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Políticas Públicas e os Impactos Psicológicos dos Desastres Ambientais: Análise da Eficácia das Intervenções de Apoio Psicossocial.

Autoria: Sarah Camila De Mattos Simões Rocha
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
PNDC (Política Nacional de Defesa Civil) Normativa que estabelece o papel do Estado na proteção integral da saúde física e mental das populações em contextos de desastre. Âncora do referencial teórico e material de análise para identificar lacunas na gestão pública. Recomendação de inclusão da saúde mental como eixo estruturante nos planos de contingência da defesa civil.
Resiliência Comunitária Capacidade coletiva de uma comunidade resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se frente a um desastre. Utilizado como conceito fundamental para embasar a análise da capacidade de recuperação das populações afetadas. Fortalecimento de redes de apoio comunitário para mediar a redução de sintomas e integrar o processo de reconstrução social.
Apoio Psicossocial Conjunto de ações destinadas à redução do sofrimento emocional, à estabilização psíquica e à promoção de bem-estar em populações afetadas. Foco central da análise da eficácia das políticas públicas e serviços prestados às vítimas de desastres ambientais. Necessidade de suporte precoce (nas primeiras 72 horas) e integração com a Defesa Civil para mitigação de traumas.
Protocolos de Proteção Integral Diretrizes nacionais para proteção de crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência em situações de risco. Citado como marco normativo que, apesar de existente, sofre com a fragmentação e falta de padronização na prática. Criação de forças-tarefa e protocolos nacionais padronizados para orientar equipes de saúde mental em campo.
Primeiros Socorros Psicológicos Estratégia de intervenção rápida para acolhimento, escuta e garantia de direitos básicos nas primeiras horas pós-evento. Descrito na entrevista com especialista como a abordagem mais eficaz na assistência imediata em Brumadinho. Capacitação contínua de profissionais da atenção básica para suporte na garantia de direitos e necessidades imediatas das vítimas.
Coping (Enfrentamento) Estratégias de enfrentamento utilizadas por indivíduos ou grupos para lidar com situações de crise e estresse extremo. Citado no referencial teórico como base para entender as reações das vítimas e familiares em cenários críticos. Uso de ações coletivas, redes de solidariedade e práticas religiosas como mediadores de resiliência e redução de sintomas.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Sarah Camila De Mattos Simões Rocha, orientado pela professora Ana Maria Stephan, aborda um tema de relevância crescente no contexto atual: os impactos psicológicos decorrentes de desastres ambientais e a eficácia das intervenções de apoio psicossocial implementadas por políticas públicas. A pesquisa se insere em um cenário onde a saúde mental das populações afetadas por eventos adversos é fundamental para a recuperação e resiliência comunitária.

O problema central da pesquisa questiona como diferentes tipos de desastres ambientais afetam psicologicamente as vítimas e qual a eficácia das intervenções de gestão pública no apoio psicológico prestado. O objetivo geral é analisar esses impactos, avaliando as políticas públicas existentes e suas contribuições para o bem-estar psicológico das populações afetadas.

A metodologia adotada é qualitativa, com uma abordagem descritiva e exploratória. A pesquisa utiliza a triangulação de dados, combinando informações teóricas, empíricas e documentais. Essa estratégia permite uma análise abrangente e fundamentada, essencial para a compreensão dos fenômenos estudados.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a identificação dos impactos psicológicos gerados por diferentes tipos de desastres, como transtornos de estresse pós-traumático, ansiedade generalizada e depressão. Além disso, o estudo mapeia as intervenções psicossociais implementadas, com ênfase nas ações realizadas em Brumadinho (2019) e nas enchentes do Rio Grande do Sul (2024). A avaliação estatística dos dados coletados revela a variação dos sintomas psicológicos antes e depois das intervenções, evidenciando a importância de um apoio estruturado e contínuo. O trabalho também identifica lacunas recorrentes nas políticas públicas de saúde mental, apontando para a necessidade de melhorias significativas.

A aplicabilidade prática das conclusões deste estudo é direcionada a profissionais da saúde, gestores públicos e acadêmicos da área de saúde mental e políticas públicas. As propostas de melhorias nas políticas de apoio psicossocial em situações de desastre visam não apenas a mitigação dos impactos imediatos, mas também a construção de um sistema de suporte mais robusto e eficaz.

Por fim, para aqueles que desejam aprofundar-se ainda mais no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais dinâmica e acessível dos resultados e implicações da pesquisa. A saúde mental em contextos de desastres é um pilar fundamental para a recuperação das comunidades, e este trabalho contribui para a construção de um futuro mais resiliente e consciente.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)