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GESTÃO DE DESASTRES POR FORTES CHUVAS NA MATA SUL DE PERNAMBUCO: PLANO DE AÇÃO PARA OTIMIZAÇÃO DA RESPOSTA DA DEFESA CIVIL

Autoria: Roberto Ryanne Ferraz de Menezes
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Inundação Submersão de áreas fora dos limites normais de um curso de água em zonas que normalmente não se encontram submersas, ocorrendo de modo gradual. Citado como um dos fenômenos presenciados na Mata Sul pernambucana nos anos de 2010 e 2017. Planejamento de defesa permanente pela União contra calamidades públicas e monitoramento hidrológico.
Alagamento Acúmulo de água em áreas urbanas devido à extrapolação da capacidade de escoamento de sistemas de drenagem por precipitações intensas. Utilizado para descrever ocorrências computadas na plataforma S2ID na Mata Sul de Pernambuco. Necessidade de melhoria nos sistemas de drenagem urbana e mapeamento de áreas suscetíveis.
Enxurrada Escoamento superficial de alta velocidade e energia, com elevação súbita das vazões e grande poder destrutivo. Representa o maior número de ocorrências registradas na Mata Sul entre 2000 e 2024 (93 casos). Demanda ações de resposta rápida e alertas antecipados devido à brusquidão do fenômeno.
Chuvas Intensas Chuvas com acumulados significativos que causam múltiplos desastres como inundações e movimentos de massa. Contexto de 64 ocorrências tipificadas na região da Mata Sul no sistema S2ID. Base para a ativação da Operação Inverno e monitoramento meteorológico constante.
Desabrigado Pessoa obrigada a abandonar a habitação e que necessita de abrigo provido pelo poder público ou ente causador do desastre. Contabilizado como dano humano; 33.365 pessoas nesta situação no total acumulado do trabalho. Gestão de abrigos temporários e logística de assistência humanitária pelo SINPDEC.
Desalojado Pessoa obrigada a abandonar a habitação, mas que não necessariamente carece de abrigo provido pelo poder público. Contabilizado como dano humano; 193.198 pessoas nesta situação no total acumulado do trabalho. Monitoramento de famílias em casas de parentes/amigos e planejamento de retorno seguro.
Dano Resultado de perdas humanas e materiais, resultando em sofrimento humano e físico. Utilizado para tabular óbitos e destruição de edificações na Mata Sul (2000-2024). Base para decretos de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública.
Prejuízo Medida da perda relacionada ao valor econômico e financeiro de um desastre. Estimado em 36,5 bilhões de reais para os desastres de 2010, 2017 e 2022 na região. Mensuração para solicitação de recursos federais para reconstrução e reabilitação de serviços.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Gestão de Desastres por Fortes Chuvas na Mata Sul de Pernambuco: Plano de Ação para Otimização da Resposta da Defesa Civil", desenvolvido por Roberto Ryanne Ferraz de Menezes sob a orientação de Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de relevância crucial para a segurança e bem-estar das comunidades da região. A Mata Sul de Pernambuco é frequentemente afetada por fortes chuvas, que resultam em desafios significativos para a gestão de desastres. Este estudo se insere no contexto da necessidade de aprimorar as respostas institucionais e comunitárias diante de situações emergenciais, visando a proteção da população e a minimização de danos.

O problema central da pesquisa questiona quais são as principais dificuldades enfrentadas pela Defesa Civil e pelos municípios na gestão de desastres provocados por fortes chuvas, além de buscar desenvolver um plano de ações mais eficaz para otimizar a resposta a essas emergências. O objetivo geral é criar um plano de intervenção que fortaleça a gestão de riscos e a resiliência da população local, contribuindo para uma resposta mais ágil e coordenada em situações de crise.

A metodologia adotada para a realização deste trabalho consistiu em uma revisão sistemática da literatura científica sobre o tema, utilizando dados do Sistema Regional de Informação em Linha para Revistas Científicas da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal, além de documentos da Defesa Civil do Estado de Pernambuco. Essa abordagem permitiu uma análise abrangente das práticas existentes e das lacunas que precisam ser preenchidas para melhorar a gestão de desastres na região.

Entre as principais contribuições do estudo, destaca-se a elaboração de um plano de intervenção que visa otimizar a resposta a desastres, incluindo estratégias de capacitação e sensibilização para agentes públicos e a população. O plano de contingência proposto é uma ferramenta essencial para a Defesa Civil, pois identifica pontos críticos e dificuldades na resposta a desastres, além de sugerir propostas concretas para a capacitação de agentes públicos e a sensibilização da comunidade.

A aplicabilidade prática deste trabalho é evidente, pois busca fortalecer a resiliência da comunidade e a efetividade das respostas da Defesa Civil. A implementação das estratégias sugeridas pode resultar em uma melhoria significativa na capacidade de resposta a desastres, garantindo que a população esteja mais preparada e informada sobre como agir em situações de emergência.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os resultados e as implicações do trabalho. A pesquisa, fundamentada em dados históricos e na legislação vigente, revela que as ocorrências por fortes chuvas na região não apenas causam danos materiais significativos, mas também afetam profundamente a vida da população local. Este estudo propõe, portanto, um caminho para a construção de uma gestão de desastres mais eficaz e integrada, essencial para a segurança e bem-estar da comunidade.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)