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Proposta de Expansão e Integração do Mapeamento de Riscos Hidrológicos emLoteamentos Irregulares em São Paulo/SP: Foco em Vulnerabilidades Sociais

Autoria: Pedro Lazaneo Sanchez

Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025

Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Pedro Lazaneo Sanchez, orientado pela professora Ana Maria Stephan, aborda um tema de grande relevância para a gestão urbana e a segurança das comunidades em São Paulo. A pesquisa se concentra na expansão do mapeamento de riscos hidrológicos, que atualmente se limita às favelas, excluindo loteamentos irregulares que também são vulneráveis a enchentes e inundações. Este contexto é essencial, pois a cidade enfrenta desafios significativos relacionados à urbanização desordenada e à vulnerabilidade social, que demandam uma abordagem mais abrangente e integrada.

O problema central da pesquisa é a necessidade de aprimorar a gestão dos riscos hidrológicos na cidade de São Paulo, considerando que o mapeamento atual não abrange os loteamentos irregulares. O objetivo geral é expandir esse mapeamento, visando orientar ações de prevenção e mitigação de enchentes e inundações, promovendo a segurança e a resiliência das comunidades afetadas. A pesquisa busca, assim, contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes e para o planejamento de ações de mitigação que atendam a essas áreas vulneráveis.

Para alcançar esses objetivos, foi empregada uma metodologia de análise espacial quanti-qualitativa, que integrou dados da Secretaria de Habitação, o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS) e o modelo hidrodinâmico HAND em um ambiente de Sistema de Informação Geográfica (GIS). Essa abordagem permitiu a identificação de novas áreas de risco, bem como a validação estatística da metodologia utilizada, por meio de um teste Qui-quadrado, que demonstrou uma correlação significativa entre as áreas identificadas e os registros históricos de inundações.

As principais contribuições do trabalho incluem a identificação de 666 novas áreas-alvo em loteamentos irregulares, além da validação estatística da metodologia, que assegura a confiabilidade dos resultados. O estudo resultou na identificação de 99,57 km² de novas áreas de risco hidrológico, fornecendo à Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) um portfólio de áreas prioritárias para a implementação de ações de mitigação. Essa informação é crucial para que gestores públicos possam direcionar esforços e recursos de maneira mais eficaz, contribuindo para a segurança das comunidades.

A aplicabilidade prática deste trabalho é evidente, pois os resultados podem subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes e o planejamento de ações de mitigação em áreas de risco. A pesquisa não apenas amplia o conhecimento sobre a vulnerabilidade social em São Paulo, mas também oferece ferramentas concretas para a atuação da Defesa Civil e de outros órgãos responsáveis pela gestão de riscos.

Para aqueles que desejam aprofundar-se nos detalhes da pesquisa, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais abrangente sobre o trabalho e suas implicações para a cidade de São Paulo.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)