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Plano de Comunicação Integrada para Gestão de Desastres na Defesa Civil do Rio Grande do Sul

Autoria: Sabrina Pereira Ribas
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Defesa Civil Conjunto de medidas adotadas pelo Poder Público e setor privado para limitar riscos e perdas que atinjam a comunidade e serviços essenciais em eventos adversos. Apresentada como a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do RS, responsável pela gestão de riscos e resposta a desastres no estado. Assegurar a saúde, a segurança da comunidade e a ordem pública através de gestão integrada e planos de intervenção.
Desastre Resultado de evento adverso (natural ou humano) sobre ecossistemas e populações vulneráveis, causando danos significativos e prejuízos. Contextualizado pelos eventos extremos recentes no Rio Grande do Sul (2023-2024) que causaram mortes e prejuízos bilionários. Exige diretrizes claras de comunicação para orientar a autoproteção da população e mitigar danos humanos e materiais.
Comunicação Estratégica Componente essencial na gestão do risco que influencia as fases de prevenção, preparação, resposta e recuperação. Proposta como o eixo central do projeto de intervenção para sistematizar práticas comunicativas da Defesa Civil do RS. Transformar conhecimento técnico em ação social e facilitar a disseminação de informações precisas para salvar vidas.
PNPDEC (Lei 12.608/2012) Política Nacional de Proteção e Defesa Civil que disciplina o sistema nacional e as atribuições de cada ente federativo. Marco regulatório que atribui à Defesa Civil a responsabilidade de manter a população informada sobre áreas de risco. Obrigatoriedade legal de produzir alertas antecipados e orientar comportamentos adequados de prevenção.
Resiliência Capacidade de um sistema ou comunidade de resistir, absorver e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma tempestiva. Citada como objetivo final do fortalecimento da comunicação e da rede de cooperação entre setor público e sociedade. Melhoria da capacidade comunitária de enfrentar riscos e redução da vulnerabilidade institucional.
Marco de Sendai (2015-2030) Acordo internacional com prioridades estratégicas para a redução de riscos, incluindo a compreensão do risco e o fortalecimento da governança. Referencial teórico que sustenta a necessidade de comunicação pública acessível e baseada em evidências científicas. Fundamenta a integração da comunicação ao planejamento de gestão de riscos de desastres nas três esferas de governo.
Modelo Dialógico Processo comunicacional onde os interlocutores constroem sentidos de forma colaborativa e não apenas como transmissão linear. Base teórica proposta (Oliveira, 2004) para que a Defesa Civil dialogue com a sociedade considerando contextos socioculturais. Garantir que a mensagem de risco seja compreendida e aceita pela população, promovendo mudanças reais de comportamento.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Sabrina Pereira Ribas, orientado por Fernando Guilhon de Castro, apresenta um tema de relevância significativa para a gestão pública e a segurança da população: a comunicação integrada na Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Em um contexto onde a comunicação eficaz é fundamental para a prevenção e resposta a situações de emergência, a pesquisa aborda a ausência de um plano estruturado que contemple as diversas fases da gestão de desastres.

O problema central identificado é a falta de um Plano de Comunicação que permita à Defesa Civil atuar de maneira eficiente em situações de crise. O objetivo geral do trabalho é desenvolver um plano que não apenas organize as práticas comunicativas, mas que também promova a eficácia na gestão de desastres, garantindo que a informação chegue de forma clara e acessível a todos os públicos envolvidos, incluindo a população, a imprensa e parceiros estratégicos.

A metodologia adotada para a pesquisa foi classificada como aplicada, qualitativa, de natureza exploratória e descritiva. O estudo foi conduzido sob a forma de um estudo de caso, que incluiu um diagnóstico interno das práticas atuais de comunicação da Defesa Civil e uma análise de benchmarking, permitindo a identificação de melhores práticas em comunicação para desastres.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se o diagnóstico detalhado das práticas de comunicação existentes, que revelou a ausência de protocolos específicos para a comunicação de riscos em diferentes fases do desastre. Além disso, foram propostas diretrizes e procedimentos que orientam a equipe de comunicação, bem como capacitações para fortalecer a formação continuada dos profissionais envolvidos. O estudo também identificou canais subutilizados e a necessidade de estabelecer métricas para avaliar o impacto das ações comunicacionais.

A aplicabilidade prática do plano desenvolvido é evidente, pois busca fortalecer a cultura de prevenção e promover uma resposta ágil durante emergências. A comunicação, conforme destacado na pesquisa, desempenha um papel essencial na redução de riscos e na transformação do conhecimento técnico em ação social, sendo um instrumento estratégico para a Defesa Civil.

Por fim, o trabalho de Sabrina Pereira Ribas não apenas contribui para a melhoria das práticas de comunicação da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, mas também se insere em um contexto mais amplo de promoção da resiliência e da segurança da população. Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as propostas e resultados alcançados.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)