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Proposta de Expansão e Integração do Mapeamento de Riscos Hidrológicos emLoteamentos Irregulares em São Paulo/SP: Foco em Vulnerabilidades Sociais

Autoria: Pedro Lazaneo Sanchez
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Inundação Processo de extravasamento das águas do canal de drenagem para as áreas marginais quando a enchente atinge cota acima do nível máximo da calha principal do rio. Utilizado para classificar áreas marginais (planície de inundação ou várzea) suscetíveis ao extravasamento da calha principal. Fundamental para delimitar a mancha de inundação e planejar ações de mitigação em assentamentos precários situados em áreas de várzea.
Modelo HAND (Height Above Nearest Drainage) Ferramenta hidrodinâmica baseada em dados de elevação do terreno (MDT) para delimitar manchas de inundação. Empregado tecnicamente para identificar áreas suscetíveis à inundação (intervalo de 0 a 3 metros) integrando dados GIS. Fornece subsídio técnico essencial para a análise do perigo físico, permitindo a criação de um portfólio de áreas prioritárias para mitigação.
Loteamento Irregular Assentamentos decorrentes da iniciativa de um agente promotor, implantados sem aprovação pública ou em desacordo com a legislação, sofrendo com desconformidades urbanísticas. Foco central do projeto, identificado como a lacuna principal na gestão atual de riscos hidrológicos da cidade de São Paulo. A mitigação dos riscos hidrológicos identificados é condição fundamental para viabilizar processos de regularização fundiária segura.
Alagamento Acúmulo momentâneo de águas em uma dada área decorrente de deficiência do sistema de drenagem. Diferenciado de inundação para caracterizar problemas de infraestrutura de drenagem urbana, aparecendo muitas vezes unificado a inundações nos registros SP156. Identifica a necessidade de manutenção ou expansão da rede de drenagem urbana para evitar danos à infraestrutura e perdas econômicas.
Enchente Elevação temporária do nível d’água em um canal de drenagem devida ao aumento da vazão ou descarga. Aparece no Quadro 1 como um dos riscos hidrológicos mapeados pela COMDEC para fundamentar a análise de processos hidrológicos naturais. Auxilia na diferenciação técnica de eventos para mapeamentos de risco e adoção de medidas preventivas pela Defesa Civil.
Enxurrada Escoamento superficial concentrado e com alta energia de transporte. Aparece no referencial teórico como fenômeno natural agravado pela ação antrópica e impermeabilização do solo. Relevante para o planejamento de contenção e manejo de águas pluviais em áreas de alta declividade.
Favela Assentamentos precários de ocupações espontâneas desordenadas, sem definição prévia de lotes e arruamento, com infraestrutura insuficiente e moradias autoconstruídas. Contextualizada como território onde o mapeamento de riscos já está consolidado pela COMDEC no município de São Paulo. Serve como base comparativa para demonstrar a necessidade de expandir a gestão de riscos para outros tipos de assentamentos.
IPVS (Índice Paulista de Vulnerabilidade Social) Indicador que classifica territórios com base em indicadores socioeconômicos para identificar áreas críticas de vulnerabilidade. Utilizado para filtrar áreas de vulnerabilidade alta e muito alta (Grupos 5 e 6) a serem priorizadas no mapeamento. Subsidia a formulação de políticas públicas e a alocação de recursos em áreas onde a população tem menor resiliência socioeconômica.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Pedro Lazaneo Sanchez, orientado pela professora Ana Maria Stephan, aborda um tema de grande relevância para a gestão urbana e a segurança das comunidades em São Paulo. A pesquisa se concentra na expansão do mapeamento de riscos hidrológicos, que atualmente se limita às favelas, excluindo loteamentos irregulares que também são vulneráveis a enchentes e inundações. Este contexto é essencial, pois a cidade enfrenta desafios significativos relacionados à urbanização desordenada e à vulnerabilidade social, que demandam uma abordagem mais abrangente e integrada.

O problema central da pesquisa é a necessidade de aprimorar a gestão dos riscos hidrológicos na cidade de São Paulo, considerando que o mapeamento atual não abrange os loteamentos irregulares. O objetivo geral é expandir esse mapeamento, visando orientar ações de prevenção e mitigação de enchentes e inundações, promovendo a segurança e a resiliência das comunidades afetadas. A pesquisa busca, assim, contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes e para o planejamento de ações de mitigação que atendam a essas áreas vulneráveis.

Para alcançar esses objetivos, foi empregada uma metodologia de análise espacial quanti-qualitativa, que integrou dados da Secretaria de Habitação, o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS) e o modelo hidrodinâmico HAND em um ambiente de Sistema de Informação Geográfica (GIS). Essa abordagem permitiu a identificação de novas áreas de risco, bem como a validação estatística da metodologia utilizada, por meio de um teste Qui-quadrado, que demonstrou uma correlação significativa entre as áreas identificadas e os registros históricos de inundações.

As principais contribuições do trabalho incluem a identificação de 666 novas áreas-alvo em loteamentos irregulares, além da validação estatística da metodologia, que assegura a confiabilidade dos resultados. O estudo resultou na identificação de 99,57 km² de novas áreas de risco hidrológico, fornecendo à Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (COMDEC) um portfólio de áreas prioritárias para a implementação de ações de mitigação. Essa informação é crucial para que gestores públicos possam direcionar esforços e recursos de maneira mais eficaz, contribuindo para a segurança das comunidades.

A aplicabilidade prática deste trabalho é evidente, pois os resultados podem subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes e o planejamento de ações de mitigação em áreas de risco. A pesquisa não apenas amplia o conhecimento sobre a vulnerabilidade social em São Paulo, mas também oferece ferramentas concretas para a atuação da Defesa Civil e de outros órgãos responsáveis pela gestão de riscos.

Para aqueles que desejam aprofundar-se nos detalhes da pesquisa, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais abrangente sobre o trabalho e suas implicações para a cidade de São Paulo.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)