro. Fundamental para o sucesso de planos de contingência; gestores devem focar em comunicação clara para reduzir o pânico e aumentar a adesão a alertas.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Thaís Lima da Silva, orientado por Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de relevância significativa para a gestão de emergências e a segurança pública na Serra Gaúcha. A pesquisa se concentra na atuação do Corpo de Bombeiros Militar em Bento Gonçalves durante um evento crítico que ocorreu em maio de 2024, destacando os desafios logísticos e operacionais enfrentados pela instituição. Este estudo é particularmente pertinente no contexto atual, onde a eficiência na resposta a emergências é crucial para a proteção da vida e do patrimônio da comunidade.

O problema central investigado por Thaís Lima da Silva é: quais foram os principais desafios logísticos e operacionais enfrentados pelo Corpo de Bombeiros em Bento Gonçalves durante a tragédia de maio de 2024, e como esses desafios impactaram sua capacidade de resposta a emergências na região? O objetivo geral do trabalho é analisar a atuação do Corpo de Bombeiros Militar, identificando os obstáculos enfrentados e propondo melhorias para a resposta a emergências e a mitigação de riscos, com uma abordagem integrada que visa fortalecer a resiliência comunitária.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada foi uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo-exploratório. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com profissionais que atuaram diretamente nas operações de resposta, permitindo uma análise aprofundada dos relatos e experiências vivenciadas durante o evento. A análise de conteúdo dos depoimentos possibilitou a identificação de padrões e desafios comuns, contribuindo para uma compreensão mais ampla da situação enfrentada.

As principais contribuições deste trabalho incluem a identificação de lacunas na logística operacional e na integração interinstitucional, que podem ser abordadas para melhorar a eficácia das respostas a emergências futuras. Além disso, o estudo propõe recomendações práticas que visam aprimorar a formação e a preparação dos profissionais envolvidos, bem como a necessidade de um planejamento mais robusto e colaborativo entre as diversas instituições que atuam em situações de emergência.

A aplicabilidade prática das conclusões deste trabalho é evidente, uma vez que as recomendações podem ser implementadas não apenas em Bento Gonçalves, mas em toda a Serra Gaúcha, contribuindo para uma gestão de desastres mais eficaz e uma maior resiliência das comunidades locais. A pesquisa também destaca a importância da integração entre diferentes órgãos e a necessidade de um planejamento estratégico que considere as especificidades regionais.

Para aqueles que desejam aprofundar-se ainda mais no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os desafios enfrentados e as lições aprendidas com a atuação do Corpo de Bombeiros Militar durante a tragédia de maio de 2024.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)