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Implementação de um Sistema de Monitoramento Pluviométrico Participativo em Sergipe: Envolvimento da coordenadores municipais em defesa civil e da Comunidade na Gestão de Riscos Hidrológicos.

Autoria: Robson Rabelo de Santana
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Resiliência Capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de forma tempestiva e eficiente. Citada como um objetivo a ser promovido através do engajamento comunitário e escolar na coleta de dados, visando fortalecer a cultura de autoproteção. Fortalece a capacidade da população de lidar com eventos adversos, reduzindo a dependência exclusiva de resposta governamental imediata e minimizando danos.
Percepção de Risco Entendimento e interpretação individual ou coletiva sobre a possibilidade de ocorrência de um desastre e suas consequências. O projeto busca aumentar esse índice em coordenadores municipais e alunos através do manuseio de pluviômetros e análise de dados reais. Cidadãos com maior percepção de risco tendem a adotar medidas preventivas e respeitar alertas de evacuação com mais agilidade.
Monitoramento Pluviométrico Participativo Sistema de coleta de dados de chuva que envolve a colaboração ativa de cidadãos não especialistas e instituições locais (escolas, defesas civis). É o núcleo da proposta de intervenção para sanar a baixa cobertura de estações automáticas federais no estado de Sergipe. Amplia a malha de dados disponíveis para o gestor público, permitindo avisos prévios mais precisos em microbacias antes não monitoradas.
Riscos Hidrológicos Probabilidade de ocorrência de eventos adversos relacionados ao ciclo da água, como inundações, enxurradas e alagamentos. Contextualiza os principais problemas enfrentados em Sergipe devido às suas oito bacias hidrográficas e chuvas intensas. Subsidia o planejamento urbano e a gestão de bacias para evitar ocupações em áreas de inundação e preparar respostas a cheias.
Pluviômetro Manual (ou Caseiro) Instrumento simples para medir a quantidade de precipitação em um determinado local e intervalo de tempo, geralmente lido visualmente por um operador. Utilizados como ferramentas de baixo custo para envolver escolas e coordenadores na geração de dados para mapas de chuva. Alternativa viável para locais sem recursos para manutenção de estações automáticas, garantindo a continuidade do monitoramento.
Eventos Extremos Ocorrências meteorológicas ou hidrológicas que fogem significativamente dos padrões históricos de normalidade, apresentando alta magnitude. Justificativa para o projeto, devido ao aumento da frequência de chuvas intensas e desastres hidrológicos nos últimos anos. Exige que a gestão pública adapte seus protocolos de crise e infraestrutura para cenários de desastres mais severos e frequentes.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Robson Rabelo de Santana, orientado por Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de grande relevância para a gestão de riscos hidrológicos em Sergipe. A baixa cobertura pluviométrica no estado tem gerado desafios significativos, dificultando a previsão de precipitações e, consequentemente, aumentando a vulnerabilidade das comunidades a inundações. Este cenário demanda uma resposta eficaz e integrada, que envolva tanto as Defesas Civis Municipais quanto as instituições de ensino, promovendo uma cultura de resiliência e conscientização sobre os riscos associados às chuvas.

O objetivo central deste trabalho foi determinar e implementar um sistema de monitoramento de índices pluviométricos, com a participação ativa de coordenadores municipais de defesa civil e alunos de escolas. A proposta visa aumentar a eficiência na resposta a eventos hídricos, proporcionando uma visão mais representativa das precipitações nas microbacias de Sergipe. O problema identificado destaca a necessidade urgente de um sistema que permita a coleta e análise de dados pluviométricos, contribuindo para a mitigação de riscos.

A metodologia adotada no estudo foi estruturada em seis etapas, incluindo a aplicação de questionários, a distribuição de pluviômetros manuais em locais estratégicos, a coleta de dados e a confecção de mapas de pluviosidade. Essa abordagem prática e colaborativa não apenas possibilitou a geração de informações valiosas, mas também fomentou o envolvimento da comunidade na gestão de riscos. Entre as principais entregas do projeto, destacam-se a instalação de pluviômetros, a coleta de dados pluviométricos e a criação de um aplicativo para captação das leituras, além da geração de mapas que ilustram a distribuição das chuvas no estado.

Os resultados obtidos foram significativos. O estudo permitiu a determinação do índice de calibração para os pluviômetros manuais utilizados, além de possibilitar a comparação entre os índices pluviométricos de diferentes tipos de equipamentos. Com a cobertura pluviométrica em Sergipe superando a proporção de um pluviômetro para cada 500 km², o trabalho contribui para a melhoria da percepção de risco entre os coordenadores municipais e os alunos das escolas envolvidas.

A aplicabilidade prática dos dados coletados é evidente, pois eles servirão como subsídio para a tomada de decisões por parte dos órgãos públicos em situações de chuvas intensas. Além disso, o aumento da percepção de risco entre os participantes do projeto é fundamental para a construção de uma sociedade mais preparada e resiliente frente a eventos hídricos.

Por fim, convidamos todos a conhecer mais sobre este importante trabalho por meio de um vídeo e um podcast explicativos, que detalham a pesquisa e suas contribuições para a gestão de riscos hidrológicos em Sergipe.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)